Categoria: Gravidez

Check-up na gravidez: o que você precisa saber

A gravidez é um momento intenso e memorável na vida da mulher e de toda família, mas esse momento especial pede atenção à altura já que a mãe passa por uma série de transformações ao longo dos nove meses de gestação.

De repente, você descobre um lado passional que nunca pensou que tinha. As lágrimas e o choro desenfreado aparecem, reflexo das mudanças no seu organismo. Os olhos marejados estão lá, firmes e fortes (ou quase isso).

A boca, que era super saudável antes da gravidez, parece mais fragilizada e a gengivite pode aparecer e surgir até sangramento gengival. Isso se deve à elevação da progesterona na gestação. A mamãe deve redobrar os cuidados com a higiene bucal e fazer visitas periódicas ao dentista nessa etapa.

Os quilinhos a mais também dão as caras, o ideal é que a mais nova mamãe engorde de 8 a 12 quilos. Náusea e vômitos, sobretudo pela manhã, os famosos enjoos matinais, são comuns. Isso pode ser decorrente dos níveis elevados de estrogênio e gonadotrofina coriônica humana, dois hormônios que ajudam a manter a gestação. Tudo isso e mais um pouco faz parte do pacotinho mais lindo e amado, chamado gravidez!

A lista continua, filtro solar é fundamental devido à maior produção de melanina na pele, que pode causar os tão temidos melasmas no rosto!  As pernas e pés ficam mais inchadas e pedem mais descanso. O sono e cansaço às vezes parecem desproporcionais, mas lembre-se: você está gerando um ser e todo esse desconforto é passageiro!

Você também vai se dar conta de que os seus cabelos ganharam mais vida. Gratidão aos hormônios progesterona e estradiol. A progesterona irá aumentar o ritmo de crescimento do cabelo e o estradiol, por sua vez, a produção das glândulas sebáceas. Dessa forma, o fio tende a ficar mais oleoso e macio.

Quando o assunto é gravidez, as descobertas e transformações parecem não ter fim, não é verdade? Pois é, o acompanhamento, a orientação e a realização de exames solicitados pelo seu médico são imprescindíveis durante esse período para detectar e acompanhar problemas de saúde que podem colocar em risco a saúde da mamãe, como a diabetes gestacional e hipertensão arterial. É importante dar atenção a esta última,  que pode levar à eclampsia, se não for controlada, e também doenças infectocontagiosas que podem ser passadas ao bebê se não forem devidamente controladas ou tratadas durante a gravidez, como a sífilis, o HIV e outras.

E tem exame especial para a mamãe que está ansiosa para saber o sexo do bebê e já dar início à preparação do enxoval: sexagem fetal! Com apenas 8 semanas de gestação, um simples exame de sangue já consegue detectar se é menino ou menina!

Confira os principais exames laboratoriais para realizar durante a gestação!

👶 Hemograma: é útil para detectar, principalmente, anemias e infecções;

👶 Tipagem sanguínea: se a gestante for Rh negativo é importante que ela, logo após o parto, receba soro anti-D para evitar que em uma gravidez futura haja produção de anticorpos contra as hemácias do feto;

👶 Glicemia em jejum e pós-dextrosol: avaliam o nível de glicose (açúcar) no sangue e detectam/monitoram a diabetes gestacional. Filhos de mamães diabéticas têm maior probabilidade de se tornarem adultos diabéticos;

👶 TSH e T4 livre: avaliam a tireóide da gestante. O hipotireoidismo da mamãe na gestação pode afetar discretamente o sistema neurológico do bebê;

👶 Urina rotina, uréia e creatinina: avaliam a função renal;

👶 Urocultura: identifica a presença de bactérias, responsáveis por infecções urinárias muito frequentes nas gestantes;

👶 Proteinúria: indicado para gestantes com hipertensão para avaliar se está havendo dano aos rins;

👶 Toxoplasmose IgG e IgM: identificam se a gestante já teve contato com o protozoário Toxoplasma gondii, que pode causar doenças congênitas na criança, inclusive cegueira, surdez e danos ao sistema nervoso;

👶 Rubéola IgG e IgM: identificam se a gestante já teve contato com o vírus da rubéola, que pode causar doenças congênitas no feto, inclusive cegueira, surdez, problemas cardíacos, retardo mental, entre outras doenças;

👶 VDRL e FTA-ABS: avaliam a imunidade da gestante contra a bactéria Treponema pallidum, causadora da sífilis. A sífilis pode provocar aborto espontâneo, parto prematuro e sífilis congênita, com alterações oculares e auditivas, além de retardo mental;

👶 HIV, anti: a detecção precoce do HIV é importante para evitar a transmissão do vírus à criança pela mãe, que, se soropositiva, já deve iniciar o tratamento na gestação;

👶 HCV, anti: a transmissão do vírus da mãe para o filho ocorre em cerca de 5 a 6% das gestações, geralmente em mães soropositivas para HIV também. A detecção do HCV na mãe é importante para o acompanhamento da criança após o parto;

👶 Citomegalovírus IgG e IgM: identificam se a gestante já teve contato com o citomegalovírus, que pode provocar abortos espontâneos;

👶 HBsAg: identifica de forma precoce a hepatite B. O vírus da hepatite B não causa doenças congênitas, mas é indicada a vacinação do recém-nascido de mães soropositivas para hepatite B antes da amamentação. O objetivo é evitar uma possível infecção da criança!

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Sexagem Fetal

Quais papais e mamães não ficam curiosíssimos para saber o sexo do bebê assim que o teste aponta que estão “grávidos”? O prazer de poder já chamar o pequenino da barriga pelo nome, escolher as roupinhas adequadas, ou até mesmo decorar o quarto de acordo com o sexo do bebê , são desejos de quase todos os pais.

O que acontece, na maioria das vezes, é que papai e mamãe tem que esperar até mais ou menos a décima terceira semana de gestação para realizar uma ultrassonografia e, assim, saber o sexo do bebê. E tem ainda o risco do bebê ser muito “tímido” ou “travesso” ficando de perninhas fechadas, dificultando a visualização do sexo na ultrassonografia.

Para os papais e mamães mais ansiosos, já existe um exame realizado a partir da décima semana que aponta o sexo do bebê com quase 100% de acerto. Esse exame chama-se Sexagem Fetal e não é um exame invasivo.

A sexagem fetal é feita pela amostra de sangue da mamãe. Não precisa de jejum e nem de preparação anterior ao exame. Retira-se mais ou menos 20 ml de sangue da mamãe, através do qual é analisado o DNA do feto. No plasma materno existe DNA do feto transferido pela placenta, é esse DNA que é analisado para saber se existe ou não o cromossomo Y.

A mulher tem dois cromossomos sexuais X e o homem tem um cromossomo X e um Y. Se no DNA do feto for encontrado um cromossomo Y pode-se dizer que será um menino. Se não houver esse cromossomo, será uma menina.

No caso de gêmeos, o resultado positivo para “Y” significa que ao menos um dos gêmeos será menino. Se o resultado der ausência de cromossomo “Y” pode-se dizer que ambas são meninas.

A Sexagem Fetal tem quase 100% de acerto se for realizado a partir da décima semana gestacional. Antes há maior risco de erro. Um cuidado importante para que não haja erro no exame é que a pessoa que irá colher o sangue da mãe e que manipulará a amostra seja mulher, para evitar a possibilidade de contaminação da amostra com o cromossomo “Y”.

No Brasil, esse teste é usado somente para a identificação do sexo dos bebês, mas a metodologia de avaliação do DNA fetal circulante no sangue da mãe também pode ser usada para identificar algumas doenças, substituir outros exames que são mais invasivos e até para a realização do cariótipo fetal. É o chamado de teste pré-natal não invasivo, que possibilita o diagnóstico precoce de, por exemplo, síndrome de Down (alteração no cromossomo 21) e síndrome de Edwards (alteração no cromossomo 18).

CUIDADOS NA GRAVIDEZ: ALIMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ

O crescimento do bebê no útero acontece muito  rapidamente e para gerenciá-lo junto às mudanças físicas do seu corpo é necessário consumir mais nutrientes. Isso porque é o  seu corpo que fornece todo o oxigênio e os nutrientes para o crescimento do bebê, além de auxiliar no desenvolvimento das células da mama e do útero. Por isso, é fundamental atenção aos nutrientes, como minerais, calorias e vitaminas.

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