Vitamina D e Osteoporose

Nos últimos anos o número de pessoas com deficiência da vitamina D tem aumentado, isso se explica pela falta de exposição ao sol ou alimentação inadequada e, em alguns casos, ambas situações.

A vitamina D é fundamental para o nosso organismo, principalmente na prevenção da osteoporose, mas será que você conhece um pouco mais a fundo essa grande aliada da saúde? Suas principais funções são regular a absorção de cálcio e fósforo no organismo, manter o cérebro funcionando, fortificar ossos, além de dentes e músculos.

Quando saudáveis, os ossos promovem a sustentação do corpo, além de oferecerem apoio para diversas funções como batimentos cardíacos e força muscular. Nesse contexto, cada osso passa por um processo de destruição e reconstrução. O objetivo é  manter a massa óssea estável, garantindo o que foi mencionado anteriormente. Acontece que, na falta de “combustível” (cálcio e vitamina D), por assim dizer, ocorre um desequilíbrio nesse processo. A remodelação dos ossos não consegue acompanhar a velocidade da absorção, deixando os ossos frágeis. É quando ocorre a osteoporose, ou seja, a destruição supera a reconstrução.  

Imagem: osso normal e osso com osteoporose

Além da osteoporose, baixos níveis da vitamina são associados ao maior risco de desenvolver outras doenças, incluindo alguns tipos de câncer, esclerose múltipla e doenças cardiovasculares.

Como a vitamina D não é produzida pelo corpo é fundamental ter uma alimentação saudável e equilibrada, que privilegie alimentos ricos em cálcio como peixes – principalmente sardinha e salmão – carnes, leite e derivados, castanhas, nozes, feijão e vegetais verde-escuros, como couve e espinafre, que ajudam a manter seu nível adequado. 

A exposição solar, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, deve ser feita em poucos minutos, dez é o suficiente, sem o uso de protetor solar. Para isso, o seguro é aquele horário mais cedinho, antes das 10h. Dessa forma, atividades diárias, como ir a pé para o trabalho ou fazer uma caminhada, já são o suficiente para absorver a vitamina D. Isso é, se você não faz parte do grupo de pessoas que possui doença celíaca, doença inflamatória intestinal ou não faz uso de medicamentos que afetam o processo de conversão da vitamina D em uma forma utilizável pelo organismo. Por isso é importante consultar seu médico e manter os exames em dia!

Em relação aos sintomas, depende muito do indivíduo. No geral, se você possui deficiência de leve a moderada pode ou não apresentar sintomas como: fraqueza muscular, dor no quadril, dificuldade para caminhar, subir escadas, se levantar ou se deitar, fraturas e quedas. Os idosos, nesse sentido, merecem uma atenção especial!

A deficiência de vitamina D é diagnosticada através do exame de  25(OH)D. O nível de insuficiência de referência varia entre 21-29 ng/mL.

Mantenha seus exames em dia, conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Relação obesidade x câncer

O número de pessoas obesas têm crescido rapidamente, o que torna a doença um assunto de saúde pública. Na população adulta, por exemplo, 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres enfrentam a obesidade e cerca de 50% tem sobrepeso. Como se não bastasse, a doença está relacionada a diversos tipos de câncer.

As causas da obesidade são diversas, entre elas estão os fatores genéticos, o metabolismo lento, o que favorece o acúmulo de gorduras e dificulta o emagrecimento, o sedentarismo e a alimentação inadequada, pobre em nutrientes e rica em gordura, além de fatores psicológicos, que podem desencadear crises de compulsão alimentar. No entanto, a alimentação inadequada e o sedentarismo costumam ocupar o ranking das causas da doença.

Se os hábitos não contribuem para prevenir a doença, as consequências são preocupantes. O acúmulo de gordura favorece uma série de complicações e a relação de doenças associadas chega a causar arrepios: hipertensão, colesterol e triglicérides nas alturas, sobrecarga do fígado (que acumula gordura), infarto, AVC (acidente vascular cerebral), síndrome dos ovários policísticos (SOP), além de diversos tipos de câncer, como o câncer de estômago, cólon, reto, vias biliares, pâncreas, esôfago, mama, endométrio, ovário, rim e mieloma múltiplo. Sem falar nos prejuízos emocionais, como depressão ou ansiedade. 

A boa notícia é que adotando hábitos saudáveis, em que a alimentação saudável e os exercícios físicos sejam protagonistas, você não só estará reduzindo as chances de desenvolver a doença como também impactando positivamente outros fatores de risco. 

A prevenção, portanto, deve ser feita desde a infância e mantida até o final da vida. Pais e familiares têm um papel fundamental nesse aspecto, já que são responsáveis pelos exemplos às crianças em casa e na rua.

É imprescindível salientar que as crianças não aprendem com o que é dito, mas com o exemplo mostrado. Mesmo que você não tenha sobrepeso precisa demonstrar uma preocupação com esse aspecto em questão, só assim seu filho crescerá consciente da responsabilidade que tem em relação à própria saúde. Além disso, o rastreamento em crianças e adolescentes com excesso de peso deve ser feito periodicamente a partir da glicemia de jejum, perfil lipídico (colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos) e TGP ou ALT (alanina aminotransferase). Dependendo do resultado desses exames ou da necessidade clínica, são solicitados outros exames.

O diagnóstico é feito através do cálculo de IMC (índice de massa corpórea), responsável por avaliar a relação entre o peso e a altura. Os parâmetros utilizados para essa análise são:

💙  ​​IMC abaixo de 18,5 – Abaixo do peso

💙  IMC entre  18,5 e 24,9 – Peso normal 

💙  IMC entre 25 e 29,9 – Sobrepeso

💙  IMC entre 30 e 34,9 – Obesidade Grau I 

💙  IMC entre 35 e 39,9 – Obesidade Grau II

💙 IMC acima de 40 – Obesidade Grau III

Independente da histórica clínica e do exame físico, é importante que adultos também mantenham os exames em dia para possíveis alterações relacionadas à doença. 

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Saúde da Mulher – Outubro Rosa

A mulher moderna desempenha inúmeros papéis em casa, no trabalho e na sociedade. Por isso mesmo, ainda que ela sinta que tudo está em ordem, é importante separar um tempo para cuidar da saúde.

A correria do dia a dia costuma ser uma das justificativas para a não realização de exames, mas se você pensar que o ano tem 365 dias e bastam alguns dias ou, no máximo, uma semana para fazer um check-up e outros exames solicitados pelo seu médico, fica mais fácil otimizar seu tempo e ficar com a saúde em dia! 

O mês de outubro é dedicado a prevenção do câncer de mama, o tipo mais comum depois do câncer de pele não melanoma. Só para este ano ano foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres. A realização do check-up anual é muito importante para detectar doenças silenciosas, identificar a melhor forma de tratamento e, dependendo do caso, aumentar as chances de cura. No caso de câncer de mama, com o diagnóstico precoce, essas chances chegam a 95%.

Além do check-up anual que inclui exames laboratoriais, exames ginecológicos e mamografia, é importante ter em mente que bons hábitos continuam sendo um importante fator de proteção. São eles: praticar atividades físicas regularmente, ter uma alimentação saudável, ter o peso adequado, não fumar ou ingerir bebidas alcoólicas, além de evitar o uso de hormônios sintéticos em altas doses. 

Conhecer o próprio corpo e ficar de olho em possíveis alterações é outro ponto importante da prevenção e diagnóstico precoce. O autoexame pode ser feito uma vez por mês, todos os meses, entre 3 e 10 dias após o aparecimento da menstruação, na frente do espelho, em pé e deitada:

Na frente do espelho, o autoexame deve ser feito com os braços abaixados, levantados e dobrados atrás do pescoço, avaliando o tamanho, a forma e a cor, além de inchaços, saliências e rugosidades nas mamas.

Em pé e deitada, com os braços atrás da cabeça, passe os dedos nas mamas em movimentos circulares; depois em linhas retas em direção ao mamilo e, por último, em linhas retas para cima e para baixo. Pressione os mamilos suavemente e observe se existe a saída de um líquido. Ao notar qualquer alteração nas mamas (ilustradas abaixo), independente da idade, busque orientação médica!

Imagem: sintomas do câncer de mama 

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A melhor idade é a sua

Especial | Dia do Idoso

Quem nunca ouviu dizer “qual é a melhor idade?” A resposta pode acabar sendo influenciada pelas construções culturais, como ‘30, a idade do sucesso’ ou ‘os 40 são os novos 30’. Por outro lado, levar em consideração o momento presente, seja ele qual for, contribui para uma vida mais leve e feliz. Quando o assunto é melhor idade, que tal ressignificar a importância da sua atual? 

A terceira idade, também conhecida como melhor idade, traz diversas mudanças e algumas delas não são nada fáceis. No entanto, quando a saúde (física e mental) é tratada como prioridade tudo caminha de forma mais simples e tranquila!

💚 Movimento é vida

Os idosos, quando não têm muitas atividades, ficam muito em casa e acabam ociosos. Isso pode interferir no prazer que sentem diante da vida, mas não precisa ser assim. A dica é praticar atividades físicas regularmente, não só para liberar serotonina como também prevenir doenças doenças cardíacas e a osteoporose, muito comum nessa fase da vida. Além disso, movimentar o corpo também previne a depressão e contribui para o bom humor. Caminhadas leves, pilates e hidroginástica são algumas sugestões de baixo impacto!

💚 Alimentação nutritiva

O envelhecimento é um processo natural, mas o organismo sofre uma série de alterações que influenciam nas condições de saúde do idoso. A deficiência de vitaminas e minerais é uma delas. Outra alteração que deve ser levada em consideração é a maneira como o corpo lida com a grande ingestão de comida. O ideal é fracionar a alimentação para não sobrecarregar o estômago, lembrando de dar preferência para os alimentos ricos em nutrientes: cálcio, vitamina D, fibras, proteínas, vitamina B12 e zinco ganham destaque nesse cardápio. Dar preferência para alimentos no vapor também é importante, já que as vitaminas, minerais e fibras são encontrados em menor quantidade em alimentos cozidos. 

💚 Sono 

A qualidade do sono é importante em qualquer idade, mas na terceira idade ganha uma importância ainda maior. É que quando o idoso não dorme bem, as chances de ter ansiedade, falhas de memória, indisposição e pressão alta aumentam, comprometendo sua qualidade de vida e bem-estar! 

💚 Atividades prazerosas 

Ter atividades regulares contribui para manter o cérebro ativo, além de proporcionar felicidade e bem-estar! Nesse sentido, o apoio de familiares e amigos é muito importante para a permanência da atividade na vida do idoso. Às vezes ele pode achar que não precisa ou não tem jeito pra determinada coisa, mas basta começar para que o humor ou a perspectiva perante a vida mudem para melhor! 

💚 Check-up

Na terceira idade aumenta o risco de doenças crônicas e degenerativas, por isso é fundamental passar por consultas médicas e realizar exames segundo orientação médica. Cansaço excessivo, dor, tristeza, desânimo, perda de peso, equilíbrio e falha na memória, por exemplo, não devem ser encarados com normalidade, mas sim investigados já que podem indicar depressão, osteoporose, alzheimer, entre outras doenças. 

A melhor idade é aquela em que nos sentimos bem, independente das limitações, desafios ou dificuldades que possam parecer para nós.

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6 dicas para um coração cheio de vida

Especial | Dia Mundial do Coração

Todo mundo sabe que hábitos saudáveis são imprescindíveis na prevenção de doenças e na manutenção da saúde, mas por que será que é tão difícil incorporá-los à nossa rotina? Sem um direcionamento ou um rumo haja coração! 

Para começar a falar desse órgão, que é representado em todas as declarações de amor e carinho, que tal descobrir algumas curiosidades? 

💖 Cerca de 7.500 litros de sangue são bombeados para o coração diariamente;

💖 O coração não fica do lado esquerdo do peito, como a maioria das pessoas acredita, ele está situado na parte central do tórax, entre os pulmões;

💖 Ele é capaz de bater fora do corpo por até 2 minutos;

💖 O coração de um adulto é um pouco maior do que o seu punho.

Muito bem, sabendo que ele irriga e oxigena todo o corpo diariamente, a nossa responsabilidade em ter hábitos saudáveis fica ainda maior! Todas as pessoas, independente do sexo ou idade, podem prevenir as principais doenças cardiovasculares. Confira seis dicas para um coração cheio de vida:

1) Ter uma alimentação saudável 

Esse é o requisito número 1, mas muitas pessoas acreditam que comer frutas, legumes e verduras já é o suficiente. Isso é ótimo, mas é necessário consumir pouca quantidade de gordura, além de reduzir a quantidade de açúcar e sal. A dica é cortar o sal da salada, por exemplo, e ficar de olho na escolha do que você coloca no prato quando está fora de casa  e de produtos no mercado. Evitar doces, bolachas e outras opções açucaradas também é importante. Se bater aquela vontade de comer um doce, aposte na combinação banana + canela! 

O açúcar leva outros nomes e por isso é bom ficar de olho nos rótulos! 

Tabela – outros nomes para o açúcar

A recomendação diária para o consumo de açúcar é de 10% das calorias ingeridas por dia, mas o brasileiro chega a ingerir 16,3%. Pois é, o açúcar que não se vê – esses que destacamos na tabela acima – devem ter o máximo de atenção. Além disso, fique atento aos alimentos salgados que contém açúcar: amendoim japonês, caldos de carnes prontos, catchup, alimentos em conserva (milho, ervilha, etc), macarrão instantânea, maionese, molho shoyu, salgadinhos, sopas prontas, congelados e assim por diante. Não esqueça de ler os rótulos, esse hábito evita uma série de doenças e mantém a saúde do coração em dia! 

2) Praticar exercícios físicos regularmente 

O estilo de vida sedentário está associado ao risco maior de doenças cardiovasculares, por isso a prática regular de exercícios físicos é recomendada. As atividades aeróbicas, como caminhada, corrida e bike, proporcionam muitos benefícios à saúde do coração: melhora da capacidade cardiorrespiratória, circulação (tanto no coração quanto nas pernas), além do controle da pressão arterial e do perfil metabólico, ou seja, a redução das triglicérides e da intolerância à glicose. Já a musculação, quando praticada regularmente, melhora o perfil de gorduras e glicose, além de oferecer uma série de benefícios como: melhora do humor, equilíbrio e flexibilidade. Ambos são complementares e podem ser feitos, a princípio, devagar. Lembre-se que o importante é sair do lugar e abandonar o sedentarismo, inimigo da saúde do coração!

3) Não fumar 

Apesar dos constantes alertas, inclusive nas embalagens de cigarro, muitas pessoas não conseguem abandonar o vício e insistem em fumar, às vezes, até o fim da vida. Acontece que o “o cigarro é responsável por uma série de doenças e um dos maiores agressores do endotélio, parte das células que recobre os vasos sanguíneos”. Além disso, ele oferece a formação da placa de aterosclerose. Em outras palavras, o estopim para o infarto. No caso das mulheres, então, o mau hábito associado ao uso de anticoncepcional. Este ano, no dia internacional de combate ao fumo, falamos aqui no blog sobre a relação entre o câncer e o cigarro e, mais adiante, demos dicas para abandonar o vício!

4) Manter um peso saudável 

O excesso de peso e a obesidade estão ligados a diversos fatores que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares. São sinais de alerta: lípidos elevados no sangue, especialmente  triglicérides, colesterol LDL e colesterol total e baixo colesterol HDL, pressão alta, intolerância à glicose ou diabetes tipo 2.  

Além disso, tanto o excesso de peso quanto a obesidade aumentam o risco de insuficiência cardíaca. Fique de olho na balança, mas não se esqueça de que o número que aparece lá é a resposta dos seus hábitos! Volte ao quesito nº 1: alimentação saudável e 2º prática de exercícios físicos! 😉

5) Evite o álcool 

O que tem de mau num drink ou cerveja? A resposta vem a seguir, não somente no que diz respeito ao coração, mas no organismo em geral.

Tabela – os perigos do álcool no corpo

6) Mantenha seus exames em dia 

Um estudo brasileiro já revelou que  amostras de sangue que mostram o nível das proteínas podem dar informações precoces sobre placas nas artérias que ameaçam o bom funcionamento do coração. Além disso, em pacientes com histórico de doenças cardiovasculares na família os exames são ainda mais importantes! 

Alguns exames indicados para manter a saúde do coração em dia são:

– Colesterol total e frações + triglicérides

– Proteína C reativa ultrassensível

– Glicemia em jejum e  hemoglobina glicada

– Ureia e creatinina

– Eletrocardiograma

– Teste ergométrico

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Check-up como qualidade de vida

O ano possui 365 dias! Parece bastante tempo para cuidar da saúde, não é? Ainda assim, muitas pessoas não dedicam um diazinho ou uma semana para ficar com os exames em dia. Pois é, o check-up é a garantia de saúde, disposição e bem-estar no restante do ano! 

Todo mundo comete uma extravagância aqui e ali quando o assunto é alimentação e rotina de exercícios físicos, optando por alimentos nada saudáveis na rua, geralmente pela correria e falta de tempo, aderindo ao sedentarismo no lugar de praticar algum tipo de atividade diariamente e por aí vai. Sem falar na genética, que muitas vezes contribui para o surgimento de doenças em qualquer fase da vida!

A constatação precoce de doenças permite que os médicos atuem de forma mais eficiente no tratamento da doença, sem dúvida alguma. Por outro lado, os cuidados com a saúde são indispensáveis não somente em resposta ao aparecimento de um sintoma preocupante, mas de forma preventiva. No caso de doenças silenciosas, que ainda não apresentaram sintoma algum, por exemplo, o check-up é um grande aliado! Os exames servem para rastrear o problema de forma precoce, como no caso do câncer, diabetes e hipertensão. 

O ideal é que o check-up seja feito de acordo com as necessidades de cada faixa etária desde a infância. Hoje em dia as pessoas têm maior acesso à informação e, por isso mesmo, devem estar mais atentas à prevenção, fundamental para que haja qualidade de vida! E quem não quer viver bem, né?

Quando o assunto é saúde basta pensar que o nosso corpo é como um carro. O combustível que usamos é bom ou ruim? Se for bom, certamente o carro vai andar sem falhas ou problemas mecânicos. Se for ruim, a probabilidade é a de que ele viva no mecânico. Isso quer dizer, dependendo da medicina curativa. Aquela que trata o problema e não antecipa uma solução!

O check-up é a chance de fazer todos os exames necessários para a manutenção da saúde em um único dia ou semana. Quem o escolhe, está escolhendo aproveitar o restante do ano com qualidade de vida, vigor e alegria! 

Confira algumas dicas importantes:

– Faça seus exames com acompanhando médico, sem tentar analisar os resultados sozinho;

– Se possível, mantenha o check-up na mesma época do ano, já que isso ajuda na referência para o médico que solicitou os exames;

– Se possível, leve os exames anteriores para o seu médico;

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Check-up na obesidade

Atualmente é cada vez mais comum que as pessoas estejam acima do peso, o que eleva o risco de morbidades (doenças) associadas à obesidade. São elas:

– Dislipidemias: elevação do colesterol total e de sua fraca ruim – LDL; elevação dos triglicérides;

– Diabetes: elevação da  glicemia;

– Hipertensão arterial: elevação da pressão sanguínea;

– Esteatose hepática: acúmulo de gordura no fígado;

– Síndrome dos ovários policísticos (SOP) – em mulheres, somente: disfunção menstrual, infertilidade, acne, hirsutismo (crescimento de pelos em locais como rosto, peito, costas) e outros sintomas.

O check-up anual é ainda mais importante nas pessoas com sobrepeso ou obesas. Alterações iniciais nos exames laboratoriais são um sinal de alerta para imediatas mudanças no estilo de vida para prevenir doenças.

E quais os exames a serem realizados no check-up quando se tem sobrepeso? E o que eles irão avaliar?

Exames indicados

É importante ter em mente que mesmo tendo todos os exames laboratoriais normais, a pessoa com excesso de peso tem um risco aumentado para desenvolver diabetes, ter um infarto ou desenvolver algum tipo de câncer.

O tecido adiposo produz diversas substâncias que interferem no metabolismo do corpo todo. Nas crianças, a obesidade é ainda mais preocupante porque as chances de uma criança com sobrepeso se tornar um adulto obeso são maiores do que em uma criança com peso normal. 

Se você ou seu filho tem sobrepeso é necessário ter um suporte multiprofissional – médico, nutricionista, educador físico e psicólogo – para emagrecer de forma constante e devagar, reduzindo o sobrepeso aos poucos, sem pressa, com a finalidade de diminuir os riscos associados à obesidade.

Alimentar-se de forma mais saudável, praticar exercícios físicos e entender os mecanismos psicológicos que o leva a abusar dos alimentos é a fórmula nada secreta para ter um peso adequado ao seu biótipo e idade. Nada de ficar se culpando por um deslize ou por estar acima do peso! Foco, persistência, conhecimento e autocuidado, é o que precisamos para ter o controle do nosso peso. Vamos cuidar da saúde? Comece hoje!

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Alimentação e exercícios físicos na prevenção de doenças

Você só procura o médico quando nota que algo está errado ou aposta na prevenção de doenças? Manter a saúde em dia parte do princípio de que o corpo e a mente devem caminhar juntos, é assim que a Organização Mundial de Saúde a define: “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou de enfermidade.”

A opção por uma alimentação saudável, livre de gorduras e alimentos processados ou ultraprocessados, é o primeiro quesito a ser seguido para uma boa saúde. O ideal é usar sempre o bom senso no mercado e optar mais por compras em feiras, onde os alimentos in natura estão à disposição, na maioria das vezes, com bastante variedade.

É importante destacar aqui que mesmo com tantas orientações acerca do tipo de alimentação mais saudável, cerca de ⅓ de todos os diagnósticos de câncer estão relacionados a uma alimentação inadequada. Claro que não estamos falando só do câncer, mas esse dado só mostra a gravidade no que diz respeito a conscientização da população. A ferramenta está nas mãos de todos nós e vale a pena repensar hábitos nocivos dentro e fora de casa. Além disso, existem alguns estudos que comprovam que uma alimentação rica em nutrientes ajuda a diminuir o risco de diversos tipos de câncer, como o de pulmão, cólon, reto, estômago, boca, faringe, laringe, esôfago, bexiga, pâncreas e, possivelmente, o de endométrio, colo de útero, fígado, próstata e rim. Ufa, vale mesmo a pena!

Voltando às dicas, você com certeza deve ter ouvido falar alguma vez na vida que tudo em excesso faz mal à saúde. De fato, é essencial que haja um equilíbrio inclusive no prato. Isso passa pelo café da manhã, almoço e janta, além dos lanches nos intervalos entre as principais refeições. Para isso, o recomendado é comer pelo menos 5 porções de verduras, legumes e frutas, ingerir grãos e fibras e caprichar na hidratação, deixando de lado os sucos de caixinha ou em pó e os tão terríveis refrigerantes, inimigos da saúde e do bem-estar!

Falando nesse tema que gera polêmica, você sabe do que é feito o refrigerante? Em geral, eles são compostos por açúcar, sódio, acidulantes, antioxidantes, conservantes, edulcorantes e dióxido de carbono. Com exceção do açúcar, todos os demais são ingredientes artificiais e não oferecem nada de bom para o nosso organismo. Só calorias vazias, ou seja, nada de vitaminas e minerais. O açúcar, por sua vez, contribui para diversas doenças como sobrepeso, obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, entre outras. Sem falar no sódio, que contribui para o aumento da pressão arterial, e consequentemente, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, doenças renais, entre outras. Se o refrigerante ainda entra na sua casa por algum motivo é hora de repensar esse hábito!

Outra questão polêmica que faz parte da alimentação é o consumo de álcool. É preciso deixar claro que não existe dose segura e o seu consumo está associado ao aumento de diversas doenças como o câncer de boca, esôfago, faringe, laringe, fígado e mama.

Muito bem, dito isso, a prática de exercícios físicos é tão importante quanto uma alimentação saudável. Os dois juntos formam uma dupla imbatível, como aquela do desenho ‘Super Gêmeos’ dos anos 80!

Brincadeiras à parte, a prática regular de exercícios físicos – pelo menos três vezes por semana – movimenta o corpo e previne diversas doenças, além de proporcionar o tão gostoso bem-estar, adquirido na liberação de endorfinas,  ajuda a diminuir a ansiedade, outra doença que merece atenção na atualidade.

A principal dica em relação ao exercício físico é: comece! Movimente o corpo o quanto antes, seja caminhando, correndo, andando de bicicleta, levando o cachorro para passear, buscando as crianças na escola, dando uma volta no quarteirão ou em lugares específicos para isso, como academias, espaço para danças, natação, estúdios de pilates, entre outros. No início, seu corpo vai reclamar, as dores musculares vão aparecer, mas tudo isso será uma resposta positiva do corpo. A de que algo está acontecendo, a mudança está sendo conquistada aos pouquinhos. Que coisa boa! 

Para chegar lá, comece trocando o elevador pelas escadas, experimente ir a pé para o trabalho (se for possível), considere valores de prazer na realização das atividades que escolher, convide seu parceiro para essa empreitada, estimule outras pessoas a fazer o mesmo.

Para não sentir frustração diante desse novo desafio, experimente escolher dias e horários realmente possíveis para se exercitar. Se for difícil conseguir um tempo durante a semana por causa da rotina agitada, que tal convidar sua família para uma programação mais ativa no fim de semana?

Depois de experimentar a mudança na alimentação e na sua rotina de exercícios, observe bem como o seu corpo se comporta, que tipos de pensamento você tem ao longo do dia, como lida com os desafios diários. Tudo isso é saúde! Sentir-se bem, feliz, disposto e ativo é bom demais!

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Dicas para abandonar o cigarro

Especial | 29 de Agosto

O cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas, entre elas a nicotina – responsável pela dependência química. Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é a principal causa de morte evitável no mundo.

Os malefícios do cigarro são muitos e atingem o fumante e o não fumante, ou seja, aquele que respira a fumaça deixada pelo cigarro. A lista é extensa e assustadora, ao mesmo tempo em que reúne ótimos motivos para abandonar o vício!

– Fumar aumenta o risco de câncer de boca, faringe, laringe, traqueia, esôfago, estômago, rins, bexiga e colo de útero; 

– Aumenta de 10 a 20 x mais o risco de câncer de pulmão;

– Triplica o risco de AVC (acidente vascular cerebral);

– Aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca;

– Provoca a redução do fluxo de sangue nos tecidos;

– Aumenta o risco de doenças coronárias;

– Reduz o risco do colesterol bom (HDL);

– Aumenta o risco de má circulação das pernas;

– Reduz a liberação de oxigênio para os tecidos;

– Aumenta o risco de impotência sexual;

– Aumenta a acidez do estômago;

– Contribui para a irritação e inflamação dos olhos, da garganta e das vias aéreas;

– Aumenta a produção de radicais livres que lesam as células;

– Aumenta em 3x o risco de morte por infarto em homens com menos de 55 anos e em 10x o risco de tromboembolia venosa e infarto em mulheres que tomam anticoncepcionais;

– Com o avanço da idade, o fumo contribui para a queda da capacidade respiratória e para o aparecimento de tosse, chiado e falta de ar; bronquite crônica e enfisema – o cigarro é responsável por 90% dos casos –  além de distúrbios da voz, rouquidão, infecções das vias respiratórias e asma;

– Aumenta o risco de osteoporose, principalmente após a menopausa;

– Aumenta o risco de infertilidade;

– Para as gestantes, fumar aumenta 2x a chance de abortar, ter um parto prematuro ou um bebê com baixo peso, além de aumentar as chances de perder o bebê no período neonatal;

– Prejudica o tratamento de doenças;

– Em idosos, obesos e pacientes com doenças cardiovasculares ou respiratórias, fumar aumenta o risco de complicações pós-operatórias;

– Aumenta o risco de catarata;

– Inflama gengivas, escurece os dentes e causa mau hálito.

Além disso, é importante lembrar que quanto mais cedo esse hábito for estabelecido, maior a chance de ocorrer atrasos no desenvolvimento e prejuízos cognitivos. Por isso é fundamental ficar atento aos adolescentes!

Os fumantes passivos também sofrem as consequências desse hábito e muitas vezes são pais, filhos, netos e assim por diante. No ranking de mortes evitáveis, o tabagismo passivo ocupa a terceira posição. A fumaça inalada pelo fumante passivo contém 3x mais nicotina e monóxido de carbono e em ambientes fechados a concentração dessas substâncias é ainda maior.

Agora que você já conhece os riscos do cigarro, veja algumas dicas para abandonar esse vício:

Acredite que você pode: a determinação é o aspecto mais importante nessa busca por uma vida mais saudável;

Estabeleça um plano de ação: fazer isso é importante para manter o foco no objetivo de largar o cigarro. A principal dica é listar os gatilhos e evitá-los ao longo do dia. Por exemplo, tomar um cafezinho dá aquela vontade de fumar? Troque o café por outra bebida, como um chá.

Conte com uma rede de apoio: assim que decidir parar de fumar, avise seus familiares e amigos. O apoio deles será muito importante nessa jornada por tempo indeterminado!

Tenha atividades prazerosas: o cigarro é um momento de prazer passageiro, proporcionado pela nicotina, mas nada supera o prazer de atividades saudáveis! Praticar exercícios físicos acelera metabolismo, diminui os efeitos da abstinência do cigarro, melhora a disposição física, a respiração e a qualidade do sono. Tudo de bom, né?

Aguente firme a fissura: você vai sentir uma vontade aparentemente incontrolável de fumar, mas essa fissura dura poucos minutos. Manter alguma coisa na boca ajuda!

Procure ter uma alimentação saudável: o consumo de alimentos saudáveis ajuda na manutenção do peso, evitando os quilinhos indesejáveis.

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde! 

ESCLEROSE MÚLTIPLA: conhecendo, podemos mais!

Especial | Dia da Conscientização sobre Esclerose Múltipla

​A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica que compromete o sistema nervoso central​​ (SNC).

A prevalência e incidência de Esclerose Múltipla no mundo variam de acordo com a geografia e etnia, com taxas de prevalência que variam de 2 por 100.000 no Japão e mais de 100 por 100.000 na Europa e América do Norte. No Brasil, estima-se que existam 40.000 casos da doença, conforme a última atualização da Federação Internacional de Esclerose Múltipla e Organização Mundial da Saúde de 2013. O número estimado de pessoas com Esclerose Múltipla no mundo aumentou de 2,1 milhões em 2008 para 2,3 milhões em 2013.

A doença incide geralmente entre 20 e 40 anos de idade, predominando entre as mulheres.  A causa envolve predisposição genética (com alguns genes já identificados que regulam o sistema imunológico) e fatores ambientais, bem como infecções virais (vírus Epstein Barr), exposição ao sol e consequente níveis baixos de vitamina D prolongadamente, exposição ao tabagismo e obesidade,principalmente na fase da adolescência, e mais recentemente um artigo publicado na revista Neurology em 2018, o contato com solventes orgânicos também foi relacionado.

Vídeo – Hospital Albert Einstein| O que é Esclerose Múltipla?

Como ocorre a desmielinização

Nos portadores de esclerose múltipla as células imunológicas invertem seu papel: ao invés de protegerem o sistema de defesa do indivíduo, passam a agredi-lo, produzindo inflamações. As inflamações afetam particularmente a bainha de mielina – uma capa protetora que reveste os prolongamentos dos neurônios, denominados axônios, responsáveis por conduzir os impulsos elétricos do sistema nervoso central para o corpo e vice-versa.

Com a mielina e os axônios lesionados pelas inflamações, as funções coordenadas pelo cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal ficam comprometidas. Desta forma surgem os sintomas típicos da doença, como alterações na visão, na sensibilidade do corpo, no equilíbrio no controle esfincteriano e na força muscular dos membros com consequentemente redução da na mobilidade ou locomoção.

Imagem | Comparação entre o nervo saudável e o nervo afetado pela esclerose múltipla

A recuperação dos ataques destas inflamações (desmielinização), chamados de surtos, pode ser total ou parcial.

O desenvolvimento da esclerose múltipla

Os surtos (desmielinização) ocorrem a partir do surgimento de um novo sintoma neurológico ou piora significativa de um sintoma “antigo”, com duração mínima de 24 horas. Para ser considerado um novo surto é necessário que ocorra um intervalo mínimo de 30 dias entre eles – caso contrário, considera-se o sintoma “dentro” do mesmo surto em andamento.

O quadro clínico de cada surto é variável e pode associar-se a mais de um sintoma. Alguns pacientes apresentam piora dos sintomas na ocorrência de febre ou infecções, frio extremo, calor, fadiga, exercício físico, desidratação, variações hormonais e estresse emocional – no geral são situações transitórias. Atenção especial às infecções, pois agravam o quadro clínico do paciente desencadeando sintomas que podem ser considerados “falso ou pseudo-surto”. 

A primeira forma de esclerose múltipla chamada surto-remissão ou remitente-recorrente (EMRR) engloba cerca de 85% dos casos. Ele é caracterizada pela ocorrência dos surtos e melhora após o tratamento (ou  espontaneamente). Geralmente ocorre nos primeiros anos da doença com recuperação completa e sem sequelas. Os surtos duram dias ou semanas. Em média os surtos se repetem uma vez por ano caso não inicie o tratamento adequado.

Em um prazo de 10 anos aproximadamente, metade desses pacientes evoluirá para a segunda forma da doença, conhecida como secundariamente progressiva (EMSP). Nesta etapa os pacientes não se recuperam mais plenamente dos surtos e acumulam sequelas. Eles têm, por exemplo, uma perda visual definitiva ou maior dificuldade para andar, o que pode levar à necessidade de auxílio para mobilidade ou locomoção, como apoio de bengala ou cadeira de rodas.

Nos 10% dos casos restantes ocorre a chamada forma progressiva primária (EMPP). Nela há gradativa piora das funções – sem ter necessariamente surtos. E 5% dos pacientes apresentam a quarta forma da doença, mais rápida e agressiva, chamada progressiva com surtos (EMPS). Nesta quarta forma estão combinados a progressão paralela do processo desmielinizante e comprometimento mais precoce dos axônios. 

Sinais e sintomas

Os mais comuns são:

  • Fadiga (fraqueza ou cansaço);
  • Sensitivas: parestesias (dormências ou formigamentos); nevralgia do trigêmeo (dor ou queimação na face);
  • Visuais: neurite óptica (visão borrada, mancha escura no centro da visão de um olho – escotoma – embaçamento ou perda visual), diplopia (visão dupla);
  • Motoras: perda da força muscular, dificuldade para andar, espasmos e rigidez muscular (espasticidade);
  • Ataxia: falta de coordenação dos movimentos ou para andar, tonturas e desequilíbrios;
  • Esfincterianas: dificuldade de controle da bexiga (retenção ou perda de urina) ou intestino;
  • Cognitivas: problemas de memória, de atenção, do processamento de informações (lentificação);
  • Mentais: alterações de humor, depressão e ansiedade.

Diagnóstico

Para o diagnóstico da esclerose múltipla são utilizados os Critérios de McDonald de 2017, que considera vários aspectos clínicos e de imagem, associado à análise do líquor com a pesquisa de biomarcadores específicos.

O médico solicitará o exame de coleta de líquor (LCR: líquido cefalorraquidiano) – líquido extraído por uma punção na coluna lombar, que em alguns casos ajudará a confirmar o diagnóstico.

Existem outros testes e exames complementares que podem ser solicitados para diferenciar as doenças com sintomas semelhantes ou confirmar o diagnóstico. 

Diagnosticar a doença precocemente faz toda a diferença. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maior a chance de modificar a longo prazo o curso natural da esclerose múltipla – reduzindo o número de surtos, lesões e sequelas neurológicas.

Tratamento

Atualmente há diversos medicamentos que auxiliam no tratamento dos pacientes, como imunomoduladores e imunossupressores, incluindo as novas drogas orais e os anticorpos monoclonais, medicamentos mais eficazes, e em situações especiais indica-se o transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas. O objetivo é combater o surgimento de lesões no sistema nervoso central, a ocorrência de surtos, o acúmulo de sequelas e também a progressão das dificuldades neurológicas.

No momento do surto, os corticosteroides em altas doses proporcionam uma recuperação mais rápida ao paciente, mas , em casos mais graves pode ser usada a  plasmaférese (técnica de filtração do plasma para retirar anticorpos).

Além dos tratamentos específicos para evitar o surgimento de lesões e dos surtos, também utiliza-se vários medicamentos para alívio de sintomas como fadiga, descontrole esfincteriano  e da rigidez muscular chamada de espasticidade. A decisão para o melhor tratamento a seguir deve ser tomada pelo seu médico em conjunto com você e a sua família.

É fundamental o tratamento multidisciplinar! Associado ao tratamento farmacológico específico deve acontecer a reabilitação global, abrangendo as suas necessidades, como: fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, neuropsicologia e apoio psicológico.

A Reabilitação na Esclerose Múltipla

Como o processo inflamatório pode atingir o sistema nervoso como um todo, as dificuldades funcionais do paciente podem se manifestar de forma variada, podendo ser de caráter geral, tais como fadiga, alterações cognitivas, depressão, como localizado, ou mais específicas, como as alterações na deglutição, na fala, no controle intestinal e urinário, fraqueza muscular, espasticidade e alterações de sensibilidade.

As alterações de mobilidade devem ser avaliadas de maneira completa, para que o tratamento possa ser direcionado para as causas principais (perda de equilíbrio, fraqueza muscular, incoordenação motora, perda de sensibilidade posicional, espasticidade). O tratamento engloba tanto os exercícios terapêuticos quanto medicações via oral e injeções de toxina botulínica ou fenol.

A fadiga é uma queixa muito frequente, e está associada a disautonomia (dificuldade de controle na pressão arterial) e pode melhorar bastante por meio da reabilitação autonômica, associada a um programa de condicionamento físico.

As alterações esfincterianas, principalmente as urinárias, são bastante comuns entre os pacientes, e podem ser tratadas com medicações que melhoram o controle da urina ou a contratilidade da bexiga, assim como exercícios que melhoram a percepção e a força de contração da musculatura pélvica.

As alterações cognitivas (de memória ou outras funções) muitas vezes não são evidentes, mas podem provocar um impacto importante na organização da vida do paciente e em sua independência. Existem testes neuropsicológicos que são aplicados para a avaliação, e a reabilitação neuropsicológica propriamente dita estará indicada.  

O tratamento medicamentoso atual da esclerose múltipla visa evitar a progressão da doença e preservar ao máximo a funcionalidade do paciente, mas é o tratamento reabilitacional que vai proporcionar a possibilidade de melhora funcional. Para que o tratamento de reabilitação na esclerose múltipla seja eficaz e traga impacto positivo na qualidade de vida do paciente, deve ser baseado em um plano voltado para as suas necessidades.

Texto retirado do site Albert Einstein.

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