Precisamos falar sobre o HIV e a AIDS

Desde que os primeiros casos de HIV foram noticiados, em 1982, o avanço da ciência e o acesso à informação foram fundamentais para que a doença fosse diagnosticada e acompanhada. Ainda que, até hoje, não haja cura é possível viver com qualidade de vida sendo soropositivo.

Você sabe a diferença entre o HIV e a AIDS? 

O HIV é o vírus que provoca a imunodeficiência humana. Ele ataca o sistema imunológico e deixa o organismo sem defesa contra outras infecções. O principal alvo do vírus é o linfócito T-CD4+, que é um tipo de célula de defesa produzida pela glândula timo. Essa célula é responsável por organizar e comandar a resposta do sistema imunológico, já que consegue memorizar os tipos de micro-organismos que já infectaram o corpo e, assim, pode reconhecê-los e destruí-los.

Quando infecta uma pessoa, o vírus HIV se liga a um componente da membrana que reveste o linfócito T-CD4+ e o invade para se multiplicar. Ele altera o DNA do linfócito para que crie cópias do vírus. Depois que se multiplica, rompe o linfócito destruindo-o e se liga a outros para continuar sua multiplicação. Conforme a infecção pelo HIV avança, o sistema imunológico vai enfraquecendo até não conseguir mais combater outros agentes infecciosos.

À medida em que se multiplica e destrói os linfócitos T-CD4+, o vírus HIV vai incapacitando o sistema imunológico, permitindo que a pessoa desenvolva outras doenças, que são chamadas de oportunistas. Quando isso acontece é que a pessoa desenvolve a aids. Ou seja, a diferença entre HIV e aids, é que HIV é o vírus que pode provocar a aids, que significa síndrome da deficiência imunológica adquirida. No entanto, isso leva um tempo bastante variável para acontecer.

Quando a pessoa é contaminada, passa a ser soropositiva. Porém, muitos soropositivos podem viver anos com o vírus sem desenvolver a AIDS e ter sinais e sintomas da doença. No entanto, mesmo sem desenvolver a doença, quem tem o vírus HIV pode transmiti-lo para outras pessoas. Confira abaixo as formas de contágio:

  • Fazer sexo vaginal, anal e oral sem usar preservativo;
  • Receber transfusão de sangue contaminado;
  • Compartilhar instrumentos perfurocortantes sem esterilizar antes, como seringas e alicates de unha;
  • Da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação.

Conhecer o quanto antes a sorologia positiva para o HIV aumenta muito a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus. Quem se testa com regularidade, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha muito em qualidade de vida.

Além disso, as mães que vivem com HIV têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto.

Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o teste anti-HIV. O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. Aqui no Gerardo Trindade temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV.

Em todos os casos, a infecção pelo HIV pode ser detectada em, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame laboratorial ou teste rápido busca por anticorpos contra o HIV no material coletado. Esse período é chamado de janela imunológica.

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Todos na luta contra o câncer: hábitos que fazem a diferença na prevenção

Você diria que tem hábitos saudáveis? O objetivo da prevenção primária é impedir que o câncer se desenvolva, isso significa evitar a exposição aos fatores de risco e adotar um modo de vida equilibrado. 

Muitas pessoas justificam a falta de um estilo de vida saudável com a correria ou a falta de tempo. É o seu caso? Viver com qualidade de vida implica em atitudes no momento presente e quando você deseja chegar à terceira idade com saúde, e esse é o desejo de todos, é muito importante que ela seja sua maior prioridade, independente dos compromissos e do tic-tac do relógio. Por este motivo, selecionamos uma série de hábitos que interferem na prevenção dos mais diversos tipos de câncer. Que tal dar uma lida e ver o que você já adota no seu dia a dia?

O QUE FAZER

Ter uma alimentação saudável 

Um cardápio saudável, equilibrado e diversificado, com alimentos majoritariamente de origem vegetal, como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, evitando ou não consumindo alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou para aquecer, bebidas adoçadas, entre outros, está na lista de hábitos que fazem a diferença na luta contra o câncer. Além disso, aprender a gostar de comer o que faz bem deve ser uma meta diária, principalmente sabendo do papel que esse tipo de alimentação tem, não apenas no combate ao câncer, mas no combate de outras doenças.

Cuidar do peso 

Quando você conquista o hábito de ter uma alimentação saudável você contribui para um peso corporal adequado. Claro que nem sempre é fácil manter o peso, principalmente se você tem doenças que interferem nesse quesito. Por outro lado, já é grande parte do caminho andado. Além do mais, se você sentir que está enfrentando dificuldades para manter o peso pode procurar um endocrinologista e um nutrólogo para ajudá-lo durante essa trajetória. 

Praticar atividades físicas

Você não precisa se matricular numa academia e nem praticar modalidades esportivas que demandam recursos financeiros. Você pode caminhar, correr, andar de bicicleta, levar o cachorro para passear todos os dias, dançar, nadar na piscina da sua casa ou condomínio, trocar o elevador pelas escadas, entre outras possibilidades. Torne esse momento divertido, seja através do caminho para o trabalho ou retorno.

Amamentar

A amamentação até os 2 anos de idade ou mais, sendo exclusiva até os 6 meses de idade, protege as mães contra o câncer de mama, por exemplo, e as crianças contra a obesidade infantil. 

Fazer um check-up anual 

Homens, mulheres, crianças e idosos devem fazer um check-up anual, incluindo todos os exames recomendados de acordo com a sua faixa etária e condição de saúde. No caso das mulheres, especialmente, deve ser feito também o preventivo e a mamografia. No caso dos homens, o PSA.  

Manter a vacinação em dia

Quando o assunto é câncer, principalmente câncer do colo do útero, a vacinação contra o HPV é fundamental na prevenção. Além disso, a vacinação contra a hepatite B também é muito importante, já que o câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da doença. 

O QUE EVITAR OU NÃO FAZER

Ingerir bebidas alcoólicas

Seu consumo, em qualquer quantidade, contribui para o risco do câncer. Além disso, consumir bebidas alcoólicas com o tabaco aumenta a possibilidade do surgimento da doença. 

Ingerir carnes processadas

Presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela e peito de peru podem aumentar a chance de desenvolver câncer. Além disso, os conservantes (como nitritos e nitratos), podem provocar o surgimento do câncer de intestino (cólon e reto). 

Fumar

Não fumar é uma das regras mais importantes para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 7.000 compostos e substâncias químicas que são inaladas por fumantes e não fumantes. 

Ficar exposto a agentes cancerígenos no trabalho

Agentes químicos, físicos e biológicos ou suas combinações são causas bem conhecidas de câncer relacionado ao trabalho. Evitar ou diminuir a exposição a estes agentes é o ideal para evitar qualquer chance de ter a doença. 

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

A importância da dosagem do PSA na prevenção do câncer de próstata

A conscientização em relação aos cuidados da saúde masculina ainda é necessária em pleno século XXI, já que os homens procuram menos pelos serviços de saúde. O que se observa é uma certa resistência tanto nos cuidados preventivos quanto em relação às orientações médicas. Isso é comum aí na sua casa?

Segundo o Inca, todo ano, o câncer de próstata atinge o equivalente a um estádio de futebol lotado. Esse número é assustador, né? Pois é, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil. O diagnóstico precoce pode aumentar em 90% as chances de cura. Por isso, o objetivo do Novembro Azul é conscientizar o máximo possível sobre a importância do PSA (antígeno prostático específico), que é o marcador mais utilizado para diagnosticar qualquer tipo de alteração na próstata e, consequentemente, o câncer.

A maioria dos homens sem câncer de próstata tem níveis de PSA inferiores a 4 nanogramas por mililitro (ng /mL) de sangue. A chance de um homem desenvolver câncer de próstata aumenta proporcionalmente com o aumento do nível do PSA. Geralmente, quando o câncer de próstata está presente o nível do PSA está acima de 4 ng/ml. Entretanto, um nível abaixo desse valor não significa que o câncer não esteja presente. Cerca de 15% dos homens com PSA abaixo de 4 ng/ml são diagnosticados com câncer de próstata na biópsia.

Os homens com níveis de PSA entre 4 ng/ml e 10 ng/ml, têm uma chance em 4 de ter a doença. Se o PSA se encontra acima de 10 ng/ml, a possibilidade de ter câncer de próstata é superior a 50%.

A adoção de hábitos saudáveis, a prática de atividade física regular, a alimentação balanceada e o uso moderado de bebidas alcoólicas são cruciais para diminuir as chances de desenvolver doenças. Além disso, um check-up anual deve fazer parte da vida dos homens e ser visto como uma oportunidade de ter um olhar mais atento à saúde.

Para homens com histórico familiar de câncer de próstata antes dos 60 anos e assintomáticos, a recomendação também é consultar um médico, pois somente ele pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização dos exames. Vale lembrar que o câncer de próstata é considerado de terceira idade, já que ¾ dos casos acontecem a partir dos 65 anos e o risco pode ser maior em quem tem histórico familiar da doença.

Reforçamos que o diagnóstico precoce de doenças aumenta as chances de tratamento! Por isso, se você é homem e está lendo esse post, adote uma postura proativa em cuidar de quem mais importa: você!

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RECEITAS DELICIOSAS E COM BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO PARA FAZER NESTE FIM DE SEMANA

RECEITAS DELICIOSAS E COM BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO PARA FAZER NESTE FIM DE SEMANA

Quando consumimos alimentos com índice glicêmico alto, a quantidade de açúcar no sangue aumenta. Isso exige que o organismo produza e libere uma quantidade maior de insulina, para equilibrar. Se acontecer repetidas vezes, pode sobrecarregar o pâncreas, causando resistência à insulina e até diabetes.

Minimizar farinhas e açúcares, então, é muito importante para manter bons níveis de glicose no sangue e ter mais qualidade de vida, principalmente se você tem diabetes. É o seu caso?  Reduzir a velocidade com que o carboidrato é transformado em glicose e liberado na corrente sanguínea evita picos de insulina (hormônio aliado da gordura), além de oferecer diversos benefícios para o corpo. Inspire-se nessa seleção de receitas deliciosas e com baixo índice glicêmico para fazer neste fim de semana!

1- Pão cetogênico

Ingredientes:

1 ovo

1 colher (sopa) de farinha de coco

Modo de Preparo:

Bata um ovo com ajuda de um garfo até ficar homogêneo, acrescente a farinha de coco e misture bem. Leve ao microondas por aproximadamente um minuto e meio – até formar uma casca resistente, porém ainda crua.

Retire do microondas e coloque essa massa na frigideira e deixe lá até ficar crocante e encerrar o cozimento. Sirva com uma pastinha de soja ou de amendoim!


2- Tartar de Salmão com Guacamole

Ingredientes do Tartar de Salmão:

300g de salmão fresco
2 colheres (sopa) de azeite extra virgem
1 colher (chá) de mostarda Dijon
Suco de 1 limão
Pimenta-dedo-de-moça à gosto
Sal e pimenta-do-reino à gosto

Ingredientes do Guacamole:

50g de polpa de abacate maduro e firme
20g de cebola roxa picada
10g de tomate sem pele e sem sementes
Pimenta-dedo-de-moça à gosto
Suco de 1 limão

Folhas de coentro fresco à gosto
Sal e pimenta-do-reino à gosto

Modo de preparo do Tartar de Salmão:

Corte o salmão em cubinhos pequenos e a pimenta dedo-de-moça em pedacinhos bem pequenos. Misture com os outros ingredientes e reserve.

Modo de preparo do Guacamole:

Pique o abacate, a cebola roxa e o tomate em cubos. Coloque a pimenta cortada em pedaços bem pequenos, o coentro e misture delicadamente todos os ingredientes, para não desmanchar todo o abacate.

Montagem do Tartar de Salmão:

Coloque o tartar em um recipiente (taça) e coloque um pouco de guacamole por cima. Sirva frio!


3- Arroz de couve-flor

Ingredientes:

1 maço médio de couve flor
1 colher (sopa) de manteiga clarificada ou ghee
Sal marinho à gosto
Pimenta-do-reino à gosto

Modo de Preparo:

Cozinhe bem a couve flor no vapor, separe somente as flores e pique-as bem.

Aqueça a manteiga em uma panela e refogue a couve flor bem picadinha. Corrija o sal e a pimenta e já estará pronto.

4- Waffle de grão-de-bico

Ingredientes

2 copos de farinha de grão-de-bico
2 copos de leite
4 colheres (chá) de fermento químico em pó
3 unidades de ovo
1 colher (chá) de sal
3 colheres (sopa) de manteiga sem sal

Modo de Preparo:

No liquidificador, bata a farinha, o leite, o sal, o fermento e a margarina por 1 minuto. Adicione os ovos e os temperos. Bata até obter uma massa homogênea. Pré-aqueça a máquina própria para waffle, distribua a massa e aguarde até dourar (ou use uma frigideira antiaderente – distribua a massa no formato de panqueca e doure dos dois lados). Sirva com uma cobertura a gosto (queijo cottage, queijo branco, pasta de amendoim).

5- Espaguete de legumes ao pesto de manjericão

Ingredientes:

4 unidades de cenoura média

2 xícaras (chá) de manjericão fresco

1/2 xícara (chá) de castanha de caju torrada

1/2 xícara (chá) de queijo meia-cura ralado

2 dentes de alho

1 xícara (chá) de azeite de oliva extra-virgem

1/2 limão (suco)

sal a gosto

pimenta-do-reino a gosto 

Modo de Preparo

Corte a cenoura em fatias finas com um descascador. Aqueça a frigideira com um fio de azeite e doure os dentes de alho levemente. Refogue a cenoura fatiada até ficar al dente. Tempere com uma pitada de sal e de pimenta-do-reino. Bata no liquidificador o azeite, as castanhas, o alho, o queijo meia-cura e o suco de limão. Ao final, coloque o manjericão com uma pedra de gelo (para não escurecer) e bata mais um pouco. Então, é só montar o prato (use um aro para modelar) e finalizar com castanha-de-caju em pedaços.

6- Bolo de coco sem açúcar

Ingredientes

200 mililitros de leite de coco

5 unidades de ovo

3/4 xícara (chá) de coco ralado

1/2 xícara (chá) de farinha de coco

1 colher (chá) de fermento biológico

1/2 xícara (chá) de adoçante xylitol ou outro de sua preferência

1/2 xícara (chá) de creme de coco ou de leite 

Modo de Preparo

Bata tudo no liquidificador e asse em forno preaquecido em 180 ºC por 30 minutos. Se desejar, enfeite com coco ralado por cima.

Gostou das receitas? Divirta-se na cozinha neste fim de semana!

SAÚDE BUCAL: O CUIDADO COMEÇA NO PRIMEIRO DENTINHO

Uma dentição perfeita se cria desde a primeira infância, com cuidados específicos para a formação de hábitos que se prolongarão na vida adulta. Crianças com dentes fortes e saudáveis serão, provavelmente, adultos com dentição permanente saudável, o que é muito importante para a saúde geral.

Cabe aos pais ensinar e ajudar aos filhos a cuidarem dos seus dentes desde pequenininho, criando bons hábitos de escovação e uso do fio dental para evitar a formação das cáries. E também escolher as escovas corretas para cada etapa da vida da criança. E não é só isso! Para cuidar da saúde bucal das crianças, é necessário uma dieta saudável e equilibrada, com pouco açúcar e amido, além de visitar o odontopediatra regularmente, tornando esta visita em um momento lúdico e agradável para a criança desde o nascimento dos primeiros dentinhos.

Começando cedo

A partir do aparecimento do primeiro dentinho no bebê, é preciso seguir uma rotina de cuidados básicos, como limpá-lo com uma escova bem macia ou com uma gaze, cuidadosamente. À medida que o bebê cresce e se torna necessário escovar os dentinhos com um produto adequado, especialmente desenvolvido para essa faixa etária e com a concentração ideal de flúor. O hábito de escovar os dentes três vezes ao dia precisa ser estimulado e transformado em algo que a criança aprecie.

Importância dos Dentes Decíduos – “dentes de leite”

Os dentes decíduos, popularmente conhecidos como dentes de leite, apesar de serem temporários, exercem papel fundamental no desenvolvimento bucal da criança, pois são estes que dão lugar aos dentes permanentes (definitivos). Assim, os dentes de leite devem receber os mesmos cuidados que os dentes permanentes para que completem seu ciclo com saúde e sem dor.

Conheça as principais funções dos dentes de leite:

  • mastigação, para auxiliar na digestão dos alimentos; 
  • auxiliar no crescimento e desenvolvimento adequado dos ossos e músculos da face; 
  • ajudar no processo de desenvolvimento da fala, auxiliando na pronúncia correta das palavras; 
  • “guardar” o espaço para os dentes permanentes que irão substituí-los no futuro, direcionando-os para que irrompam em posição adequada; 
  • Funcionar como base fundamental para que a correta oclusão da dentição permanente obtenha êxito.

A visita ao odontopediatra deve acontecer logo ao nascimento dos primeiros dentes para que os pais recebam as orientações corretas, evitando assim problemas bucais futuros! Papai e mamãe, lembrem-se: a saúde do seu filho começa pela boca!

Saúde: o melhor presente para o seu filho!

A obesidade vem se tornando cada vez mais comum em crianças e adolescentes, principalmente nesse cenário pandêmico onde o aumento da ingestão calórica e a inatividade física agravaram o problema ainda mais!

No período da década de 60 até 80, o percentual de crianças obesas de 06 a 11 anos e adolescentes obesos de 12 a 19 anos, eram menor que 6%. Com o passar do tempo, já nos anos 1999 a 2004, vimos um aumento considerável da obesidade infantil, chegando a 20% para os mesmos adolescentes de 12 a 19 anos, 20% para as crianças de 6 a 11 anos e o mais grave, mais de 10% para as crianças de 2 a 5 anos (Karnik & Kanekar, 2012).

A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006) e Pesquisa Nacional de Saúde (2013), mostraram que 40,5% das crianças menores de 5 anos consomem refrigerante com frequência e 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas. Mas será que somente a má alimentação é a causa principal para esse aumento do sobrepeso e obesidade infantil? O impacto da inatividade física é bem grande, também. Segundo a OMS, a obesidade é problema de saúde pública, então devemos tratá-la como doença (WHO, 2014).

E qual a orientação? Como saber se a criança está acima do peso? O mais adequado é passar por uma avaliação física com profissionais qualificados para avaliar o grau de sobrepeso da criança e do adolescente, fazer exames laboratoriais para avaliar perfil lipídico e outras variáveis modificáveis para então orientá-los da melhor forma com auxílio profissional.

Sabemos que o exercício físico tem um papel fundamental no tratamento em pessoas com sobrepeso, e não é diferente com crianças e adolescentes. Costigan et al. (2015) fizeram uma revisão onde o HIIT (Treinamento Intervalado de Alta Intensidade) melhorou a saúde do adolescente, impactando no condicionamento cardiorrespiratório e na composição corporal. Cooper et al. (2016) corroboraram os dados citados acima, mostrando uma melhora significativa também na saúde cognitiva e metabólica das crianças e adolescentes.

A atividade física trabalhada de forma lúdica e prazerosa é uma ferramenta fundamental para a criança e o adolescente controlarem o sobrepeso. Importante ressaltar que a atividade física deve ser sempre bem orientada por profissionais qualificados que irão escolher a melhor estratégia, respeitando os limites fisiológicos e individuais da criança e do adolescente. Para pensar: tratar a obesidade na primeira infância diminui enormemente a possibilidade da criança se tornar um adulto obeso. Uma criança gordinha tem 80% de chance de se tornar obesa no futuro. Que tal dar saúde pro adulto que seu filho será no futuro? O combo alimentação saudável + atividade física + diversão vai contribuir enormemente para o seu filho ser um adulto de peso normal no futuro.

Obesidade: pequenas mudanças, grandes resultados

A obesidade surge na maioria dos casos, do desbalanceamento energético, ou seja, quando uma pessoa consome mais energia do que gasta e isso resulta em ganho de peso. Além disso, o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, que possuem composição nutricional desbalanceada e são ricos em gorduras, açúcares e sódio, somado ao sedentarismo, é uma das causas deste problema de saúde pública. 

O melhor caminho para controlar o peso está na decisão individual de mudar a própria vida, optando por escolhas mais saudáveis. Nesse sentido, é necessário que o significado e a importância de se comer bem, e não em quantidade, sejam compreendidos. Ampliar conceitos, mudar costumes enraizados na própria família e trocar os maus hábitos por bons hábitos alimentares nem sempre é fácil, mas é imprescindível para que a vida ganhe outro sentido e seja repleta de saúde, bem-estar e disposição. Confira algumas dicas para dar esse primeiro passo ainda hoje:

Seja realista: revolucionar seus hábitos da noite para o dia não é a melhor maneira de começar essa mudança. Comece com pequenas mudanças no modo como você se alimenta e no seu nível de atividade física. Após o primeiro pequeno sucesso, estabeleça um novo objetivo e prossiga.

Aventure-se: a vida é muito curta para comer sempre os mesmos alimentos. Experimente preparações que você não conhece, especialmente aquelas à base de verduras e frutas.

Seja moderado: modere nas quantidades de açúcares, sal e sódio.

Hidrate-se: água nunca é demais, beba bastante água ao longo do dia.
Seja organizado: estabeleça horários fixos para suas refeições e divida a alimentação em cinco ou seis delas, como café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia, reduzindo a quantidade consumida em cada uma dessas refeições.

Conte com alguns aliados:  No almoço e no jantar, coma primeiro os vegetais crus e folhosos, como o alface e a rúcula, pois eles promovem uma sensação de saciedade mais rápida. Isso fará com que sua fome diminua e você coma os outros alimentos em menor quantidade.

Controle o consumo de alimentos de origem animal: esses alimentos são boas fontes de proteínas e de vitaminas, mas não contém fibras e podem acrescentar elevada quantidade de calorias por grama e teor excessivo de gorduras não saudáveis, chamadas gorduras saturadas.

Evite ambientes desfavoráveis: comer em frente à televisão ou computador, sem atenção e de maneira rápida são comportamentos que podem levar a um consumo exagerado de alimentos e facilitar o ganho de peso.

Saia do sedentarismo: só uma alimentação saudável não é o suficiente para controlar a obesidade, é necessário que você abandone o sedentarismo e faça atividades físicas regularmente. 

As consequências de não buscar um caminho para a mudança são inúmeras, já que diversas patologias e condições clínicas estão associadas à obesidade: apneia do sono; acidente vascular cerebral (AVC); fertilidade reduzida em homens e mulheres; hipertensão arterial; diabetes; doenças cardiovasculares; diversos tipos de câncer; aterosclerose, entre outras. 

Ao focar na prevenção da obesidade e nas mudanças de estilo de vida, existe uma boa possibilidade de retardar ou impedir o desenvolvimento das complicações acima. Mantenha seus exames em dia!

Conte com o Laboratório Gerardo Trindade!

Câncer de mama: se toque

Estamos no Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama. Você sabia que em 60% dos casos, o câncer é percebido pela própria paciente ao fazer o autoexame? 

Não existe uma causa única para o câncer de mama. Diversos agentes estão relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres, como: envelhecimento (quanto mais idade, maior o risco de ter a doença), fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher (idade da primeira menstruação, ter tido ou não filhos, ter ou não amamentado, idade em que entrou na menopausa), histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante.

Segundo o Inca, a prática de atividade física e de alimentação saudável, com manutenção do peso corporal adequado, estão associadas a menor risco de desenvolver câncer de mama: cerca de 30% dos casos podem ser evitados quando são adotados esses hábitos. A amamentação também é considerada um fator protetor.

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. Nesse sentido, o autoexame tem papel fundamental na detecção precoce do câncer de mama. Confira abaixo como fazê-lo:

  • Para começar, coloque uma mão atrás da cabeça e a outra nos seios;
  • Observe, em frente ao espelho, se há retração na pele ou qualquer outra alteração nas mamas;
  • Com a ponta dos dedos, apalpe os seios em movimentos circulares;
  • Não se esqueça de apalpar a região das axilas;
  • Depois, esprema o bico do seio e verifique se sai algum líquido;
  • Notou algo fora do normal, como um nódulo, retração na pele ou líquido saindo do bico do seio? Procure seu médico!

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.

A IMPORTÂNCIA DOS TESTES GENÉTICOS 

Vale lembrar que pessoas com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são mais suscetíveis ao câncer de mama, é o que mostra uma pesquisa que identificou mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 em até 30 % dos casos de câncer de mama hereditário. Pacientes com uma destas mutações apresentam um risco para desenvolver câncer de mama ao longo da vida que pode variar entre 45 e 80%. Sendo assim, ter casos de câncer de mama em parentes de primeiro e segundo graus de um mesmo lado da família (materno ou paterno) e com idade menor do que 50 anos é um forte indício de que há uma alteração genética aumentando significativamente o risco de novos casos entre membros desta família. Por isso, a identificação da variante patogênica é essencial para prever o prognóstico e decidir pela melhor conduta terapêutica. 

Aqui no Gerardo Trindade você pode realizar seu teste genético com total segurança! 

COLESTEROL: COMO INTERPRETAR OS VALORES DO SEU EXAME

Em dezembro de 2016 foi lançado o Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico. Dentre as orientações que o consenso trouxe de novidade uma foi a flexibilização do jejum para a dosagem do perfil lipídico. Foram estabelecidos novos valores de referência para coletas realizadas com ou sem jejum.

E por que dessa flexibilização do jejum? Hora, nós passamos mais tempo no estado alimentado do que em jejum, estando exposto por muito mais horas à ação dos lipídios nas nossas artérias. Então, faz todo o sentido poder fazer a dosagem a qualquer momento. O único exame que é realmente impactado pelo momento da coleta – se em jejum ou após se alimentar – é o triglicérides, que ganhou valores diferentes de acordo com o momento da coleta.

Outro ponto muito importante é que o valor de referência dos lipídios varia de acordo com a idade e com o risco clínico do paciente. Crianças e adolescentes ganharam valores diferentes dos adultos. Para os exames colesterol LDL e não-HDL os valores de referência foram estratificados de acordo com o risco do paciente: baixo, intermediário, alto e muito alto. Ou seja, pacientes que têm um risco cardíaco maior como, por exemplo, hipertensos e diabéticos, têm que manter suas taxas de colesterol LDL e não-HDL mais baixas que o restante da população. 

Por isso é importante que o resultado dos seus exames seja avaliado por um médico, porque ele irá considerar todo o seu histórico clínico e estilo de vida para avaliar se o resultado encontrado está compatível com o alvo terapêutico ideal para você.

ENTENDENDO AS FRAÇÕES DE COLESTEROL 

O colesterol, juntamente com os triglicérides, está entre os lipídios biologicamente mais importantes do nosso organismo. É a partir do colesterol que vários hormônios esteróides como, por exemplo, testosterona e estradiol, são produzidos. Além disso, é a partir da molécula de colesterol que são formados os ácidos biliares e a vitamina D. E ele também está presente nas membranas das células, atuando no transporte de várias substâncias do meio extracelular para a célula e vice-versa.

Mas o colesterol não é só mocinho: em níveis elevados pode levar à aterosclerose, um estado inflamatório na parede interna das artérias do coração e de outras partes do organismo. No local inflamado há formação contínua de uma placa de gordura, cálcio e outros elementos. Com o passar do tempo, a placa vai aumentando de tamanho até obstruir o vaso sanguíneo e interromper a passagem do sangue, podendo levar à infarto e AVC, por exemplo.

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Para que possamos entender a importância das diversas frações de colesterol e como interpretá-las, precisamos entender como o colesterol é metabolizado. Você sabia que o colesterol é produzido no fígado? Para chegar às células o colesterol precisa ser transportado do fígado através do sangue. Acontece que o sangue é formado por água, e colesterol é gordura. Além disso, o grande truque do organismo para transportar o colesterol é a utilização de lipoproteínas, que são proteínas específicas que envolvem o colesterol, permitindo essa transporte do colesterol, assim como do triglicérides, pela corrente sanguínea. 

E é essa combinação de lípides – colesterol e triglicérides – com lipoproteínas que formam as diversas frações de colesterol. Vamos conhecer um pouco sobre elas e entender o motivo dos valores de referência que foram determinados no consenso de 2016.

COLESTEROL VLDL – lipoproteína de densidade muito baixa, é rica em triglicérides e por isso tem que ser mantida em valores bem baixos.Essa fração de colesterol em relação às outras é muito pesada, sendo transportada mais vagarosamente pela corrente sanguínea. Com isso, quanto mais VLDL você tiver, maior o risco de aterosclerose, porque como o VLDL é uma molécula mais pesada, parte dela fica presa nos pontos inflamados das paredes das veias, que agem como uma “rede de pesca no fundo do rio” e que consegue reter o que passa por ela, formando o ateroma.

COLESTEROL LDL – lipoproteína de densidade baixa, tem menos triglicérides que a VLDL mas ainda temos que ficar de olho nela. O colesterol LDL é mais leve que o VLDL, mas ainda um pouco pesado e pode ficar retido no ateroma, também.

COLESTEROL HDL – lipoproteína de alta densidade, apresenta uma alta quantidade de colesterol. É considerada o bom colesterol e quanto mais alto o seu valor, menor o risco de aterosclerose. O colesterol HDL “flutua” no meio do vaso sanguíneo, passando longe da parede dos vasos e não contribuindo para formar o ateroma.

COLESTEROL NÃO-HDL –  além das frações citadas acima existem outros tipos de frações de colesterol, que variam na quantidade de colesterol, lipoproteína e triglicérides em sua composição. De acordo com o último consenso, não se dosa mais o colesterol VLDL, somente o LDL e o HDL. Foram estabelecidos valores de referência para o chamado colesterol não-HDL, que engloba todas as frações de colesterol, incluindo-se aí o colesterol LDL (que é dosado em separado) e o colesterol VLDL. O colesterol não-HDL deve ser mantido em níveis controlados de acordo com o risco do paciente, porque engloba as frações mais ricas em triglicérides que tem mais risco de causar um ateroma.

Valores de Referência para avaliação de risco cardiovascular para adultos acima de 20 anos:

Valores de Referência para avaliação de risco cardiovascular de zero até 19 anos:

E SE O MEU COLESTEROL TOTAL OU ALGUMA DAS FRAÇÕES NÃO-HDL ESTIVER ALTO?

Bom, primeiramente saiba que 70% do colesterol encontrado é produzido pelo nosso organismo e 30% vem da alimentação. No primeiro momento, o tratamento é feito com melhorias na alimentação, realização de exercícios e redução de peso. Caso o tratamento não medicamentoso não tenha efeito, há indicação de medicamentos específicos, como, por exemplo, atorvastatina, que somente o seu médico poderá lhe indicar. E detalhe importante, os medicamentos têm que ser tomados à noite, porque a produção do colesterol é maior neste período

E é importante fazer a monitoração periódica dos níveis do colesterol total e suas frações, bem como das triglicérides. E pra isso, conte com o Laboratório Gerardo Trindade! Mantenha seu check-up sempre em dia!

Mantenha a sua saúde e os seus exames em dia no Gerardo Trindade!

DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA AS HEPATITES: TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER

Estamos no Julho Amarelo, o mês de prevenção e controle das hepatites virais. Amarelo porque é a cor que geralmente o infectado fica quando a doença se manifesta.

As hepatites virais atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Segundo o Ministério da Saúde, o impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às do HIV e da tuberculose.

COMO SE PREVENIR?

  • Lave bem as mãos antes das refeições e após usar o banheiro;
  • Lave e cozinhe bem os alimentos;
  • Não tome banho em riachos perto de esgoto aberto;
  • Use preservativos em todas as relações sexuais;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como alicates de unha e barbeadores;
  • Não compartilhe nenhum objeto que possa ter tido contato com sangue, como seringas e agulhas;
  • Vacine-se!

FORMAS DE TRANSMISSÃO

As hepatites virais podem ser classificadas em dois grupos: o grupo de transmissão fecal-oral (HAV e HEV) tem seu mecanismo de transmissão ligado a condições de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. A transmissão percutânea (inoculação acidental) ou parenteral (transfusão) dos vírus A e E é muito rara, devido ao curto período de viremia dos mesmos. O segundo grupo (HBV, HCV, e HDV) possui diversos mecanismos de transmissão, como o parenteral, sexual, compartilhamento de objetos contaminados (agulhas, seringas, lâminas de barbear, escovas de dente, alicates de manicure), utensílios para colocação de piercing e confecção de tatuagens e outros instrumentos usados para uso de drogas injetáveis e inaláveis. Há também o risco de transmissão através de acidentes perfurocortantes, procedimentos cirúrgicos e odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança.

Hoje, após a triagem obrigatória nos bancos de sangue (desde 1978 para a hepatite B e 1993 para a hepatite C), a transmissão via transfusão de sangue e hemoderivados é relativamente rara. A transmissão por via sexual é mais comum para o HBV que para o HCV. Na hepatite C poderá ocorrer a transmissão principalmente em pessoa com múltiplos parceiros, co-infectada com o HIV, com alguma lesão genital (DST), alta carga viral do HCV e doença hepática avançada. Os vírus das hepatites B, C e D possuem também a via de transmissão vertical (da mãe para o bebê). Geralmente, a transmissão ocorre no momento do parto, sendo a via transplacentária incomum. A transmissão vertical do HBV ocorre em 70% a 90% dos casos de mães com replicação viral (HBeAg positivas); nos casos de mães sem replicação viral (HBeAg negativas) a probabilidade varia entre 30% a 50% – o que não altera a conduta a ser adotada para a criança (vacinação e imunoglobulina nas primeiras doze horas de vida). Na hepatite C, a transmissão vertical é bem menos frequente, podendo ocorrer em aproximadamente 6% dos casos. Entretanto, se a mãe for co-infectada com o HIV, este percentual sobe para até 17%. A transmissão vertical não tem importância para os vírus A e E.

As vacinas para hepatites A e B estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e são eficazes na prevenção das doenças. Você já tomou as duas? Confira seu cartão de vacinação e fique em dia com a sua saúde!

Manter seus exames em dia é tão importante quanto manter o seu cartão de vacinação atualizado, já que nem sempre as hepatites virais apresentam sintomas.

TRIAGEM: EXAMES INESPECÍFICOS
Aminotransferases (transaminases – a aspartato aminotransferase (AST/TGO) e a alanino aminotransferase (ALT/TGP) são marcadores de agressão hepatocelular. Nas formas agudas, chegam a atingir, habitualmente, valores até 25 a 100 vezes acima do normal, embora alguns pacientes apresentem níveis bem mais baixos, principalmente na hepatite C. Em geral, essas enzimas começam a elevar-se uma semana antes do início da icterícia e normalizam-se em cerca de três a seis semanas de curso clínico da doença. Nas formas crônicas, na maioria das vezes não ultrapassam 15 vezes o valor normal e, por vezes, em indivíduos assintomáticos, é o único exame laboratorial sugestivo de doença hepática.

Bilirrubinas – elevam-se após o aumento das aminotransferases e, nas formas agudas, podem alcançar valores 20 a 25 vezes acima do normal. Apesar de haver aumento tanto da fração não-conjugada (indireta) quanto da conjugada (direta), esta última apresenta-se predominante. Na urina pode ser detectada precocemente, antes mesmo do surgimento da icterícia.

Proteínas séricas – normalmente, não se alteram nas formas agudas. Nas hepatites crônicas e cirrose, a albumina apresenta diminuição acentuada e progressiva.

Fosfatase alcalina – pouco se altera nas hepatites por vírus, exceto nas formas colestáticas, quando se apresenta em níveis elevados. Devido à presença normalmente aumentada da fração osteoblástica dessa enzima durante o período de crescimento, esse aspecto deve ser considerado no acompanhamento de crianças e adolescentes.

Gama-glutamiltransferase (GGT) – é a enzima mais relacionada aos fenômenos colestáticos, sejam intra e/ou extra-hepáticos. Em geral, há aumento nos níveis da GGT em icterícias obstrutivas, hepatopatias alcoólicas, hepatites tóxico-medicamentosas, tumores hepáticos. Ocorre elevação discreta nas hepatites virais, exceto nas formas colestáticas.

Atividade de protrombina – nas formas agudas benignas esta prova sofre pouca alteração, exceto nos quadros de hepatite fulminante. Nos casos de hepatite crônica, o alarga- Hepatites Virais Secretaria de Vigilância em Saúde / MS 415 H 6 mento do tempo de protrombina indica a deterioração da função hepática e em associação com alguns outros fatores clínicos e laboratoriais (encefalopatia, ascite, aumento de bilirrubina, queda da albumina) compõem a classificação de Child (um importante e prático meio de avaliar o grau de deterioração da função hepática, além de um marcador prognóstico).

Alfafetoproteína – não tem valor clínico na avaliação das hepatites agudas. A presença de valores elevados, ou progressivamente crescentes, em pacientes portadores de hepatite crônica, em geral indica o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular, sendo por isso utilizada no screening deste tumor do fígado em pacientes cirróticos (Obs: pacientes com hepatite crônica pelo HBV podem desenvolver carcinoma hepatocelular mesmo sem a presença de cirrose hepática).

Hemograma – a leucopenia é habitual nas formas agudas, entretanto muitos casos cursam sem alteração no leucograma. A presença de leucocitose sugere intensa necrose hepatocelular ou a associação com outras patologias. Não ocorrem alterações significativas na série vermelha. A plaquetopenia pode ocorrer na infecção crônica pelo HCV.

TRIAGEM: EXAMES ESPECÍFICOS
Marcadores sorológicos – em caso de hepatite aguda deve-se avaliar a faixa etária do paciente, a história pregressa de hepatites virais ou icterícia e a presença de fatores de risco, como o uso de drogas injetáveis, prática sexual não segura, contato com pacientes portadores de hepatite. Estas informações auxiliarão na investigação. Contudo, deve-se lembrar que não é possível determinar a etiologia de uma hepatite aguda apenas com base em dados clínicos e epidemiológicos (exceto em surtos de hepatite aguda pelo vírus A, que tenham vínculo epidemiológico com um caso confirmado laboratorialmente). Respeitando-se as ressalvas já feitas, recomenda-se em caso de suspeita de hepatite aguda a pesquisa inicial dos marcadores sorológicos: anti-HAV IgM, HBsAg , anti-HBc (total) e anti-HCV* (caso haja justificativa com base na história clínica). A necessidade da pesquisa de marcadores adicionais poderia ser orientada pelos resultados iniciais. Faz parte das boas práticas do laboratório manter acondicionados os espécimes já examinados por, pelo menos, duas semanas após a emissão do laudo, tempo necessário para elucidar eventuais dúvidas ou complementar algum exame referente à amostra.

Hepatite A
Anti-HAV

IgM – a presença deste marcador é compatível com infecção recente pelo HAV, confirmando o diagnóstico de hepatite aguda A. Este marcador surge precocemente na fase aguda da doença, começa a declinar após a segunda semana e desaparece após 3 meses.

Anti-HAV IgG – os anticorpos desta classe não permitem identificar se a infecção é aguda ou se trata de infecção pregressa. Este marcador está presente na fase de convalescença e persiste indefinidamente. É um importante marcador epidemiológico por demonstrar a circulação do vírus em determinada população.

Hepatite B
São marcadores de triagem para a hepatite B: HBsAg e anti-HBc.

HBsAg (antígeno de superfície do HBV) – primeiramente denominado como antígeno Austrália. É o primeiro marcador a surgir após a infecção pelo HBV, em torno de 30 a 45 dias, podendo permanecer detectável por até 120 dias. Está presente nas infecções agudas e crônicas.

Anti-HBc (anticorpos IgG contra o antígeno do núcleo do HBV) – é um marcador que indica contato prévio com o vírus. Permanece detectável por toda a vida nos indivíduos que tiveram a infecção (mesmo naqueles que não cronificaram, ou seja, eliminaram o vírus). Representa importante marcador para estudos epidemiológicos.

Anti-HBc IgM (anticorpos da classe IgM contra o antígeno do núcleo do HBV) – é um marcador de infecção recente, portanto confirma o diagnóstico de hepatite B aguda. Pode persistir por até 6 meses após o início da infecção.

Anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície do HBV) – indica imunidade contra o HBV. É detectado geralmente entre 1 a 10 semanas após o desaparecimento do HBsAg e indica bom prognóstico. É encontrado isoladamente em pacientes vacinados.

HBeAg (antígeno “e” do HBV) – é indicativo de replicação viral e, portanto, de alta infectividade. Está presente na fase aguda, surge após o aparecimento do HBsAg e pode permanecer por até 10 semanas. Na hepatite crônica pelo HBV, a presença do HBeAg indica replicação viral e atividade da doença (maior probabilidade de evolução para cirrose).

Anti-HBe (anticorpo contra o antígeno “e” do HBV) – marcador de bom prognóstico na hepatite aguda pelo HBV. A soroconversão HBeAg para anti-HBe indica alta probabilidade de resolução da infecção nos casos agudos (ou seja, provavelmente o indivíduo não vai se tornar um portador crônico do vírus). Na hepatite crônica pelo HBV a presença do anti-HBe, de modo geral, indica ausência de replicação do vírus, ou seja, menor atividade da doença e, com isso, menor chance de desenvolvimento de cirrose.

Hepatite C
Anti-HCV (anticorpos contra o vírus HCV) – é o marcador de triagem para a hepatite C. Indica contato prévio com o vírus, mas não define se a infecção é aguda, crônica ou se já foi curada. O diagnóstico de infecção aguda só pode ser feito com a viragem sorológica documentada, isto é, paciente inicialmente anti-HCV negativo que converte, tornando-se anti-HCV positivo e HCV-RNA positivo, detectado por técnica de biologia molecular. A infecção crônica deve ser confirmada pela pesquisa de HCV-RNA.

HCV-RNA (RNA do HCV) – é o primeiro marcador a aparecer entre uma a duas semanas após a infecção. É utilizado para confirmar a infecção em casos crônicos, monitorar a resposta ao tratamento e confirmar resultados sorológicos indeterminados, em especial em pacientes imunossuprimidos.

Hepatite D
O marcador sorológico mais usado é o anti-HDV (total). O vírus Delta é um vírus defectivo incompleto que não consegue, por si só, reproduzir seu próprio antígeno de superfície, o qual seria indispensável para exercer sua ação patogênica e se replicar nas células hepáticas.

Hepatite E
A hepatite aguda E é sorologicamente caracterizada por eventual conversão sorológica para anti-HEV ou detecção de anti-HEV IgM.

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

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