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DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA AS HEPATITES: TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER

Estamos no Julho Amarelo, o mês de prevenção e controle das hepatites virais. Amarelo porque é a cor que geralmente o infectado fica quando a doença se manifesta.

As hepatites virais atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Segundo o Ministério da Saúde, o impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às do HIV e da tuberculose.

COMO SE PREVENIR?

  • Lave bem as mãos antes das refeições e após usar o banheiro;
  • Lave e cozinhe bem os alimentos;
  • Não tome banho em riachos perto de esgoto aberto;
  • Use preservativos em todas as relações sexuais;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como alicates de unha e barbeadores;
  • Não compartilhe nenhum objeto que possa ter tido contato com sangue, como seringas e agulhas;
  • Vacine-se!

FORMAS DE TRANSMISSÃO

As hepatites virais podem ser classificadas em dois grupos: o grupo de transmissão fecal-oral (HAV e HEV) tem seu mecanismo de transmissão ligado a condições de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. A transmissão percutânea (inoculação acidental) ou parenteral (transfusão) dos vírus A e E é muito rara, devido ao curto período de viremia dos mesmos. O segundo grupo (HBV, HCV, e HDV) possui diversos mecanismos de transmissão, como o parenteral, sexual, compartilhamento de objetos contaminados (agulhas, seringas, lâminas de barbear, escovas de dente, alicates de manicure), utensílios para colocação de piercing e confecção de tatuagens e outros instrumentos usados para uso de drogas injetáveis e inaláveis. Há também o risco de transmissão através de acidentes perfurocortantes, procedimentos cirúrgicos e odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança.

Hoje, após a triagem obrigatória nos bancos de sangue (desde 1978 para a hepatite B e 1993 para a hepatite C), a transmissão via transfusão de sangue e hemoderivados é relativamente rara. A transmissão por via sexual é mais comum para o HBV que para o HCV. Na hepatite C poderá ocorrer a transmissão principalmente em pessoa com múltiplos parceiros, co-infectada com o HIV, com alguma lesão genital (DST), alta carga viral do HCV e doença hepática avançada. Os vírus das hepatites B, C e D possuem também a via de transmissão vertical (da mãe para o bebê). Geralmente, a transmissão ocorre no momento do parto, sendo a via transplacentária incomum. A transmissão vertical do HBV ocorre em 70% a 90% dos casos de mães com replicação viral (HBeAg positivas); nos casos de mães sem replicação viral (HBeAg negativas) a probabilidade varia entre 30% a 50% – o que não altera a conduta a ser adotada para a criança (vacinação e imunoglobulina nas primeiras doze horas de vida). Na hepatite C, a transmissão vertical é bem menos frequente, podendo ocorrer em aproximadamente 6% dos casos. Entretanto, se a mãe for co-infectada com o HIV, este percentual sobe para até 17%. A transmissão vertical não tem importância para os vírus A e E.

As vacinas para hepatites A e B estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e são eficazes na prevenção das doenças. Você já tomou as duas? Confira seu cartão de vacinação e fique em dia com a sua saúde!

Manter seus exames em dia é tão importante quanto manter o seu cartão de vacinação atualizado, já que nem sempre as hepatites virais apresentam sintomas.

TRIAGEM: EXAMES INESPECÍFICOS
Aminotransferases (transaminases – a aspartato aminotransferase (AST/TGO) e a alanino aminotransferase (ALT/TGP) são marcadores de agressão hepatocelular. Nas formas agudas, chegam a atingir, habitualmente, valores até 25 a 100 vezes acima do normal, embora alguns pacientes apresentem níveis bem mais baixos, principalmente na hepatite C. Em geral, essas enzimas começam a elevar-se uma semana antes do início da icterícia e normalizam-se em cerca de três a seis semanas de curso clínico da doença. Nas formas crônicas, na maioria das vezes não ultrapassam 15 vezes o valor normal e, por vezes, em indivíduos assintomáticos, é o único exame laboratorial sugestivo de doença hepática.

Bilirrubinas – elevam-se após o aumento das aminotransferases e, nas formas agudas, podem alcançar valores 20 a 25 vezes acima do normal. Apesar de haver aumento tanto da fração não-conjugada (indireta) quanto da conjugada (direta), esta última apresenta-se predominante. Na urina pode ser detectada precocemente, antes mesmo do surgimento da icterícia.

Proteínas séricas – normalmente, não se alteram nas formas agudas. Nas hepatites crônicas e cirrose, a albumina apresenta diminuição acentuada e progressiva.

Fosfatase alcalina – pouco se altera nas hepatites por vírus, exceto nas formas colestáticas, quando se apresenta em níveis elevados. Devido à presença normalmente aumentada da fração osteoblástica dessa enzima durante o período de crescimento, esse aspecto deve ser considerado no acompanhamento de crianças e adolescentes.

Gama-glutamiltransferase (GGT) – é a enzima mais relacionada aos fenômenos colestáticos, sejam intra e/ou extra-hepáticos. Em geral, há aumento nos níveis da GGT em icterícias obstrutivas, hepatopatias alcoólicas, hepatites tóxico-medicamentosas, tumores hepáticos. Ocorre elevação discreta nas hepatites virais, exceto nas formas colestáticas.

Atividade de protrombina – nas formas agudas benignas esta prova sofre pouca alteração, exceto nos quadros de hepatite fulminante. Nos casos de hepatite crônica, o alarga- Hepatites Virais Secretaria de Vigilância em Saúde / MS 415 H 6 mento do tempo de protrombina indica a deterioração da função hepática e em associação com alguns outros fatores clínicos e laboratoriais (encefalopatia, ascite, aumento de bilirrubina, queda da albumina) compõem a classificação de Child (um importante e prático meio de avaliar o grau de deterioração da função hepática, além de um marcador prognóstico).

Alfafetoproteína – não tem valor clínico na avaliação das hepatites agudas. A presença de valores elevados, ou progressivamente crescentes, em pacientes portadores de hepatite crônica, em geral indica o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular, sendo por isso utilizada no screening deste tumor do fígado em pacientes cirróticos (Obs: pacientes com hepatite crônica pelo HBV podem desenvolver carcinoma hepatocelular mesmo sem a presença de cirrose hepática).

Hemograma – a leucopenia é habitual nas formas agudas, entretanto muitos casos cursam sem alteração no leucograma. A presença de leucocitose sugere intensa necrose hepatocelular ou a associação com outras patologias. Não ocorrem alterações significativas na série vermelha. A plaquetopenia pode ocorrer na infecção crônica pelo HCV.

TRIAGEM: EXAMES ESPECÍFICOS
Marcadores sorológicos – em caso de hepatite aguda deve-se avaliar a faixa etária do paciente, a história pregressa de hepatites virais ou icterícia e a presença de fatores de risco, como o uso de drogas injetáveis, prática sexual não segura, contato com pacientes portadores de hepatite. Estas informações auxiliarão na investigação. Contudo, deve-se lembrar que não é possível determinar a etiologia de uma hepatite aguda apenas com base em dados clínicos e epidemiológicos (exceto em surtos de hepatite aguda pelo vírus A, que tenham vínculo epidemiológico com um caso confirmado laboratorialmente). Respeitando-se as ressalvas já feitas, recomenda-se em caso de suspeita de hepatite aguda a pesquisa inicial dos marcadores sorológicos: anti-HAV IgM, HBsAg , anti-HBc (total) e anti-HCV* (caso haja justificativa com base na história clínica). A necessidade da pesquisa de marcadores adicionais poderia ser orientada pelos resultados iniciais. Faz parte das boas práticas do laboratório manter acondicionados os espécimes já examinados por, pelo menos, duas semanas após a emissão do laudo, tempo necessário para elucidar eventuais dúvidas ou complementar algum exame referente à amostra.

Hepatite A
Anti-HAV

IgM – a presença deste marcador é compatível com infecção recente pelo HAV, confirmando o diagnóstico de hepatite aguda A. Este marcador surge precocemente na fase aguda da doença, começa a declinar após a segunda semana e desaparece após 3 meses.

Anti-HAV IgG – os anticorpos desta classe não permitem identificar se a infecção é aguda ou se trata de infecção pregressa. Este marcador está presente na fase de convalescença e persiste indefinidamente. É um importante marcador epidemiológico por demonstrar a circulação do vírus em determinada população.

Hepatite B
São marcadores de triagem para a hepatite B: HBsAg e anti-HBc.

HBsAg (antígeno de superfície do HBV) – primeiramente denominado como antígeno Austrália. É o primeiro marcador a surgir após a infecção pelo HBV, em torno de 30 a 45 dias, podendo permanecer detectável por até 120 dias. Está presente nas infecções agudas e crônicas.

Anti-HBc (anticorpos IgG contra o antígeno do núcleo do HBV) – é um marcador que indica contato prévio com o vírus. Permanece detectável por toda a vida nos indivíduos que tiveram a infecção (mesmo naqueles que não cronificaram, ou seja, eliminaram o vírus). Representa importante marcador para estudos epidemiológicos.

Anti-HBc IgM (anticorpos da classe IgM contra o antígeno do núcleo do HBV) – é um marcador de infecção recente, portanto confirma o diagnóstico de hepatite B aguda. Pode persistir por até 6 meses após o início da infecção.

Anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície do HBV) – indica imunidade contra o HBV. É detectado geralmente entre 1 a 10 semanas após o desaparecimento do HBsAg e indica bom prognóstico. É encontrado isoladamente em pacientes vacinados.

HBeAg (antígeno “e” do HBV) – é indicativo de replicação viral e, portanto, de alta infectividade. Está presente na fase aguda, surge após o aparecimento do HBsAg e pode permanecer por até 10 semanas. Na hepatite crônica pelo HBV, a presença do HBeAg indica replicação viral e atividade da doença (maior probabilidade de evolução para cirrose).

Anti-HBe (anticorpo contra o antígeno “e” do HBV) – marcador de bom prognóstico na hepatite aguda pelo HBV. A soroconversão HBeAg para anti-HBe indica alta probabilidade de resolução da infecção nos casos agudos (ou seja, provavelmente o indivíduo não vai se tornar um portador crônico do vírus). Na hepatite crônica pelo HBV a presença do anti-HBe, de modo geral, indica ausência de replicação do vírus, ou seja, menor atividade da doença e, com isso, menor chance de desenvolvimento de cirrose.

Hepatite C
Anti-HCV (anticorpos contra o vírus HCV) – é o marcador de triagem para a hepatite C. Indica contato prévio com o vírus, mas não define se a infecção é aguda, crônica ou se já foi curada. O diagnóstico de infecção aguda só pode ser feito com a viragem sorológica documentada, isto é, paciente inicialmente anti-HCV negativo que converte, tornando-se anti-HCV positivo e HCV-RNA positivo, detectado por técnica de biologia molecular. A infecção crônica deve ser confirmada pela pesquisa de HCV-RNA.

HCV-RNA (RNA do HCV) – é o primeiro marcador a aparecer entre uma a duas semanas após a infecção. É utilizado para confirmar a infecção em casos crônicos, monitorar a resposta ao tratamento e confirmar resultados sorológicos indeterminados, em especial em pacientes imunossuprimidos.

Hepatite D
O marcador sorológico mais usado é o anti-HDV (total). O vírus Delta é um vírus defectivo incompleto que não consegue, por si só, reproduzir seu próprio antígeno de superfície, o qual seria indispensável para exercer sua ação patogênica e se replicar nas células hepáticas.

Hepatite E
A hepatite aguda E é sorologicamente caracterizada por eventual conversão sorológica para anti-HEV ou detecção de anti-HEV IgM.

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Gripe, resfriado ou covid-19: a importância da vacinação e testagem na diferenciação e prevenção das viroses

Gripe, resfriado e covid-19 por muitas vezes podem ser confundidas, porém são doenças distintas. A gripe é uma infecção viral do aparelho respiratório provocada pelo vírus influenza, que ataca os pulmões, o nariz e a garganta e pode evoluir para uma pneumonia. Assim como em casos de infecções causadas pelo vírus SARS COV2, os sintomas incluem febre, calafrios, tosse, dores de cabeça e fadiga. Por isso, as doenças podem ser facilmente confundidas. Tanto a gripe e a covid-19 podem evoluir para formas mais graves em algumas populações específicas, como idosos e imunodeprimidos, por exemplo. Já o resfriado causado por rinovírus, que também apresenta sintomas respiratórios, tem evolução benigna e sem sequelas.

Desde sempre a vacinação é necessária para o controle e contenção de doenças graves, além de um direito fundamental social que está previsto na Constituição Federal. Quando o assunto é gripe, resfriado e covid-19 não podemos nos descuidar, ainda mais no inverno. Em relação à vacina contra a gripe – causada pelo vírus influenza –, por exemplo, uma das mais seguras e eficientes no quesito de prevenção, estudos demonstram que ela reduz entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da doença. Já a vacinação contra a covid-19 mostrou a sua eficiência ao reduzir em poucos meses a internação e morte de pessoas idosas. Por isso, a vacinação contra os vírus influenza e SARS COV2 – disponíveis na rede pública – são essenciais na prevenção individual da gripe e covid-19 e redução da circulação do vírus na comunidade, o que reduz drasticamente o número de internações hospitalares e mortes na população brasileira.

Confira no quadro a seguir as diferenças entre os sintomas da covid-19, do resfriado e da gripe:

Testagem para COVID-19 e influenza

A testagem e identificação viral é tão essencial quanto a vacinação no controle da covid-19, porque são estratégias comprovadamente eficazes, já que tornam possível a identificação da pessoa contaminada e seu isolamento dos demais para evitar a disseminação do vírus. Existem dois testes indicados para suspeita de infecção/doença pelo vírus SARS COV2, ambos são feitos pela inoculação de swab na mucosa nasal e identificam se a pessoa é portadora do vírus ou não no momento da coleta: RT-PCR e pesquisa de antígeno viral. A diferença entre os testes é o alvo pesquisado para identificar a presença do vírus: o RT-PCR pesquisa a presença do RNA viral e o teste do antígeno pesquisa a proteína nucleocapsídeo. A sensibilidade do RT-PCR é maior que o teste do antígeno e consegue detectar a infecção em um estágio mais inicial, porém, a liberação do resultado é um pouco mais demorado que do teste do antígeno, que é liberado em até 30 minutos após a coleta do material.

Já os testes sorológicos para covid-19 pesquisam a presença de anticorpos específicos contra o vírus. Estes testes não são indicados para confirmação de infecção e sim para verificação do estado imunológico, ou seja, se o organismo reagiu ou não ao vírus e em qual proporção. Normalmente, são pesquisados de forma isolada os anticorpos IgM (produzidos no início da infecção) e IgG (produzidos mais tardiamente e que permanecem como marcadores de proteção no organismo). Outros anticorpos – como o IgA – não tem tanto significado clínico e não são habitualmente pesquisados de forma isolada. Existem diversos testes sorológicos disponíveis no Gerardo Trindade, porém, três se destacam por sua indicação clínica e qualidade técnica:

  • pesquisa quantitativa de anticorpos anti-nucleocapsídeo (N) por fluorometria
  • pesquisa quantitativa de anticorpos anti-RBD por quimioluminescência
  • pesquisa quantitativa de anticorpos neutralizantes por quimioluminescência

Além dos testes específicos para covid-19, existe um teste específico para detectar a presença dos subtipos específicos do vírus da gripe que podem causar sintomas mais graves, como os tipos A e B, subtipos A-H1N1 e A-H3N2. O teste é feito pela inoculação de swab na mucosa nasal e identifica a presença do vírus, podendo ser feito em paralelo ao teste do antígeno ou RT-PCR para covid-19 para diferenciar as duas infecções.

Confira nas tabelas a seguir a indicação dos testes disponíveis para covid-19 e influenza no Gerardo Trindade e o prazo de liberação dos resultados:

Faça sua parte, vacine-se quando chegar a sua vez. Não se descuide, use máscara, mantenha o distanciamento e higienize sempre as mãos, faça por você, pela sua família, pelos seus amigos e por todos os demais!

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Vacinas para covid-19: entenda como irão funcionar os diversos tipos em desenvolvimento

Todos os anos, as vacinas impedem cerca de 2 a 3 milhões de mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde o ano passado pessoas do mundo inteiro estão ansiosas pela vacinação da covid-19. 

Atualmente, temos quatro vacinas em teste no Brasil. Entretanto, vale reforçar que isso não significa que as máscaras poderão ir para o lixo tão cedo. Cientistas alertam que o uso de máscaras e os cuidados, já amplamente divulgados, devem continuar!

Imagem: mapa de vacinas em teste no Brasil: Ministério da Saúde 

Essas quatro vacinas foram autorizadas pela Anvisa para desenvolvimento no país, após avaliação das condições de resposta às necessidades regulatórias, no caso de eventual registro no futuro, e à segurança dos participantes envolvidos. Vale ressaltar que,  quando o desenvolvimento clínico de uma vacina é inteiramente conduzido no exterior, não há a obrigatoriedade da anuência prévia, por parte da Anvisa, aos estudos clínicos. Porém, o registro permanece sendo necessário.  

No quadro apresentado, é possível observar que algumas das vacinas preveem transferência de tecnologia. Essa questão é importante para que a produção da vacina seja completamente internalizada e se torne nacional. Ou seja, a transferência de tecnologia está diretamente relacionada à autossuficiência do país na produção da vacina.  

Os pesquisadores estão recorrendo a várias tecnologias, algumas delas nunca usadas anteriormente em vacinas. Todas as vacinas, porém, expõem o indivíduo a um antígeno (substância que, uma vez introduzida no organismo, é capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico). Embora esse antígeno não cause a doença, ele provoca uma resposta imune que pode bloquear ou matar o vírus quando o indivíduo é exposto a ele. 

A anuência dos estudos clínicos realizados no Brasil está condicionada a quatro aspectos principais: (1) dados de segurança; (2) delineamento do estudo proposto; (3) dados de produção e controle de qualidade; e (4) boas práticas clínicas. Os dados de segurança já devem ter sido gerados em estudos anteriores,  para garantir a segurança da respectiva vacina, e são checados pela equipe responsável pelas análises. O delineamento do estudo avalia a robustez científica (quantidade de voluntários e faixa etária a ser estudada, abordagem estatística, parâmetros que garantam resultados de eficácia e segurança, entre outros).  

Os dados de produção e controle de qualidade visam identificar as características de qualidade da vacina em estudo, por exemplo, as condições técnico-operacionais do local de fabricação. Já as boas práticas clínicas tratam de assegurar a confiabilidade do estudo, ou seja, verificam questões como a experiência dos centros de pesquisa executores e as condições no sentido de garantir a geração de resultados rastreáveis e confiáveis, além das ações a serem adotadas para monitorar a execução do estudo. 

Para avaliação das propostas de estudo, e eventual registro de vacinas contra a Covid-19, foi instituído um comitê de especialistas composto por 10 profissionais rotativos. Dessa forma, as responsabilidades são compartilhadas e as decisões podem ser tomadas com mais segurança. Essa equipe multidisciplinar – formada por farmacêuticos, médicos, biólogos e estatísticos – avalia os quatro aspectos de forma minuciosa e, ao mesmo tempo, célere. Para se ter uma ideia da qualidade do corpo técnico desse comitê, todos os profissionais que fazem essas análises têm, no mínimo, 10 anos de experiência na avaliação de protocolos de estudo e registro de vacinas.  

Depois que o estudo é anuído, ou seja, após receber a autorização para desenvolvimento, a Anvisa monitora seu progresso e os resultados gerados. Isso é feito a partir de trocas de informações e comunicação frequente com os pesquisadores e patrocinadores do estudo. Esse acompanhamento permite, por exemplo, que a Anvisa interrompa um estudo em casos de eventos adversos graves. E o trabalho da Anvisa não para por aí. Mesmo depois do registro de uma vacina, a área de farmacovigilância da Agência recebe e trata os dados relacionados ao desempenho da vacina. Fonte: Ministério da Saúde.

Como a vacinação protegerá a população?

Quando um número suficiente de pessoas é vacinada são criados diversos escudos invisíveis que interrompem a cadeia de transmissão patógeno (vírus da Covid-19), protegendo indiretamente amigos e familiares vulneráveis. Isso é chamado às vezes de imunidade de grupo ou imunidade de rebanho.

Acontece que até que tenhamos vacina suficiente para ir além da vacinação de grupos de risco contra a covid-19 e atingir uma grande proporção da população, segundo os cientistas, o distanciamento social não chegará ao fim. Atualmente, o plano global de imunização indica que aqueles que correm mais risco e os profissionais de saúde receberão primeiro o número limitado de doses de vacina disponíveis.

Enquanto aguardamos é imprescindível não relaxar com a higiene das mãos, distanciamento social e higiene da casa, como limpeza de superfícies, sapatos e roupas que vem da rua, além das embalagens e produtos comprados em supermercados. 

Todos juntos contra a covid-19!

PSA e o Câncer de Próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Recentemente, em um programa de rádio americano, o famoso ator Ben Stiller revelou que há 3 anos ele foi diagnosticado com câncer de próstata, usando o relato pessoal para incentivar outros homens a fazerem exames preventivos, já que a detecção precoce da doença pode ajudar no tratamento. O ator falou sobre o teste de sangue, feito para conferir os níveis de PSA (Antígeno Prostático Específico). “Eu queria falar sobre esse assunto por causa do exame, porque eu sinto que ele salvou minha vida. Se eu não tivesse feito o teste, que meu médico começou a me recomendar quando tinha 46 anos, eu realmente não sei…”, disse o ator.

Ben Stiller não foi afetado por sintomas da doença, nem tem histórico de câncer na família. Seu médico suspeitou do diagnóstico através da verificação de uma enzima denominada antígeno prostático específico (PSA), em um exame de sangue que ele fez como parte de um check-up anual. Depois de passar por mais testes, que confirmaram o quadro, e pedir a opinião de vários médicos, o ator foi submetido a uma cirurgia de remoção da próstata. Na entrevista, Stiller disse que hoje está livre do câncer, mas ainda é examinado regularmente.

Apesar de ter sido lançada na década de 80, a dosagem de PSA no sangue ainda é desconhecida de muitos homens. O PSA é uma substância produzida pelas células da próstata. Quando existe um aumento no número de células produtoras, como o que acontece no caso do câncer de próstata e da prostatite (inflamação da próstata), o PSA se eleva no sangue, servindo como indicador dessas doenças.

A taxa considerada comum pelos médicos é de quatro nanogramas por mililitro. Quando há um aumento do nível os médicos desconfiam de câncer e podem sugerir a repetição do exame e a realização de uma biópsia da próstata para confirmar o diagnóstico. A que a realização dos exames de rotina deve começar aos 40 anos para aqueles que têm registros de casos em parentes de primeiro grau, uma vez que o câncer hereditário pode aparecer mais cedo. Para aqueles sem registros, os exames podem ser feitos a partir dos 50 anos.

Fonte:​ ​ ​G1,​ ​em​ ​São​ ​Paulo.

Índice Glicêmico: como a glicose age no nosso organismo

Você já deve ter ouvido falar sobre a importância do nível glicêmico para o bom funcionamento do organismo. Pois então, a glicose, também chamada de açúcar do sangue, é a principal fonte de energia para o cérebro, os músculos e os tecidos, necessária para todas as funções do nosso corpo.

O pâncreas é o órgão responsável pela produção do hormônio denominado insulina, que é o responsável por permitir a entrada da glicose em nossas células. Quando o pâncreas está comprometido, há uma deficiência na produção de insulina; o que altera a captação da glicose pelas células e resulta no aumento da glicose no sangue.

Manter o nível normal da glicose (taxa de açúcar no sangue) igual ou menor que 99mg/dl é fundamental para preservar a saúde, pois níveis superiores indicam um risco maior de diabetes e de doenças cardiovasculares.

No dia a dia, é comum fazer escolhas mais práticas quando o assunto é a alimentação, mas isso tem um preço e é bem mais amplo do que parece. Por isso, é importante ficar atento ao controle do açúcar ingerido. Como assim? Adquirindo hábitos saudáveis, como por exemplo:

Aumentar a sua atividade física diária: ser ativo faz toda a diferença, evite ficar parado;

Vai a algum prédio? Prefira a escada ao elevador; Caminhe sempre que possível;

Procure se alimentar de 3 em 3 horas, assim você ingere menor quantidade de alimentos por vez;

Evite açúcares de adição: em chás, cafés e sucos; Evite refrigerantes e doces no geral;

Evite farinhas brancas;

Troque os tipos de carboidratos, prefira os integrais; Alimentos integrais convertem glicose mais lentamente e a energia fornecida ao longo do dia é melhor aproveitado. Além disso, eliminam a gordura corporal e não geram dependência.

Se um paciente tem pré-diabetes, caracterizado por níveis de glicemia em jejum ou na curva glicêmica acima do normal mais abaixo dos definidos para diabetes, o médico pedirá exames periódicos para acompanhar o estado do paciente. Para diabéticos conhecidos, o médico pede os níveis de glicemia e outros exames, como hemoglobina glicada para monitorar o controle da glicose durante algum tempo. Às vezes, a glicemia pode ser pedida com insulina e peptídeo C, para monitorar a produção de insulina.

Diabéticos devem auto examinar sua glicemia, uma ou várias vezes por dia, para selecionar as opções de tratamento prescritas pelo médico. Já gestantes em geral são triadas para diabetes gestacional no final da gravidez, a não ser que tenham sintomas precoces ou tenham apresentado diabetes gestacional antes. Quando a gestante tem diabetes gestacional, o médico pede dosagens de glicose durante o resto da gravidez e após o parto, para acompanhar seu estado.

 

Entenda a diferença entre gripe e resfriado

Sintomas como nariz entupido, espirros, dores de cabeça e no corpo são comumente generalizados e chamados de gripe. E o que são os resfriados? As doenças respiratórias podem ser causadas por diversos tipos de vírus e apresentam características que permitem a diferenciação.

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Toxoplasmose na Gravidez: Fique atento!

A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii. É uma doença que costuma passar despercebida em pessoas sadias, mas é grave em pacientes imunossuprimidos e nas grávidas. Transmitida aos seres humanos através das fezes de diversos animais contaminados pelo agente transmissor, um tipo de protozoário. Vários bichos domesticados e de produção podem ser transmissores, os mais conhecidos são os gatos, mas a lista inclui suínos, caprinos, aves, animais silvestres, e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos (bovinos, suínos, cabras, etc.). Mas, gatos e outros felinos, são os hospedeiros definitivos, estão relacionados com a produção e perpetuação da doença, uma vez que somente neles ocorre a reprodução sexuada dos parasitos.

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25/05 – Previna-se: 25 de Maio – Dia Internacional da Tireóide

Você sabia que desânimo, insônia, inquietação e depressão podem não significar alterações originalmente psicológicas? O mau funcionamento da tireóide – Glândula que produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), responsáveis pela organização metabólica, atuando em órgãos importantes como cérebro, coração, rins, fígado e pele – também influencia no estado de humor do indivíduo.

A importância do check-up na detecção de doenças em estágio inicial

O check-up médico é um conjunto de ações com que objetivam diagnosticar doenças e detectar problemas de saúde em indivíduos sem sintomas. Além da realização de exames, o check-up engloba orientações e conceitos de prevenção de doenças e promoção da saúde.

Os brasileiros não têm muito costume de realizar check-ups, o que é um equívoco, pois esta prática pode detectar doenças em estágio inicial e salvar vidas.

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Dicas para economizar água

A consciência da população é a principal forma para que a economia de água ocorra de forma efetiva. Por isso, é fundamental que o tema seja trabalhado, desde o início, na escola, em casa e na vizinhança.

Para especialistas, um dos caminhos mais conscientes na economia de água, é o chamado reúso, por exemplo,  a água utilizada no enxágue da máquina de lavar, pode ser reutilizada na descarga. Além disso, observar o nosso consumo e reaproveitar a água da chuva também é essencial.

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