Categoria: TIreoide

Importância do check-up anual da tireoide: TSH e T4 livre

A tireoide é uma glândula responsável por regular importantes órgãos como coração, cérebro, fígado e rins. Essa glândula em formato de borboleta produz os hormônios T3 (Tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), responsáveis pela organização metabólica. Cansaço excessivo sem explicação, desânimo e insônia podem ser sinais de que a tireoide não está funcionando bem. Quando isso acontece, ela pode liberar hormônios em excesso, provocando o hipertireoidismo ou em quantidade insuficiente, o que provoca o hipotireoidismo.

A função da tireoide é controlada pela glândula hipófise, localizada no cérebro. A hipófise produz o hormônio TSH (hormônio tireoestimulante),  que regula a liberação dos hormônios tireoidianos. É o TSH que dá o comando para a tireoide aumentar ou diminuir a produção dos hormônios T4 e T3. 

Os hormônios T3 e T4 são transportados no sangue pela proteína TBG – globulina transportadora de tiroxina –  e só são ativos quando estão desligados da proteína de transporte, por isso que normalmente T4 livre e T3 livre são mais solicitados pelos médicos.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo se desenvolve quando há uma produção excessiva dos hormônios da tireóide,T3 e T4, com diminuição do TSH para poder compensar a liberação excessiva dos hormônios tireoidianos. O hipertireoidismo também pode ser provocado por doença auto-imune – Doença de Graves – que leva à produção de anticorpos que ao entrar em contato com receptores de TSH na tireoide super estimulam a produção de hormônios T4 e T3. A doença geralmente apresenta sintomas como:

– batimentos cardíacos acelerados, mais de 100 por minuto;

– nervosismo, ansiedade e irritação;

– mãos trêmulas e sudoreicas;

– perda de apetite e peso;

– queda de cabelo;

–  unhas descamadas;

– fraqueza nos músculos, especialmente nos braços e coxas;

– intestino solto;

– alterações menstruais;;

– perda de cálcio dos ossos, com aumento do risco de osteoporose e fraturas.

Exames  importantes a serem realizados na suspeita de hipertireoidismo:

– T4 livre

– TSH

– TRAB

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo se desenvolve quando há uma queda na produção dos hormônios da tireóide (T3 e T4). A doença costuma apresentar sintomas como:

– sonolência diurna;

– intestino preso;

– pele seca;

– queda de cabelo;

– ganho de peso;

–  alterações menstruais;

– unhas quebradiças;

– alterações de humor;

– depressão

O hipotireoidismo pode ser causado por doenças auto-imunes que produzem anticorpos produzidos contra a tireoide e seus componentes ou, ainda, contra a proteína que transporta os hormônios no sangue.

Exames importantes a serem realizados na suspeita de hipotireoidismo:

– T4 livre

– TSH

– TPO, ac anti

– Tireoglobulina

– Tireoglobulina, ac anti

– TBG

Como prevenir problemas na tireoide?

Hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e rotina de exercícios físicos, são muito importantes para prevenir qualquer doença. Não seria diferente com a tireoide. Quando o assunto é alimentação, por exemplo, é imprescindível evitar o excesso de sal – principalmente pelo iodo que é adicionado ao sal.

Além disso, alguns estudos mencionam a importância do selênio à saúde da tireoide. Nesse sentido, vale a pena incluir a castanha-do-pará no seu cardápio. 

Check-up anual

Existem dois exames que devem ser realizados anualmente para avaliar a tireoide: TSH e T4 livre. Independentemente da idade. Os exames são usados na triagem e acompanhamento das alterações da tireoide. A partir de alterações nos valores de TSH e T4 livre seu médico irá solicitar exames complementares para descobrir a causa das alterações.

As mulheres e as pessoas com histórico na família ou que já fizeram cirurgia para retirada de nódulos na glândula precisam redobrar a atenção quando o assunto é saúde da tireoide. 

Quando não corretamente tratadas, essas disfunções podem comprometer a qualidade de vida, o bem-estar e a performance física e mental, além de elevar os níveis de colesterol e contribuir para o surgimento de problemas cardíacos.

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Dia Mundial da Tireoide: hipotireoidismo e hipertireoidismo

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta, que fica localizada no pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. Ela age na função de órgãos importantes como coração, cérebro, fígado e rins, além de interferir no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, peso, memória, concentração, humor e controle emocional.

É muito importante que a tireoide esteja funcionando bem, para garantir o equilíbrio do organismo. Quando isso não ocorre, a glândula pode liberar hormônios em excesso, dando origem ao hipertireoidismo, ou em quantidade insuficiente, caso do hipotireoidismo. Estas disfunções são, na maioria dos casos, geneticamente herdadas. O hipotireoidismo é a alteração mais frequente da tireoide, sua prevalência em mulheres é em torno de 10% e aumenta na menopausa. Em homens é menos frequente, sua prevalência é em torno de 3%.

No hipertireoidismo o corpo começa a funcionar rápido demais: a pessoa tende a ficar agitada, com os batimentos acelerados, o intestino solto, o sono é frequentemente interrompido e a pessoa acaba dormindo pouco, pois se sente com muita energia. Já no hipotireoidismo os processos do corpo passam a ser mais lentos: os batimentos cardíacos ficam mais lentos, a memória fica comprometida, as dores musculares, articulares e a sonolência aparecem, a pessoa ganha peso e os níveis de colesterol no sangue aumentam.

Sintomas: Hipertireoidismo e Hipotireoidismo | Reprodução: Ministério da Saúde

Frequentemente, as pessoas têm dúvidas sobre a relação entre emagrecimento ou ganho de peso e problemas na tireoide. É importante dizer que uma pessoa não é gorda ou magra porque tem uma disfunção na glândula. As disfunções causam alterações transitórias de peso, enquanto o paciente não receber o tratamento adequado. Por outro lado, quando o tratamento é iniciado, o peso vai depender do tipo de alimentação e gasto calórico, como ocorre com qualquer pessoa saudável.

A alimentação influencia diretamente no funcionamento da tireoide, porque ela utiliza o iodo ingerido na dieta para a produção dos hormônios. Dessa forma, uma alimentação adequada deve fornecer cerca de 150 microgramas de iodo por dia, quantidade suficiente para a produção dos hormônios tireoidianos. É fundamental evitar alimentos que podem fornecer uma quantidade exagerada de iodo, como medicamentos, vitaminas ou alimentos como frutos do mar ou pães industrializados, que causam disfunção na tireoide. Confira abaixo uma relação de alimentos iodados:

– Alga marinha / algas secas – 1 folha inteira seca: 19 a 2.984 microgramas

– Bacalhau (selvagem) – 3 colheres: 99 microgramas

– Peixes – 2 fatias: 35 microgramas de iodo

– Salmão – porção de 100 gramas: 71 microgramas de iodo

– Camarão – porção de 85 gramas: 35 microgramas de iodo

– Lagosta – porção de 100 gramas: 100 microgramas de iodo

– Atum – 1 pode em óleo: 17 microgramas

– Peito de peru assado – porção de 85 gramas: 34 microgramas de iodo

– Ovos – 1 grande: 24 microgramas

– Ameixa – 5 ameixas secas: 13 microgramas

– Ervilhas verdes – 1 xícara cozida: 6 microgramas

– Berbigão – porção de 100 gramas: 160 microgramas de iodo

– Mexilhão – porção de 100 gramas: 120 microgramas de iodo

– Vagem – 2 xícaras: 3 microgramas de iodo

– Banana – 1 média: 3 microgramas

– Morango – 1 xícara: 13 microgramas

– Cranberries – porção de 113 gramas: 400 microgramas de iodo

O excesso de iodo crônico pode causar o hipotireoidismo, enquanto uma sobrecarga aguda de iodo pode causar tanto o hipo quanto o hipertireoidismo. Por outro lado, a falta de iodo também pode provocar problemas, como o hipotireoidismo e o desenvolvimento do bócio endêmico, popularmente chamado de papo. Trata-se de qualquer aumento da tireoide, seja de forma difusa ou nodular. No Brasil, o bócio endêmico é mais raro devido à inclusão do iodo no sal de cozinha.

As gestantes devem dar uma atenção especial à ingestão de iodo,consumindo cerca de 250 microgramas todos os dias. A deficiência do iodo pode causar alterações cognitivas no feto e problemas obstétricos.

O hormônio que estimula a tireoide é o TSH, que é produzido pela hipófise e controla o funcionamento na glândula. No hipotireoidismo, o TSH fica elevado para estimular a glândula e fica suprimido quando ela está funcionando rapidamente.  Dessa forma, o TSH, o T4 e o T3 são utilizados em conjunto para avaliar a função tireoidiana, sendo o TSH o exame mais completo. O valor ideal, na maioria dos testes, para o TSH no sangue, é de 0,4-4,0 mUI/L, em adultos. Porém, em crianças, gestantes e idosos os valores podem ser diferentes.

O tratamento de hipotireoidismo é feito com reposição hormonal, mas só pode ser indicado a partir da avaliação clínica do paciente. Já no hipertireoidismo há mais de uma opção terapêutica: a medicação, o iodo radioativo ou cirurgia. O objetivo da medicação é diminuir a produção de hormônio tireoidiana pela glândula e, em casos mais graves, caso ocorra intolerância ao medicamento, há a indicação do tratamento radioativo – que provoca redução no volume da tireoide e hipotireoidismo. Sendo, neste caso, necessária a reposição hormonal – ou cirurgia, indicada quando há presença de bócios volumosos e nódulos tireoidianos suspeitos.

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