Carnaval e DST’s

A preocupação com as doenças sexualmente transmissíveis deve existir o ano todo, mas é durante o Carnaval que as campanhas de conscientização e prevenção se intensificam. O principal foco deve estar no uso de preservativo em todas relações sexuais – seja no sexo vaginal, anal ou oral. 

As principais doenças sexualmente transmissíveis são o HIV, a sífilis, gonorreia, herpes, o HPV, além das hepatites B e C, que também merecem atenção nesse período. Todas podem ser evitadas com o uso de camisinha, principal forma de prevenção, mas existem outros cuidados essenciais.

MANTENHA SUA VACINAÇÃO EM DIA 

Essa dica é válida especialmente quando o assunto é hepatite B e HPV. A vacina quadrivalente, que protege contra o HPV de baixo risco, que causa verrugas anogenitais, e de alto risco, que causa câncer de colo uterino, deve estar em dia. 

NÃO COMPARTILHE OBJETOS ÍNTIMOS 

Maquiagens, tão usadas durante a folia, garrafinhas de água, escovas de dentes, copos, talheres, lâminas, tesouras e outros objetos de uso pessoal podem transmitir a hepatite C.

FIQUE DE OLHO NA HIGIENE DE QUEM VAI BEIJAR

Algumas doenças podem ser transmitidas pela saliva, NÃO É o caso do HIV, sífilis, gonorreia, HPV e hepatites, MAS É o caso da herpes labial ou da candidíase oral, por exemplo. 

CAMISINHA: SUA MAIOR ALIADA 

Antes mesmo de usá-la, é importante deixá-la em um local fresco; nada de colocar no bolso, conferir a data de validade e a possibilidade de rasgos ou defeitos. O clima pode estar quente e a libido lá em cima, mas a camisinha deve ser colocada antes que a relação sexual comece!

Se você transou e a camisinha rasgou, por algum motivo, procure o Gerardo Trindade para realizar o seu teste rápido de sífilis e HIV, só pra não ficar aquela dúvida!

Os efeitos do álcool no organismo

Mais de 3 milhões de pessoas morrem todos os anos pelo uso nocivo de bebidas alcoólicas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Mesmo assim, o número parece não servir de alerta para que a população repense seu consumo. Será?

Antes de qualquer coisa, é importante destacar que não existe dose segura de álcool. Mesmo o consumo esporádico pode causar alterações significativas e quase imediatas na concentração plasmática de alguns metabólitos, por exemplo, glicose, ácido láctico e triglicérides, fora as consequências a médio e longo prazo.

O principal fator de alerta é a rápida absorção do álcool. Assim que você o consome, ele é absorvido pelo estômago e duodeno. Depois disso, cai rapidamente na circulação sanguínea. O fígado passa a ter a difícil missão de metabolizar a substância parcialmente, expelindo pequenas porções através da urina, suor e hálito. Acontece que o que sobra do álcool tem ações em todo organismo, e precisa fazer várias passagens pelo fígado para ser destruído completamente, por assim dizer. Uma taça de vinho, por exemplo, leva aproximadamente uma hora para ser metabolizado. Imagine que você tenha tomado dez taças, serão aproximadamente dez horas com o álcool no sangue. 

QUAIS SÃO OS EFEITOS NOS ÓRGÃOS?

Cérebro

Inicialmente, o etanol (álcool metabolizado) estimula a liberação extra de serotonina. Isso faz com que você fique mais desinibido e relaxado. Ao optar por seguir bebendo, outros neurotransmissores são afetados: o  glutamato e o GABA. Depois disso, você perde a coordenação e o autocontrole. 

Estômago

O álcool que você consome irrita a mucosa do estômago, gerando aquela sensação horrível de enjoo. Por isso, quando o vômito acontece a tendência é que a sensação seja de alívio. A irritação pelas moléculas de etanol tem fim!

Fígado 

Altera a produção de enzimas, mudando o ritmo do metabolismo do álcool consumido, e podendo causar inflamação crônica, hepatite alcoólica e cirrose. 

Rins

Todo mundo sabe que quem bebe tem mais vontade de fazer xixi, mas por que isso acontece? O etanol age na hipófise, uma glândula no cérebro. E é lá que o etanol inibe a produção de um hormônio que controla a absorção de água pelos rins. Isso faz com que haja a diminuição da quantidade de líquido absorvido e aumento da quantidade de urina eliminada.  

Coração

Pelo xixi são liberados minerais importantíssimos, como magnésio e potássio, que ajudam a controlar os batimentos cardíacos. Por isso, o consumo de álcool pode causar alterações no ritmo do coração. 

QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS E EMOCIONAIS A LONGO PRAZO?

Como não existe dose segura de álcool, a longo prazo ocorre uma série de problemas gastrointestinais: úlcera, gastrite, gordura no fígado (esteatose hepática), hepatite, pancreatite, cirrose; neuromusculares: cãibras, perda de força muscular, dormência, distúrbios de coordenação; cardiovasculares: hipertensão, arritmias, aumento do risco de acidente vascular isquêmico; e sexuais: redução da libido, ejaculação precoce, disfunção erétil, infertilidade.

Mas não para por aí. O consumo excessivo a longo prazo também contribui para o surgimento de transtornos mentais, como depressão, ansiedade, demência e psicose. Por quê? O álcool atua como depressor do sistema nervoso central, aumentando os riscos de mudanças de humor e comportamentais, além da depressão. Desinteresse, perda ou ganho de peso, perturbações de sono, alucinações, cansaço, fadiga, dificuldade de raciocínio, memória e concentração podem ocorrer, além de – em casos mais severos – contribuir para pensamentos suicidas. 

COMO DIFERENCIAR O CONSUMO OCASIONAL DO CONSUMO EXCESSIVO?

A principal diferença entre quem bebe ocasionalmente e quem é inclinado a se tornar um alcoólatra está na forma como estabelece limites para consumir álcool. O que isso quer dizer? Algumas pessoas bebem ocasionalmente uma taça de vinho durante o jantar, por exemplo, passam meses sem beber e ainda possuem diversas atividades prazerosas, como exercícios físicos e lazer. Outras, criam uma relação de prazer exclusivo com o álcool e só vão aumentando a dose. Nessa situação, dificilmente conseguem ir a uma festa sem ingerir a substância. Seu padrão de consumo passa a ser constante e descontrolado, comprometendo sua saúde física, mental, familiar e social. 

COMO AJUDAR UM ALCOÓLATRA?

Primeiramente, é importante oferecer seu apoio. Depois, o alcoólatra precisa procurar ajuda médica; com a finalidade de fazer alguns exames e, com orientação do especialista, passar pelo tratamento mais indicado. Quase todos os tratamentos de alcoolismo incluem também um grupo de apoio, formado por alcoólicos anônimos (AA). Os dois juntos potencializam as chances de responder de forma positiva ao tratamento e mudar completamente de vida!

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Por uma infância sem câncer

ESPECIAL: DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA O CÂNCER NA INFÂNCIA

O câncer representa a primeira causa de morte por doença em crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). Os tipos mais comuns são a leucemia, que afeta os glóbulos brancos; seguido do sistema nervoso central (cérebro) e linfoma (sistema linfático).

Até então, não há estudos que evidenciem com certeza as causas ou formas de prevenção. O que se sabe é que alguns estudos pesquisam se uma alteração genética prejudica a forma como algumas substâncias químicas são absorvidas podem predispor a criança à doença, caso ela seja exposta a essas substâncias. Outros estudam a relação entre essas alterações e infecções, que poderiam afetar o sistema imunológico e desencadear a leucemia. Além disso, há pesquisas que associam diversas anormalidades cromossômicas – como na Síndrome de Down – às leucemias agudas. Por isso, a luta contra o câncer na infância deve somatizar todas suas forças na realização do check-up anual. 

Quando ocorre a leucemia há uma alteração muito grande na produção de glóbulos brancos, o que compromete a defesa do organismo. Isso abre as portas para infecções, anemias e hemorragias. 

Imagem:  produção normal de células sanguíneas x
 produção desordenada (leucemia)

A leucemia pode ser classificada em quatro tipos: leucemia aguda, leucemia crônica, leucemia linfoblástica e leucemia mieloblástica. Por outro lado, a leucemia aguda e a linfoblástica são mais comuns em crianças, enquanto a crônica e a mieloblástica são mais comuns em adultos. Abaixo você encontra mais detalhes sobre a definição das leucemias mais frequentes em crianças:

LEUCEMIA AGUDA 

Na leucemia aguda, as células  – ainda imaturas  – se reproduzem muito rapidamente. Essa reprodução desordenada e extremamente rápida é muito agressiva. Os sintomas incluem fadiga, sudorese noturna, dores ósseas e nas articulações, infecções recorrentes e aparecimento de hematomas com facilidade.

LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA

A leucemia linfoblástica afeta as células linfoides, e ocorre quando uma célula de medula óssea desenvolve erros no seu DNA. Os sintomas podem incluir aumento dos gânglios linfáticos, hematomas, febre, dor óssea, sangramento da gengiva e infecções frequentes. 

O check-up anual é fundamental para identificar quaisquer tipos de alterações no organismo da criança, principalmente porque como ele está em desenvolvimento, suas células amadurecem e se multiplicam de forma muito mais veloz do que nos adultos. Dessa forma, o tratamento precisa ser mais intensivo. Por outro lado, as crianças também resistem melhor ao tratamento do que os adultos. 

Um simples hemograma pode identificar o aumento ou diminuição de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas, contribuindo para o início precoce do tratamento. 

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Coronavírus: tudo que você precisa saber sobre o assunto

Nos últimos meses você deve ter acompanhado inúmeras notícias sobre o coronavírus, uma grande família viral conhecida desde meados da década de 1960. Os vírus causam infecções respiratórias em humanos e animais, e um novo agente dessa família ficou conhecido em Dezembro na China, após descoberta de alguns casos. Com a chegada do Carnaval, data festiva em que a circulação de pessoas é muito grande, os cuidados precisam ser retomados!

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são 14,5 mil casos registrados em dezoito países, além de 305 mortes. Esse grande número mobilizou a comunidade científica, que logo foi em busca de formas de prevenção, informações sobre a transmissão e opções de tratamento desse novo tipo de coronavírus (nCoV-2019).

TRANSMISSÃO

A transmissão pode acontecer entre humanos, pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como: gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, e contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos, e também via animal. Entretanto, muito embora esse vírus pareça ter surgido de uma fonte animal na China, o risco nesse momento é em relação a transmissão entre pessoas. Não há  evidência, até o momento, de que qualquer animal no Brasil possa ser fonte de transmissão do novo coronavírus.

PREVENÇÃO E ORIENTAÇÕES

O vírus ainda não chegou ao Brasil, mas existem algumas importantes orientações do Ministério da Saúde em relação a forma de contrair ou transmitir o novo coronavírus. São elas:

– Lavar frequentemente as mãos; 

– Manter os ambientes bem ventilados; 

– Evitar o contato com pessoas que têm infecções respiratórias agudas ou que demonstrem sinais da doença; 

– Cobrir o nariz e a boca depois de tossir ou espirrar; 

– Usar lenço descartável para higiene nasal; 

– Não compartilhar objetos pessoais, como pratos, talheres, copos e garrafas; 

– Evitar contato com animais selvagens ou doentes em fazendas ou criações. 

COMO O BRASIL ESTÁ SE PREPARANDO?

Diversas ações foram tomadas pelo Governo Federal para monitorar e aprimorar a capacidade do nosso país atuar em caso de episódios do coronavírus. Além de adotar as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Governo também está de prontidão para notificação de áreas, portos, aeroportos, fronteiras e secretarias. 

SINTOMAS

As manifestações clínicas do novo coronavírus são, principalmente, respiratórias e muito semelhantes a um resfriado, ou seja, tosse, dificuldade para respirar, febre e, em alguns casos, pneumonias.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito através de um exame que detecta o RNA viral. O teste aqui no Brasil será disponibilizado em uma semana pelo DB (Diagnósticos do Brasil).

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A importância de manter o peso corporal adequado

ESPECIAL | DIA MUNDIAL CONTRA O CÂNCER

Manter o peso adequado é o primeiro passo para uma vida mais saudável. Não é difícil imaginar o porquê, o excesso de peso está ligado ao surgimento de diversas doenças, como diabetes, hipertensão e o câncer. 

Quando o assunto é câncer, a balança pesa e muito. O excesso de gordura desencadeia um processo inflamatório crônico e acelera a produção de hormônios nocivos às células. Essa dinâmica pode provocar ou acelerar o surgimento do câncer.  Além da inflamação crônica, os especialistas destacam processos biológicos que explicam essa relação, mais especificamente no caso da obesidade:

Morte das células: esse processo, também chamado de apoptose celular, é natural. por outro lado, estudos revelam que a obesidade pode desregular essa dinâmica. Isso acaba contribuindo para que células disfuncionais continuem no organismo.

Secreções pró-inflamatórias: o excesso de peso contribui para o surgimento de secreções  pró-inflamatórias. Elas, por sua vez, promovem o crescimento de células com perfil mais cancerígeno.

Aumento de vasos sanguíneos: a obesidade contribui para o crescimento de vasos sanguíneos num processo conhecido como angiogênese. Não para por aí, os tumores acabam usando os novos vasos sanguíneos para ganhar espaço. 

Imagem: angiogênese

Excesso de gordura abdominal: esse é um dos fatores que mais contribuem para o câncer. No abdômen existem dois tipos de gordura: a subcutânea, que dá uma aparência mais flácida à pele, e a visceral, localizada entre os órgãos. A visceral é a mais perigosa, porque é como se essa gordura virasse um órgão endócrino, capaz de produzir hormônios.

Mudança na microbiota intestinal: o excesso de peso provoca também uma mudança no perfil das bactérias do trato intestinal, favorecendo inflamações.

Níveis elevados de hormônios sexuais: um peso inadequado favorece a produção desregulada de hormônios sexuais. O estrogênio, hormônio feminino, por exemplo, está associado a um maior número de casos de câncer de mama.   

O sobrepeso e obesidade estão relacionados a diversos tipos de câncer: esôfago, estômago, vesícula, fígado, intestino (cólon e reto), mama, ovário, endométrio, tireoide e próstata são alguns deles. 

Assim como o câncer e outras doenças, a obesidade é multifatorial. Histórico familiar, estilo de vida e fator psicológico são alguns dos fatores determinantes. Por isso, o primeiro passo é identificar o nível de sobrepeso, avaliar a condição nutricional e consultar um especialista para uma avaliação completa. 

COMO MANTER O PESO ADEQUADO? 

✅ ALIMENTAÇÃO

– Consuma alimentos fontes de proteínas magras e carboidratos integrais;

– Evite o consumo de gorduras ruins: saturada e trans; dê preferência para alimentos fontes de gorduras saudáveis: abacate, azeite, oleaginosas;

– Consuma sal e açúcar de forma moderada, dando preferência às ervas;

– Aumente a ingestão de água durante o dia e no intervalo entre as refeições;

– Evite o consumo de industrializados ricos em calorias, gorduras, açúcares, sal, cafeína e conservantes;

– Planeje suas refeições;

– Tenha em mente que nenhum alimento é proibido, mas cada escolha influenciará na sua saúde mesmo que a longo prazo;

– Respeite os sinais de fome e saciedade.

✅ EXERCÍCIOS FÍSICOS

Muitas pessoas deixam de praticar atividades físicas com a justificativa de que falta tempo ou alguma modalidade que realmente desperte interesse. 

Você pode não apreciar a musculação, por exemplo, ou o próprio ambiente de academia. Por outro lado, pode sentir um tremendo bem-estar caminhando antes da jornada de trabalho, fazendo yoga ou andando de bike. Se correr faz com que você sinta prazer, corra. Se é a dança, dance; e assim por diante. Só não pode é ficar parado!

Estudos recentes têm demonstrado que o exercício aumenta a oferta de oxigênio ao coração e aos músculos, altera o metabolismo da glicose e promove a formação de novos vasos sanguíneos, facilitando – no caso daqueles que lutam contra o câncer – a penetração dos quimioterápicos e da radioterapia nas células situadas no interior da massa tumoral*. Isso só reforça a necessidade de realizar algum tipo de atividade física regularmente como forma de prevenção e para impedir o avanço da doença. 

Adotar um estilo de vida saudável é a única forma de prevenir o câncer, isso inclui manter a balança e a alimentação como aliadas!

Se você encontra dificuldades para manter o peso adequado, procure ajuda profissional! E lembre-se: manter os exames em dia é fundamental para avaliar o seu estado geral de saúde.

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*Fonte: Sociedade Americana de Oncologia. 

Hanseníase: conhecer para combater

Durante o mês de Janeiro, também chamado de “Janeiro Roxo”, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), junto com o Departamento de Hanseníase e a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), promovem campanhas e ações educativas para a população, reforçando o compromisso em controlar a doença, oferecendo diagnóstico e tratamento corretos.

As campanhas têm o objetivo de chamar a atenção da sociedade e das autoridades de saúde sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado, além de difundir informações e desfazer preconceitos que tanto prejudicam o diagnóstico precoce da doença. Após perceber os sintomas, é importante que se busque o tratamento adequado, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

AFINAL, O QUE É HANSENÍASE?

A hanseníase, que um dia já foi chamada de lepra, está entre as doenças ditas negligenciadas, que acometem as populações mais pobres do planeta. A Índia ocupa o primeiro lugar em números de casos, mas o Brasil vem logo atrás, na segunda posição. 

A imagem negativa da doença remonta aos tempos bíblicos, quando ela causava incapacidades físicas estigmatizantes. Porém, essa visão não corresponde à realidade atual, onde já existe tratamento eficaz e cura.

COMO SE PEGA?

É uma infecção causada pela bactéria Mycobacterium leprae. O contágio ocorre por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente da forma transmissora (multibacilar), que não se encontra em tratamento, por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. Tocar a pele do paciente não transmite a hanseníase. Cerca de 90% da população tem defesa contra a doença, assim poucas pessoas que entram em contato com indivíduos não tratados, de fato, adoecem. 

O tempo entre a aquisição da doença e da manifestação dos sintomas, pode variar de 6 meses a 5 anos. A maneira como a hanseníase se manifesta varia de acordo com a genética de cada pessoa. 

A doença atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Podem surgir manchas brancas, avermelhadas ou acobreadas que podem se elevar, além de caroços. A principal característica das lesões é a diminuição de sensibilidade ao calor, ao frio e à dor. Podem também, ocorrer formigamentos e diminuição de força em mãos e pés.

COMO É REALIZADO O TRATAMENTO?

O tratamento é gratuito e realizado pelo SUS em todo território nacional, podendo durar de 6 a 12 meses. Após o início da terapia, não é necessária nenhuma medida higiênica ou de isolamento domiciliar, como separação de talheres, etc. 

A hanseníase tem cura e quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, menor o risco de sequelas. É importante ficar atento aos sinais e sintomas e procurar assistência médica o mais rápido possível. 

Imagem: como não se pega hanseníase

Compulsão alimentar: como fugir das armadilhas da gula

Você já descontou algum tipo de estresse ou frustração na comida? Esse comportamento merece atenção, principalmente porque pode acabar se tornando um hábito e, mais especificamente, um quadro de compulsão alimentar. 

Alguns sinais que merecem atenção são: comer muito mais rápido que o normal, comer em grandes quantidades ou abrir a geladeira no meio da noite mesmo sem fome , comer escondido ou até se sentir desconfortável fisicamente, sentir culpa ou vergonha depois do episódio. 

A vida é para ser vivida! Por outro lado, é preciso que haja parcimônia no consumo exagerado de alimentos, principalmente quando ele é provocado por impulsos. Como notar isso? A fome não é específica e pode provocar sensações físicas, como o estômago roncando, por exemplo. Já o desejo ou impulso provocado pela compulsão alimentar costuma ser específico, não depende do tempo que você se alimentou, ou seja, você pode ter acabado de almoçar e sentir vontade de comer alguma coisa, mesmo sem fome. 

Confira algumas dicas para dar fim à compulsão alimentar! 

Entenda o motivo por trás do impulso 

Da próxima vez que você sentir um forte desejo por algum alimento, mesmo depois de ter se alimentado, procure entender o motivo por trás dele. A razão, geralmente, está associada a sentimentos como tristeza, raiva, mágoa ou frustração. 

Não pule refeições

A correria é um dos principais motivos para que as pessoas tenham esse hábito. Acontece que pular refeições altera a glicemia e provoca mais compulsão na refeição seguinte! 

Priorize alimentos ricos em fibra

Alimentos ricos em fibra, como alface, couve, agrião, rúcula, acelga, abacate, ameixa, caqui, maçã, mamão, aveia, linhaça e farelo de trigo ajudam na saciedade e evitam episódios de compulsão alimentar. 

Beba bastante água 
Além de regular funções importantes no organismo e contribuir para o seu bem-estar, a água também controla a fome e o desejo. Então já sabe, né? Tenha sempre com você uma garrafinha de água e encha ao longo do dia!

Pratique algum tipo de atividade física regularmente 

Os exercícios físicos controlam os níveis de glicose e insulina, liberam os chamados hormônios da felicidade, como endorfina, ocitocina, serotonina e dopamina, além de ajudarem no combate de ansiedade, tristeza e depressão, aliadas da compulsão alimentar. 

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Vegetarianismo e saúde: check-up

Em apenas seis anos, o número de pessoas vegetarianas quase dobrou no Brasil. É o que apontou uma pesquisa feita pelo Ibope no início de 2019. Os motivos para não ingerir nenhum tipo de carne – boi, ave, peixe e frutos do mar – são diversos, dentre eles: filosofia e ética (causa animal e ambiental), religião, estilo de vida, entre outros. 

Para evitar dores de cabeça relacionadas a sua saúde é bom ficar de olho no que você coloca no prato e, é claro, na sua rotina de exercícios físicos. Vale mencionar que o vegetarianismo só faz sentido quando a intenção é ser mais saudável do que antes. Por isso, nada de substituir a carne por frituras e queijos a perder de vista. 

PARA UMA DIETA VEGETARIANA SAUDÁVEL

Conhecer os grupos de alimentos e combiná-los para melhorar a obtenção dos nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo é muito importante, principalmente ao optar pela dieta vegetariana. No seu prato deve constar 50% de legumes e verduras, 25% de feijões e castanhas e 25% de cereais, como orienta a Sociedade Brasileira de Vegetarianismo (SBV).  Conheça os grupos de alimentos:

CEREAIS – arroz, trigo, centeio, milho, aveia, quinua, amaranto e produtos feitos com eles, como pães, massas de tortas, macarrão, entre outros.

LEGUMINOSAS – todas as variedades de feijões, grão-de-bico, soja (de preferência, na forma de tofu), lentilhas, ervilhas, favas e assemelhados. 

OLEAGINOSAS – nozes, amêndoas, castanhas, pistache, macadâmia e sementes (girassol, abóbora, gergelim, linhaça, entre outras). 

AMILÁCEOS – inhame, batata, cará, mandioca, batata doce, entre outros. 

LEGUMES – abobrinha, chuchu, pimentão, berinjela, cogumelos, entre outros.

VERDURAS – couve, rúcula, agrião, brócolis, mostarda, escarola, alface, taioba, algas e muitas outras. 

FRUTAS – opte sempre pelas frutas da estação; 

ÓLEOS – azeite de oliva e óleos de soja, girassol, linhaça, entre outros.

Alguns vegetarianos ainda excluem de sua alimentação não apenas a carne, mas qualquer alimento de origem animal: leite e derivados. Como em qualquer estilo de vida é importante que haja acompanhamento médico, e isso passa pelo check-up anual para avaliar o estado geral de saúde! Confira os principais exames indicados:

Vale lembrar que toda decisão que possa influenciar na sua saúde precisa de orientação médica. Por isso, consultar profissionais como nutricionistas ou nutrólogos pode ajudá-lo a passar pela transição alimentar sem surpresas negativas! 

Além disso, é importante ficar atento aos sinais do corpo: fadiga ou sensação de cansaço (físico ou mental), ganho ou perda de peso, distúrbios no sono, depressão, pouco apetite sexual, falta de concentração e dores de cabeça frequentes podem indicar alguma deficiência que precisa ser rapidamente resolvida!

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Verão: dengue, zika e chikungunya

A incidência de insetos aumenta muito com a chegada do verão, principalmente associada ao acúmulo de água parada em diversos recipientes por causa da chuva. Por isso, é importante ficar de olho nos focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya – o Aedes Aegypti – evitando sua proliferação. 

O clima quente e úmido é perfeito para sua reprodução, assim como locais com água limpa e parada. A cada três dias, são colocados cerca de 40 ovos de uma só vez. Após 7 dias como larva, o Aedes atinge sua maturidade. De cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas, ele voa a uma altura de 1,5 metros e seu maior horário de atividade é no início da manhã e no final da tarde. A fêmea pica o hospedeiro infectado e leva o vírus na saliva. Por isso, apenas ela transmite o vírus. 

*Dando fim aos focos do mosquito

– Não deixe água parada em nenhum recipiente, como garrafas, sacos plásticos e embalagens diversas;

– Se você for apegado às suas plantinhas, basta colocar areia fina na borda de seu pratinho. Se elas acumularem água é importante usar uma colher de sopa para um litro de água em sua base, pelo menos, duas vezes por semana, tirando a água acumulada nas folhas;

– Tampe e lave bem sua caixa d’água, poço, cisternas, jarras e filtros;

– Se você precisa guardar pneus velhos, por algum motivo, guarde-os em um local coberto; 

– Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechada;

– Limpe as calhas e a laje da sua casa sempre que notar o acúmulo de água;

– Mantenha a água da piscina sempre tratada com cloro, fazendo a limpeza uma vez por semana. Caso não a utilize, use uma lona para cobrir sua superfície!

*De olho nos sintomas 

A dengue, zika e chikungunya possuem sintomas similares, mas existem algumas diferenças:

Reprodução: Ministério da Saúde

*Diagnóstico laboratorial

O diagnóstico laboratorial irá depender da fase da doença. No início da virose – do dia 1º até o 4º dia –  são pesquisados os possíveis vírus que estão causando a doença. Nessa fase, o organismo ainda não produziu anticorpos suficientes para serem detectados pelos exames sorológicos. Por diagnóstico molecular é possível diferenciar e isolar o vírus que está causando os sintomas. No caso específico de suspeita de dengue existe outro exame – NS1 – que pesquisa uma proteína do vírus, realizado por imunocromatografia. 

Após o 6º dia do início dos sintomas, o organismo já produz anticorpos suficientes para serem detectados nos testes sorológicos e a quantidade de vírus no organismo cai a taxas indetectáveis. 

Além disso, é importante que sejam realizados hemogramas diários para acompanhar a contagem de plaquetas. Se houver uma diminuição drástica destas poderá haver perigo de hemorragias graves, principalmente em casos de reinfecção pelo vírus da dengue.

*Prevenindo complicações

Durante o período febril é importante tomar alguns cuidados, como fazer repouso de 5 a 7 dias após os sintomas; usar apenas medicamentos indicados pelo seu médico e evitar o uso de anti-inflamatórios, já que eles aumentam o risco de sangramento no caso da dengue. Se você utiliza algum de forma regular é importante informar ao médico! Além disso, é fundamental prevenir a desidratação, ingerindo soros de hidratação industrializados, água, sucos, chás e água de coco.

O período de chuvas no verão reforça a necessidade de não apenas prevenir os focos do mosquito, como conversar e conscientizar vizinhos, colegas, amigos e familiares para que eles façam o mesmo! 

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Seja a mudança de ano novo que você deseja

A chegada de um novo ano vem sempre acompanhada de muitas expectativas, desejos, sonhos e projetos. Que coisa boa, né? Afinal, significa um presentão: 365 novas oportunidades para realizar tudo isso!

Existem muitas formas de começar o ano, mas o mais bacana é fazer um planejamento de tudo que você pretende realizar. Ao fazer isso, você evita que essas mudanças fiquem apenas no papel. Preparamos algumas dicas pra ajudá-lo nessa empreitada, principalmente em relação a mudança de estilo de vida:

*Priorize seu tempo

Muitas pessoas justificam os maus hábitos pela falta de tempo. Se esse for o seu caso, que tal priorizar suas tarefas e compromissos? Não é fácil, de fato, mas com um pouquinho de dedicação e esforço você certamente conseguirá ter tempo para o que planejou. Por exemplo, é muito comum que as pessoas não façam um check-up anual, mesmo sabendo sua importância na prevenção, diagnóstico e rastreio de doenças, mas ao pensar racionalmente sobre o tempo gasto com esses exames: um diazinho no mês e no ano, menos de 1h, será mesmo que não há tempo hábil para tal? Às vezes, parar e refletir é a maneira mais eficiente de priorizar o tempo, um elemento tão importante no mundo moderno e fundamental para cuidar da nossa saúde. 

*Faça uma lista de todos os benefícios 

A principal forma de enxergar o que você ganha com as mudanças é fazendo uma lista de todos os benefícios. Dessa forma, se você quer ter uma alimentação melhor, abandonar a preguiça, a falta de foco, o sedentarismo, o cigarro e o álcool, por exemplo; sair do lugar de vítima, o famoso ‘mas eu não consigo’, e levar uma vida cuidando mais do seu corpo e mente, faça uma listinha. Você vai se surpreender listando todos os benefícios e, muito provavelmente, encontrará o impulso necessário para começar a mudança! 

* Estabeleça metas realistas 

Quem nunca começou o ano com uma lista de metas intangível, pelo menos num primeiro momento, que atire a primeira pedra. Pois é, todo mundo tem telhado de vidro. Acontece que depois de tantas listas feitas e quase ou nenhuma mudança realizada, você percebe que algo precisa ser feito. Por isso, ao pensar nas mudanças que você deseja é importante que você seja realista. Por exemplo, se você bebe refrigerante todos os dias; comece a diminuir gradativamente a quantidade. Perceba os sinais do seu corpo, note as mudanças no seu bem-estar, até que você não sinta mais falta. Não é uma regra, mas é bem mais eficiente do que o ‘começo na segunda’.

*Seja persistente 

Toda mudança é difícil no início, mas cabe a você lembrar constantemente dos motivos pelos quais tomou a decisão de melhorar sua alimentação, trocar fins de semana no sofá por uma caminhada na vizinhança, largar um vício, começar aquele curso que há muito tempo você vinha querendo fazer, as possibilidades são infinitas. Acredite em você e a mudança acontecerá!

*Busque apoio 

Se mudar exige esforço, dedicação e empenho, podemos dizer que também pede apoio e cumplicidade de amigos e familiares. É sempre bom ouvir uma palavra amiga, independente do desejo de mudança. 

O que você pretende mudar no seu estilo de vida em 2020? Responda nos comentários e conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde! 


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