Categoria: Coronavírus

Triagem de infecção por SARs CoV 2 em empresas

Atualmente, julho de 2020, estima-se que em torno de 10 a 15% de pessoas já tiveram contato com o vírus SARs CoV 2 no Brasil. Testando-se 100 pessoas espera-se que, destas,  10 a 15 pessoas apresentem anticorpos contra o vírus da Covid-19, independentemente de terem ou não sintomas suspeitos:

  • IgA e IgM: anticorpos encontrados na fase inicial da infecção, na qual a pessoa pode transmitir o vírus. Surgem por volta do 7º dia após o início dos sintomas, sendo mais facilmente detectados a partir de 10 dias destes.
  • IgG: anticorpos de convalescência, onde a pessoa está imunizada e não transmite o vírus. Surgem por volta do 14º dia de contato com o vírus

Em alguns momentos da infecção serão observados ao mesmo tempo os três anticorpos. Enquanto houver persistência dos anticorpos IgA e IgM é importante verificar se é encontrado na região nasofaríngea o RNA do vírus ou a proteína do nucleocapsídeo do vírus, chamada de antígeno viral. 

FASE AGUDA

  • IgA e IgM reagentes
  • IgG não reagente
  • pesquisa de antígeno viral e RT-PCR positivos

FASE CONVALESCENTE/CURA

  • IgA e IgM não reagentes
  • IgG reagente
  • pesquisa de antígeno viral e RT-PCR negativos

Seguindo esta lógica,  o Laboratório Gerardo Trindade oferece exames que podem auxiliar o gestor na detecção do funcionário que está na fase inicial e infectante da Covid-19 e também no reconhecimento dos funcionários que já tiveram contato com o vírus e que não são mais potenciais transmissores do vírus aos colegas. Realizado diretamente no Gerardo Trindade, com tempo de liberação de até uma hora,  oferecemos o exame “pesquisa quantitativa e automatizada de anticorpos IgG/IgM”. O exame consegue diferenciar e quantificar qual imunoglobulina está sendo detectada na amostra: IgM ou  IgG. Quando o resultado for IgG reagente  e IgM não reagente, infere-se que o funcionário já teve contato com o vírus e está imunizado, estando liberado para o  retorno ao trabalho, sem perigo de infectar outros colegas, por exemplo. Com esta informação em mãos evita-se a perda de produtividade na empresa. Devido à maior possibilidade de falso-regente na pesquisa de IgM recomenda-se, em casos de IgM reagente,  a realização da pesquisa de antígeno viral para concluir o diagnóstico de infecção por SARs CoV 2. Resultado de antígeno negativo exclui diagnóstico de infecção por SARs CoV2. Já o resultado de antígeno positivo confirma diagnóstico. Neste caso, colocar o funcionário deve ser afastado do trabalho por 14 dias e realizar sorologia IgG/IgM novamente após o período para verificar se houve soroconversão (desaparecimento de IgM e surgimento de IgG), antes da volta ao trabalho.

Em parceria com o laboratório de apoio Diagnóstico Brasil, com tempo de liberação de 3 dias úteis,   oferecemos o exame “pesquisa de imunoglobulinas totais anti-SARs CoV 2”. O exame não diferencia qual imunoglobulina está sendo detectada na amostra: IgA, IgM ou  IgG. Quando o resultado for reagente – em aproximadamente 10 a 20% dos resultados – existem dois caminhos para saber como conduzir a situação: realizar a “pesquisa de antígeno viral” no funcionário. Se o resultado da pesquisa de antígeno for positivo, isola-se o funcionário por 14 dias para evitar a transmissão do vírus para os outros funcionários. Se o resultado da pesquisa de antígeno for negativo, o funcionário está liberado para o  retorno ao trabalho, sem perigo de infectar outros colegas e sem prejudicar a produção da empresa. O outro caminho é realizar a “pesquisa quantitativa e automatizada de anticorpos IgG/IgM”, para definir qual o anticorpo foi detectado e basear a tomada de decisão de afastamento ou não do trabalho no resultado deste exame.

A diferença entre os dois exames é o tempo de liberação e custo. A “pesquisa quantitativa e automatizada de anticorpos IgG/IgM”, apesar de ter um custo um pouco maior, é liberada no mesmo dia, enquanto a “pesquisa de imunoglobulinas totais anti-SARs CoV 2” é liberada em até 3 dias úteis.  Os dois exames conseguem fazer uma triagem dos funcionários que necessitam realizar mais exames para concluir o diagnóstico, minimizando custos com exames e perda de receitas por afastamento desnecessário de funcionários. Em empresas com um grande número de funcionários indica-se, para minimizar os custos com a testagem da equipe, a “pesquisa de imunoglobulinas totais anti-SARs CoV 2” em todos os funcionários. Além disso é recomendado realizar a confirmação com os outros exames nos 10 a 20% dos que testarem positivo. 

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Covid-19: por que o exercício é fundamental para diabéticos

Em tempos que somos convidados a repensar nossos hábitos de vida, os indivíduos com Diabetes se veem no grupo de risco frente a esta nova pandemia. Fato este comprovado em estudos recentes em indivíduos que contraíram a Doença por Coronavírus 2019 (COVID-19).

Indivíduos com diabetes mellitus (DM), hipertensão e obesidade grave (IMC ≥ 40 kg / m2) são mais propensos a serem infectados e apresentam maior risco de complicações e morte por COVID-19. Curiosamente, os indivíduos com diabetes possuem um risco aumentado para  Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Meio Leste (MERS (CDC, 2020).

Em estudo conduzido por Xiaobo Yang et al. (2020), o diabetes esteve presente dentre as comorbidades mais prevalentes em 32 pacientes não sobreviventes de um grupo de 52 pacientes da unidade de terapia intensiva no hospital de Wuhan Jin Yin-tan (Wuhan, China)  com COVID-19. No estudo de Xiaobo o diabetes foi prevalente em 22% dos casos. Outro estudo conduzido por Guan et al. (2020) o qual  incluiu 1099 pacientes com COVID-19 , o diabetes mellitus apareceu em 16,2% dos casos (175 pacientes). Em um terceiro estudo coordenado por Zhangg et al. (2020), de 140 pacientes que foram admitidos no hospital com COVID-19, 12%(17 pacientes) tinham diabetes. 

Notavelmente, dentre as comorbidades mais frequentes relatadas nesses três estudos de pacientes com COVID-19 o diabetes sempre esteve entre as 3 comorbidades mais frequentes.

Indivíduos com Diabetes têm maior chance de infecção pela covid-19?

A resposta é sim! É fato que níveis altos de glicose e o diabetes são preditores independentes de mortalidade em pacientes com SARS. Os mecanismos potenciais que podem aumentar a suscetibilidade a COVID-19 em pacientes com DM incluem: 

1) maior ligação celular por afinidade e entrada eficiente do vírus;

2) diminuição da depuração viral, ou eliminação do vírus;

3) diminuição da função das células T ou células de defesa imunológica;

4) aumento da suscetibilidade à hiperinflamação e tempestade de citocinas;

5) presença de doença cardiovascular (DCV).

Exercício como ferramenta do controle da glicemia e melhoria do sistema imunológico

De acordo com Associação Americana de Diabetes (ADA), a adoção e manutenção da atividade física como hábito são focos críticos para o gerenciamento da glicose no sangue e a saúde geral em indivíduos com diabetes e pré-diabetes. A atividade física inclui todo movimento que aumenta o gasto de energia, enquanto o exercício é planejado, ou seja, uma atividade física estruturada. O Exercício Físico melhora o controle da glicemia no diabetes tipo 2, reduz fatores de risco cardiovascular, contribui para a perda de peso e melhora o bem-estar.

A prática de exercício físico é determinante na prevenção do diabetes tipo 2 e no tratamento de todas as formas de diabetes mellitus (DM). Benefícios adicionais incluem a redução do risco cardiovascular, promoção do bem-estar e controle do peso corporal e da adiposidade. Ainda assim, constata-se que o exercício físico não vem sendo rotineiramente prescrito, tampouco orientado de maneira adequada, para o indivíduo com DM (SBD, 2020). 

Além disso, fatores como a resistência à prática do exercício, o receio das hipoglicemias e a incapacidade de gerenciar a terapia nutricional e farmacológica são algumas das restrições que afastam os indivíduos com diabetes da prática esportiva. Algumas estratégias podem aumentar a adesão e manutenção do exercício físico, como estabelecer metas específicas e usar ferramentas de automonitorização. Para isso segue o passo a passo para que o diabético realize o exercício físico com segurança e possa ter benefícios relacionados à sua condição:

  1. O primeiro passo é a consulta médica e acompanhamento regular por este profissional e consequente liberação para a prática segura do exercício físico.
  2. Após a liberação médica realize o exercício físico sob a supervisão de um profissional graduado em Educação Física e de preferência especialista em exercício físico para grupos especiais (diabéticos, obesos, etc.). O ideal é solicitar seu número de registro no Conselho Federal de Educação Física e sua especialização nesta área;
  3. Realize juntamente com o acompanhamento do profissional de Educação Física o acompanhamento com um profissional em Nutrição. 

Com a glicemia sob controle o risco dos diabéticos apresentarem complicações e vir a óbito diminui substancialmente. E o exercício físico combinado com o acompanhamento médico e nutricional são ferramentas de extrema importância para o diabético conseguir estabilizar sua glicemia em níveis seguros nestes tempos de pandemia por Covid-19 e também após a pandemia. Se cuide, vai passar!

Rua da Bahia, 317 – Centro – Pirapora – MG

Contato: (38) 99837-2792

Referências bibliográficas:

Yang X, Yu Y, Xu J. Clinicalcourseandoutcomesofcriticallyillpatientswith SARS-CoV-2 pneumonia in Wuhan, China: a single-centered, retrospective, observationalstudy. Lancet Respir Med. 2020 doi: 10.1016/S2213-2600(20)30079-5. Published online Feb 24.

Guan W, Ni Z, Hu Y. Clinicalcharacteristicsofcoronavirusdisease 2019 in China. N Engl J Med. 2020 doi: 10.1056/NEJMoa2002032. Published online Feb 28.

Zhang JJ, Dong X, Cao YY. Clinicalcharacteristicsof 140 patientsinfectedby SARS-CoV-2 in Wuhan, China. Allergy. 2020 doi: 10.1111/all.14238. published online Feb 19.

Centers for DiseaseControlandPrevention. National Diabetes StatisticsReport, 2020. Atlanta, GA: Centers for DiseaseControlandPrevention, US Departmentof Health andHuman Services, 2020.

Yang JK, Feng Y, Yuan MY, Yuan SY, Fu HJ, Wu BY, Sun GZ, Yang GR, Zhang XL, Wang L, Xu X, Xu XP, Chan JC. Plasma glucose levelsand diabetes are independentpredictors for mortalityandmorbidity in patientswith SARS. DiabetMed 23: 623–628, 2006.

Diabetes Care 2016 Nov; 39(11): 2065-2079.https://doi.org/10.2337/dc16-1728

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira dediabetes. 2019-2020 Rio de Janeiro: 2020. Disponível em:https://www.diabetes.org.br/profissionais/images/DIRETRIZES-COMPLETA-2019-2020.pdf

Diabetes Canada ClinicalPracticeGuidelines Expert Committee, Sigal RJ, Armstrong MJ, Bacon SL, Boulé NG, Dasgupta K, Kenny GP, Riddell MC. PhysicalActivityand Diabetes.Can J Diabetes. 2018 Apr;42 Suppl1:S54-S63. ói: 10.1016/j.jcjd.2017.10.008.

Como lidar com a incerteza e o medo nesse momento de pandemia?

Não saber lidar com a incerteza pode nos causar problemas emocionais e também um forte mal-estar psicológico. Esse momento que estamos vivendo da COVID-19 pode gerar um alimento para nossas preocupações, medos e ansiedades, pois não é fácil lidar com as mudanças bruscas e com a imprevisibilidade que o momento de pandemia nos trouxe.

Esse momento, se não bem administrado, pode gerar não só ansiedade como angústia, impotência, incapacidade, procrastinação, sentimento de inutilidade ou mesmo uma depressão. Isso  porque o isolamento social  mal vivenciado pode causar solidão e possibilitar um vazio interno e, mais tarde, um quadro depressivo.  

O pessimismo nos impede de perceber novos cenários e soluções, por isso é preciso pensar diferente para aliviar o sentimento ruim causado pelo momento atual.  

É muito pessoal o nível de estresse que acomete cada pessoa, precisamos fazer coisas diferentes todos os dias e encontrar o que nos faz sentir melhor e aliviar nossa mente. No entanto, é preciso que cada um respeite o seu tempo de processar o que está acontecendo. 

Nesse momento estamos todos vulneráveis, pois passamos por uma brusca quebra de rotina. Vivemos hoje a incerteza relacionada às fontes de renda, o que causa um aumento do mal-estar já vivenciado por esta perda de controle e porque não sabemos quais serão as próximas cenas que iremos vivenciar. 

É preciso passar por esse momento de forma leve e buscar minimizar os efeitos da nova rotina,  tendo em mente que é uma situação temporária. Logo tudo isso vai passar!

Considero cinco dias muito valiosas para ter dias mais leves durante a COVID-19: 

1 – Controle o acesso de informação sobre o coronavírus: existem muitas informações falsas que podem gerar medo e a ansiedade;

2 – Autocuidado: deixe sua saúde mental em dia, faça coisas que você gosta e que são importantes para você dentro das suas possibilidades;

3 – Busque autoconhecimento, reveja seus valores e seus planos, reflita sobre você como pessoa;

4 – Organize seu tempo para não perder o seu propósito: a sensação de utilidade nos traz felicidade. Nada como chegar ao fim do dia com orgulho de ter produzido o seu melhor, dentro do possível, é claro;

5 – Cuide do seu corpo e da sua imunidade: faça exercícios físicos pelos benefícios não apenas para o seu corpo, mas também para sua mente. Beba bastante água, alimente-se bem para reforçar o seu sistema imunológico e obter mais resistência, mantendo a saúde e, consequentemente, sendo menos vulnerável a doença. 

É importante reforçar que está tudo bem você não conseguir ser produtivo todos os dias. Nesse momento pode, sim, haver dias não muito bons, mas o importante é você ficar bem com você mesmo e não se cobrar tanto. A incerteza que vivemos  precisa nos estimular com perspectivas otimistas para o amanhã, pois o hoje é uma fonte inesgotável de possibilidades para dias melhores! Além disso, esse momento de pandemia será uma grande oportunidade para pensar e repensar que depois “dessa” seremos todos mais evoluídos!

Alterações laboratoriais na COVID-19

O teste molecular que detecta o ácido nucléico do viral é o método padrão-ouro para a pesquisa de SARS-COV-2 e confirmação de casos. A testagem pode dar resultados falso-negativos pela baixa sensibilidade do método, erros técnicos ou coleta de amostra insuficiente. Pacientes infectados podem levar 6 dias para terem resultados positivos pelo teste molecular, razão pela qual o isolamento social é tão importante.

Os testes sorológicos serão fundamentais para detecção de anticorpos IgG específicos contra o vírus em uma população já exposta e assintomática, permitindo assim um inquérito epidemiológico e a identificação de portadores assintomáticos. Os testes disponibilizados no mercado devem garantir boa sensibilidade para evitar resultados falso-negativos e boa especificidade para evitar reações cruzadas.

Alterações em outros exames laboratoriais podem estar presentes em pacientes com COVID-19:

As alterações de maior destaque são: (frequência de casos)

• Linfocitopenia – (83,2%)
• ↑ de proteína C reativa (PCR – (60,7%)
• ↑ da desidrogenasa láctica (LDH) – (41,0%)
• ↑ do dímero D – (43,2%)
• ↑ de AST – (22,2%)
• ↑ de ALT – (21,3%)
• ↑ da velocidade de sedimentação de eritrócitos (ESR)
• ↓ da concentração sérica de albumina

Alguns parâmetros hematológicos podem auxiliar na previsão e no acompanhamento da progressão da doença para quadros mais graves:

• Surgimento de Leucocitose e Neutrofilia
• Agravamento da Linfocitopenia
• Surgimento de Trombocitopenia (36,2%)

Foi observado um aumento significativo do volume celular dos monócitos (MDW, parâmetro inovador disponível em poucos modelos de equipamentos hematológicos), especialmente nos pacientes com piores condições clínicas. 

Os testes de coagulação são muito importantes pois o aumento do Tempo de Protrombina e dos níveis de dímero D se constituem como preditores significativos da gravidade da doença e reforçam a possibilidade da Coagulação Intravascular Disseminada (CID) como uma das complicações mais graves na infecção pelo COVID-19.

Os fatores prognósticos mais importantes para doença grave foram os seguintes:

Outras alterações laboratoriais observadas, especialmente nos pacientes com doença grave, foram concentrações aumentadas de interleucinas (IL6 e IL10). A IL6 tem sido apontada como um marcador mau prognóstico, juntamente com o dímero-D.

Fontes:

Dong X et al. Eleven Faces of Coronavirus Disease 2019. 2020. Allergy. doi:10.1111/all.14289.

Gao Y et al. Diagnostic Utility of Clinical Laboratory Data Determinations for Patients with the Severe COVID-19. J Med Virol. 2020 Mar 17. doi: 10.1002/jmv.25770.

Huang C et al. Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan, China. Lancet. Vol 395 February 15, 2020.

Lippi G, Plebani M, Michael Henry B. Thrombocytopenia is associated with severe coronavirus disease 2019 (COVID-19) infections: A meta-analysis. 2020. Clin Chim Acta. doi: 10.1016/j.cca.2020.03.022.

Lippi G, Plebani M. The critical role of laboratory medicine during coronavirus disease 2019 (COVID-19) and other viral outbreaks. Clin Chem Lab Med. 2020. doi: 10.1515/cclm-2020-0240.

Wan S et al. Clinical Features and Treatment of COVID‐19 Patients in Northeast Chongqing. J Med Virol. 2020 Mar 21. doi: 10.1002/jmv.25783.

Wang Z et al. Clinical Features of 69 Cases with Coronavirus Disease 2019 in Wuhan, China. Clin Infect Dis. 2020 Mar 16. pii: ciaa272. doi: 10.1093/cid/ciaa272.

WHO. Novel Coronavirus (COVID19) Situation Report-23. 2020

Autores: Marcos Fleury e Mauren Isfer.

Quarentena: o que fazer com tanto tempo livre?

Estamos vivendo um período desafiador, no mínimo, com a pandemia do coronavírus. O mundo todo parou – escolas, comércios, empresas – para evitar a disseminação do vírus. A quarentena foi a solução mais segura encontrada por autoridades governamentais e de saúde. Mas o que fazer com tanto tempo livre? Preparamos algumas dicas para você aproveitar ao máximo o período, focando naquilo que é bom e faz bem!

Crie uma rotina

Nesse período é importante recriar sua rotina. Tenha um horário para suas refeições e afazeres. Ao fazer isso, você certamente aproveitará mais seus dias, tardes e noites, realizando suas atividades pessoais e profissionais com mais ânimo e leveza. 

Dê um up na sua saúde

Repense a sua relação com os alimentos: ela é utilitária, pobre em nutrientes ou nutre seu corpo de verdade? Somos o que comemos! Além disso, ficar em casa pode fazer com que você acabe se rendendo às guloseimas. Priorize! 

Outra dica quando falamos em saúde é a prática de exercícios físicos. Mesmo em casa, dá para mexer o corpo e dizer não à rotina cama/sofá e sofá/cama. Começar o dia com um alongamento, pular corda, fazer esteira ou bicicleta são algumas opções! Só não fique parado! 🏃

Organize a casa

Muitas vezes, por falta de tempo ou disposição, a organização da casa acaba ficando em segundo plano. Que tal aproveitar esses dias para cuidar um pouquinho mais dela? Separe um dia da semana para organizar um cômodo por vez e, quando você menos esperar, a casa será outra! 

Proponha atividades às crianças

Se você tem filhos, essa nova rotina pode ser muito benéfica para estreitar ainda mais os laços e acompanhar bem de pertinho o desenvolvimento deles. Proponha atividades, como jogos de tabuleiro, mímicas, desenhos, pinturas e o que mais pintar de ideia. Uma dica muito bacana é incluí-las no preparado das refeições! Já pensou nisso?

Mantenha o contato com amigos e familiares

A distância física é importante nesse momento, mas não se isole do mundo. Mantenha o contato com amigos e familiares. Ligue para seus pais, avós, filhos, netos, primos e assim por diante. Faça uma chamada de vídeo, converse, ofereça apoio, dê boas risadas e dê fim à saudade!

Faça algo por você

Esse é o momento de fazer algo por você! Invista na aquisição de conhecimentos, faça cursos livres online, considere uma pós-graduação na sua área ou um novo idioma. Tudo isso é bem-vindo para sua realização pessoal agora e profissional no futuro!

Gostou das nossas sugestões? Compartilhe com as pessoas que ama e vamos, juntos, manter os pensamentos positivos, a fé e a esperança, dias melhores virão! 

Coronavírus: tudo que você precisa saber sobre o assunto

Nos últimos meses você deve ter acompanhado inúmeras notícias sobre o coronavírus, uma grande família viral conhecida desde meados da década de 1960. Os vírus causam infecções respiratórias em humanos e animais, e um novo agente dessa família ficou conhecido em Dezembro na China, após descoberta de alguns casos. Com a chegada do Carnaval, data festiva em que a circulação de pessoas é muito grande, os cuidados precisam ser retomados!

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são 14,5 mil casos registrados em dezoito países, além de 305 mortes. Esse grande número mobilizou a comunidade científica, que logo foi em busca de formas de prevenção, informações sobre a transmissão e opções de tratamento desse novo tipo de coronavírus (nCoV-2019).

TRANSMISSÃO

A transmissão pode acontecer entre humanos, pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como: gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, e contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos, e também via animal. Entretanto, muito embora esse vírus pareça ter surgido de uma fonte animal na China, o risco nesse momento é em relação a transmissão entre pessoas. Não há  evidência, até o momento, de que qualquer animal no Brasil possa ser fonte de transmissão do novo coronavírus.

PREVENÇÃO E ORIENTAÇÕES

O vírus ainda não chegou ao Brasil, mas existem algumas importantes orientações do Ministério da Saúde em relação a forma de contrair ou transmitir o novo coronavírus. São elas:

– Lavar frequentemente as mãos; 

– Manter os ambientes bem ventilados; 

– Evitar o contato com pessoas que têm infecções respiratórias agudas ou que demonstrem sinais da doença; 

– Cobrir o nariz e a boca depois de tossir ou espirrar; 

– Usar lenço descartável para higiene nasal; 

– Não compartilhar objetos pessoais, como pratos, talheres, copos e garrafas; 

– Evitar contato com animais selvagens ou doentes em fazendas ou criações. 

COMO O BRASIL ESTÁ SE PREPARANDO?

Diversas ações foram tomadas pelo Governo Federal para monitorar e aprimorar a capacidade do nosso país atuar em caso de episódios do coronavírus. Além de adotar as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Governo também está de prontidão para notificação de áreas, portos, aeroportos, fronteiras e secretarias. 

SINTOMAS

As manifestações clínicas do novo coronavírus são, principalmente, respiratórias e muito semelhantes a um resfriado, ou seja, tosse, dificuldade para respirar, febre e, em alguns casos, pneumonias.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito através de um exame que detecta o RNA viral. O teste aqui no Brasil será disponibilizado em uma semana pelo DB (Diagnósticos do Brasil).

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!