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CHEGOU O CARNAVAL, MOMENTO DE CURTIR SEM DEIXAR DE SE CUIDAR!

Ir com os amigos para o bloco de rua, pular atrás do trio, ver o show a noite na praça da cidade, participar do concurso de melhor fantasia, ir ao sambódromo ou assistir o desfile das escolas de samba pela televisão… Chegou a época do feriado mais esperado por todo brasileiro e comemorado em todas as cidades do país, desde as capitais até os cidadezinhas do interior! Mas esse ano, como em 2021, provavelmente não poderemos resgatar essa alegria devido ao surto de covid.

O carnaval, marca registrada do Brasil, tem espaço no coração de cada um de nós e, ainda que muitos dos carnavais de rua tenham sido cancelados devido à crescente de casos de covid-19, existem algumas possibilidades para não passar o feriado em branco e independente de como será comemorado, assim como qualquer outra festa ou evento, é necessário manter a segurança para evitar danos pessoais ou coletivos e ainda guardar boas memórias e histórias pra contar.

Quando pensamos em festa, o consumo de bebidas alcoólicas é quase unanimidade e no carnaval não seria diferente. De acordo com o programa Respeito à Vida, da Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, dirigir sob o efeito de álcool aumenta em três vezes o risco de acidentes com vítimas fatais, ou seja, para manter a segurança e evitar problemas sérios é importante ter em mente que, se você pretende consumir bebidas alcoólicas, não vai pegar no volante. Se estão entre amigos, uma dica é escolher o “motorista da rodada”, aquele amigo que não beberá nada com teor alcoólico e que ficará responsável por dirigir aquela noite, outra possibilidade é chamar um motorista de aplicativo para deixar todos em casa em segurança.

A responsabilidade na hora de curtir as festividades não para por aí, outro ponto importante para aproveitar sem preocupações é apostar no sexo seguro. De tempos em tempos é interessante para a saúde pessoal realizar os testes para diagnóstico de infecções sexualmente transmissíveis e no período pré e pós carnaval atualizar seus exames é um bom começo para monitorar e evitar a contaminação e a transmissão das ISTs. Já durante as festividades, não esqueça de garantir algumas camisinhas na carteira e não realizar atividades sexuais sem utilizá-las. Embora muitas pessoas acreditem que a camisinha sirva apenas como método contraceptivo, ela também é sua aliada na prevenção das ISTs, que podem ser muito perigosas.

Falando em saúde, é comum em carnavais que realizemos atividades que requerem um maior preparo físico, como seguir o bloco ou a escola de samba, sempre dançando, pulando e brincando. Se este ano, você estiver em um lugar liberado para curtir a folia, presta atenção nestas dicas! Não saia de casa sem se alimentar direito; opte por comidas leves e/ou cafés da manhã reforçados, que lhe garantirão a disposição necessária durante toda a folia. Importante também é levar consigo uma garrafa d’água e manter-se hidratado ao longo do dia, já que as bebidas alcóolicas refrescam, mas também desidratam.

Outro ponto muito específico e peculiar do momento em que vivemos é estarmos passando pelo segundo carnaval durante a pandemia do coronavírus e ainda, com o aumento da contaminação pela variante Ômicron. Por isso, não podemos esquecer das medidas de segurança que o feriado requer:

  • Mantenha em mãos o álcool em gel e o utilize sempre que tocar em objetos não pessoais;
  • Evite dividir alimentos, objetos pessoais, copos e bebidas com outras pessoas;
  • Não deixe de usar máscara e manter o distanciamento social;
  • Opte por pular o carnaval em espaços abertos e com pouca aglomeração;
  • Faça um teste do antígeno antes de viajar ou aproveitar o feriado com outras pessoas, para evitar a transmissão caso esteja com covid, porém, assintomático; 
  • Por fim, tome todas as doses da vacina e esteja sempre com o comprovante de vacinação em mãos.

Nós, do Laboratório Gerardo Trindade, lhe desejamos um bom feriado e que você aproveite, mas sem esquecer de se cuidar e cuidar daqueles que estarão com você!

É POSSÍVEL CHEGAR AOS 80 ANOS COM SAÚDE E INDEPENDÊNCIA?

Graças aos avanços médicos e sócio-políticos da humanidade, como acesso à saúde e ao saneamento básico, os brasileiros têm vivido cada vez mais anos: existem no país mais de 4 milhões de idosos com 80 anos ou mais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, confiar só em acontecimentos externos não é suficiente e, para chegar à terceira idade sendo saudável e independente, é necessário tomar algumas decisões e agir conforme o quanto antes.

Trouxemos aqui algumas dicas importantes para manter corpo e mente funcionais até os 80 anos e quem sabe, até mais.

Pequenas mudanças no dia a dia já fazem uma grande diferença na promoção do bem estar físico e emocional, assim, um bom primeiro passo é ler um pouco todo dia, fazer palavras cruzadas, aprender um novo idioma, existem até aplicativos com joguinhos de raciocínio! O importante é fazer atividades que estimulem constantemente o cérebro para prevenir a perda de memória e o declínio natural do raciocínio.

O consumo de, em média, 2 litros de água ao longo do dia, também é um passo importante já que a água realiza algumas funções necessárias para o bom funcionamento do organismo, como regular a temperatura corporal, eliminar toxinas e transportar nutrientes para as células do corpo. A prática constante de atividades físicas também retarda o envelhecimento e ajuda a prevenir doenças como diminuição da coordenação motora, osteoporose, diabetes e problemas cardíacos. Em conjunto, manter uma alimentação rica em verduras, frutas e legumes também faz toda a diferença para manter a saúde e a nutrição do corpo.

Manter boas noites de sono com certeza ajudam a manter a saúde física e mental, o indicado é dormir cerca de oito horas por noite. O contrário, ou seja, a privação ou a má qualidade de sono podem afetar o funcionamento correto do metabolismo e agem no aceleramento do declínio cognitivo. Outras práticas que serão suas aliadas para manter-se saudável, funcional e independente são evitar o consumo de bebidas alcóolicas e cigarro, que comprovado por estudos, aumentam as chances de doenças como hipertensão, diabetes, Mal de Parkinson e problemas neurológicos; e cercar-se de amigos e pessoas de confiança. Ter círculos de convívio é importante para evitar doenças emocionais e mentais como depressão e ansiedade, assim, não deixe de estar com pessoas que te são queridas e planejar passeios ao ar livre.

Arranjar formas de extravasar o estresse do dia a dia é importante e algumas possibilidades são a meditação, ioga, caminhadas ao ar livre, cuidar de plantas ou realizar alguma arte. Quando em excesso, o estresse pode causar problemas emocionais, como a depressão, e problemas físicos, como dores de cabeça, tonturas e queda da imunidade. Além disso, manter objetivos de vida na terceira idade pode te ajudar a ser um indivíduo mais feliz e, para isso, as opções também são variadas: vale uma segunda carreira, planejar viagens, fazer um esporte diferente, aprender um idioma, ter desafios e continuar andando apesar do envelhecimento.

Por último, mas não menos importante, realizar exames de check-up anualmente também é ponto chave para monitorar sua saúde de perto e detectar possíveis problemas logo no início, e para isso você pode contar com o Laboratório Gerardo Trindade, seu aliado para uma vida saudável e duradoura!

ENTENDENDO O VÍRUS INFLUENZA

Atualmente, são conhecidos três tipos do Influenza: A, B e C. Os dois primeiros são os responsáveis por provocar epidemias sazonais em diversas localidades do mundo e o último aquele que provoca apenas alguns casos mais leves. O tipo A se divide nos subtipos A (H1N1) e A (H3N2), sendo o último, o causador de gripes e resfriados comuns. Embora qualquer um possa ser infectado, um estudo publicado na revista Clinical Infectious Deseases (CID) da Oxford, apontou que as crianças são as mais propensas a contrair a doença.

O vírus, que faz parte das nossas vidas há muito tempo, voltou a ser o centro das atenções agora com a cepa do subtipo A (H3N2), e justamente por se tratar de um vírus que afeta o sistema respiratório, tem sido confundido com a Covid-19. Os sintomas também podem ser muito parecidos, já que a gripe pode causar febre alta, tosse, fadiga, calafrios, inflamações na garganta, dores de cabeça, no corpo e nas articulações. Ainda, é possível que existam pacientes assintomáticos e/ou sintomas que variam de pessoa para pessoa, por exemplo, nem todos os contaminados têm febre. 

Essa não é a única semelhança com o coronavírus, pois assim como esse, o influenza é propagado através de gotículas de saliva espalhadas no ar quando uma pessoa contaminada tosse, espirra ou até mesmo fala; exatamente por isso, medidas eficazes de controle da contaminação pelo vírus da gripe são o uso de máscaras respiratórias, distanciamento físico entre pessoas e a higienização constante das mãos.

Além disso, a melhor maneira de prevenir a contaminação é tomar a vacina contra a gripe todos os anos. Este ano, por exemplo, a baixa adesão à vacinação contra a gripe somada à flexibilização das medidas de proteção contra o coronavírus, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), os diagnósticos de Influenza A (H3N2) aumentaram 107% no período de uma semana no estado, logo no início do ano.

De acordo com o Instituto Butantan, maior produtor de vacinas para a gripe do Hemisfério Sul, a previsão é de que a vacina para H3N2 chegue ao Brasil a partir de março de 2022, mesmo que no país já existam vacinas que protegem contra o vírus Influenza A e B. Elas são capazes de promover imunidade, em média, de seis a doze meses e, como usam o vírus inativo (morto) em sua composição, não são capazes de provocar a gripe.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o vírus Influenza, se apresentar sintomas suspeitos, o Laboratório Gerardo Trindade disponibiliza testes específicos para diferenciar os vírus da influenza e da covid, com resultados em até 30 minutos!

RECEITAS DELICIOSAS E COM BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO PARA FAZER NESTE FIM DE SEMANA

RECEITAS DELICIOSAS E COM BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO PARA FAZER NESTE FIM DE SEMANA

Quando consumimos alimentos com índice glicêmico alto, a quantidade de açúcar no sangue aumenta. Isso exige que o organismo produza e libere uma quantidade maior de insulina, para equilibrar. Se acontecer repetidas vezes, pode sobrecarregar o pâncreas, causando resistência à insulina e até diabetes.

Minimizar farinhas e açúcares, então, é muito importante para manter bons níveis de glicose no sangue e ter mais qualidade de vida, principalmente se você tem diabetes. É o seu caso?  Reduzir a velocidade com que o carboidrato é transformado em glicose e liberado na corrente sanguínea evita picos de insulina (hormônio aliado da gordura), além de oferecer diversos benefícios para o corpo. Inspire-se nessa seleção de receitas deliciosas e com baixo índice glicêmico para fazer neste fim de semana!

1- Pão cetogênico

Ingredientes:

1 ovo

1 colher (sopa) de farinha de coco

Modo de Preparo:

Bata um ovo com ajuda de um garfo até ficar homogêneo, acrescente a farinha de coco e misture bem. Leve ao microondas por aproximadamente um minuto e meio – até formar uma casca resistente, porém ainda crua.

Retire do microondas e coloque essa massa na frigideira e deixe lá até ficar crocante e encerrar o cozimento. Sirva com uma pastinha de soja ou de amendoim!


2- Tartar de Salmão com Guacamole

Ingredientes do Tartar de Salmão:

300g de salmão fresco
2 colheres (sopa) de azeite extra virgem
1 colher (chá) de mostarda Dijon
Suco de 1 limão
Pimenta-dedo-de-moça à gosto
Sal e pimenta-do-reino à gosto

Ingredientes do Guacamole:

50g de polpa de abacate maduro e firme
20g de cebola roxa picada
10g de tomate sem pele e sem sementes
Pimenta-dedo-de-moça à gosto
Suco de 1 limão

Folhas de coentro fresco à gosto
Sal e pimenta-do-reino à gosto

Modo de preparo do Tartar de Salmão:

Corte o salmão em cubinhos pequenos e a pimenta dedo-de-moça em pedacinhos bem pequenos. Misture com os outros ingredientes e reserve.

Modo de preparo do Guacamole:

Pique o abacate, a cebola roxa e o tomate em cubos. Coloque a pimenta cortada em pedaços bem pequenos, o coentro e misture delicadamente todos os ingredientes, para não desmanchar todo o abacate.

Montagem do Tartar de Salmão:

Coloque o tartar em um recipiente (taça) e coloque um pouco de guacamole por cima. Sirva frio!


3- Arroz de couve-flor

Ingredientes:

1 maço médio de couve flor
1 colher (sopa) de manteiga clarificada ou ghee
Sal marinho à gosto
Pimenta-do-reino à gosto

Modo de Preparo:

Cozinhe bem a couve flor no vapor, separe somente as flores e pique-as bem.

Aqueça a manteiga em uma panela e refogue a couve flor bem picadinha. Corrija o sal e a pimenta e já estará pronto.

4- Waffle de grão-de-bico

Ingredientes

2 copos de farinha de grão-de-bico
2 copos de leite
4 colheres (chá) de fermento químico em pó
3 unidades de ovo
1 colher (chá) de sal
3 colheres (sopa) de manteiga sem sal

Modo de Preparo:

No liquidificador, bata a farinha, o leite, o sal, o fermento e a margarina por 1 minuto. Adicione os ovos e os temperos. Bata até obter uma massa homogênea. Pré-aqueça a máquina própria para waffle, distribua a massa e aguarde até dourar (ou use uma frigideira antiaderente – distribua a massa no formato de panqueca e doure dos dois lados). Sirva com uma cobertura a gosto (queijo cottage, queijo branco, pasta de amendoim).

5- Espaguete de legumes ao pesto de manjericão

Ingredientes:

4 unidades de cenoura média

2 xícaras (chá) de manjericão fresco

1/2 xícara (chá) de castanha de caju torrada

1/2 xícara (chá) de queijo meia-cura ralado

2 dentes de alho

1 xícara (chá) de azeite de oliva extra-virgem

1/2 limão (suco)

sal a gosto

pimenta-do-reino a gosto 

Modo de Preparo

Corte a cenoura em fatias finas com um descascador. Aqueça a frigideira com um fio de azeite e doure os dentes de alho levemente. Refogue a cenoura fatiada até ficar al dente. Tempere com uma pitada de sal e de pimenta-do-reino. Bata no liquidificador o azeite, as castanhas, o alho, o queijo meia-cura e o suco de limão. Ao final, coloque o manjericão com uma pedra de gelo (para não escurecer) e bata mais um pouco. Então, é só montar o prato (use um aro para modelar) e finalizar com castanha-de-caju em pedaços.

6- Bolo de coco sem açúcar

Ingredientes

200 mililitros de leite de coco

5 unidades de ovo

3/4 xícara (chá) de coco ralado

1/2 xícara (chá) de farinha de coco

1 colher (chá) de fermento biológico

1/2 xícara (chá) de adoçante xylitol ou outro de sua preferência

1/2 xícara (chá) de creme de coco ou de leite 

Modo de Preparo

Bata tudo no liquidificador e asse em forno preaquecido em 180 ºC por 30 minutos. Se desejar, enfeite com coco ralado por cima.

Gostou das receitas? Divirta-se na cozinha neste fim de semana!

Saúde: o melhor presente para o seu filho!

A obesidade vem se tornando cada vez mais comum em crianças e adolescentes, principalmente nesse cenário pandêmico onde o aumento da ingestão calórica e a inatividade física agravaram o problema ainda mais!

No período da década de 60 até 80, o percentual de crianças obesas de 06 a 11 anos e adolescentes obesos de 12 a 19 anos, eram menor que 6%. Com o passar do tempo, já nos anos 1999 a 2004, vimos um aumento considerável da obesidade infantil, chegando a 20% para os mesmos adolescentes de 12 a 19 anos, 20% para as crianças de 6 a 11 anos e o mais grave, mais de 10% para as crianças de 2 a 5 anos (Karnik & Kanekar, 2012).

A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006) e Pesquisa Nacional de Saúde (2013), mostraram que 40,5% das crianças menores de 5 anos consomem refrigerante com frequência e 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas. Mas será que somente a má alimentação é a causa principal para esse aumento do sobrepeso e obesidade infantil? O impacto da inatividade física é bem grande, também. Segundo a OMS, a obesidade é problema de saúde pública, então devemos tratá-la como doença (WHO, 2014).

E qual a orientação? Como saber se a criança está acima do peso? O mais adequado é passar por uma avaliação física com profissionais qualificados para avaliar o grau de sobrepeso da criança e do adolescente, fazer exames laboratoriais para avaliar perfil lipídico e outras variáveis modificáveis para então orientá-los da melhor forma com auxílio profissional.

Sabemos que o exercício físico tem um papel fundamental no tratamento em pessoas com sobrepeso, e não é diferente com crianças e adolescentes. Costigan et al. (2015) fizeram uma revisão onde o HIIT (Treinamento Intervalado de Alta Intensidade) melhorou a saúde do adolescente, impactando no condicionamento cardiorrespiratório e na composição corporal. Cooper et al. (2016) corroboraram os dados citados acima, mostrando uma melhora significativa também na saúde cognitiva e metabólica das crianças e adolescentes.

A atividade física trabalhada de forma lúdica e prazerosa é uma ferramenta fundamental para a criança e o adolescente controlarem o sobrepeso. Importante ressaltar que a atividade física deve ser sempre bem orientada por profissionais qualificados que irão escolher a melhor estratégia, respeitando os limites fisiológicos e individuais da criança e do adolescente. Para pensar: tratar a obesidade na primeira infância diminui enormemente a possibilidade da criança se tornar um adulto obeso. Uma criança gordinha tem 80% de chance de se tornar obesa no futuro. Que tal dar saúde pro adulto que seu filho será no futuro? O combo alimentação saudável + atividade física + diversão vai contribuir enormemente para o seu filho ser um adulto de peso normal no futuro.

DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA AS HEPATITES: TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER

Estamos no Julho Amarelo, o mês de prevenção e controle das hepatites virais. Amarelo porque é a cor que geralmente o infectado fica quando a doença se manifesta.

As hepatites virais atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Segundo o Ministério da Saúde, o impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às do HIV e da tuberculose.

COMO SE PREVENIR?

  • Lave bem as mãos antes das refeições e após usar o banheiro;
  • Lave e cozinhe bem os alimentos;
  • Não tome banho em riachos perto de esgoto aberto;
  • Use preservativos em todas as relações sexuais;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como alicates de unha e barbeadores;
  • Não compartilhe nenhum objeto que possa ter tido contato com sangue, como seringas e agulhas;
  • Vacine-se!

FORMAS DE TRANSMISSÃO

As hepatites virais podem ser classificadas em dois grupos: o grupo de transmissão fecal-oral (HAV e HEV) tem seu mecanismo de transmissão ligado a condições de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. A transmissão percutânea (inoculação acidental) ou parenteral (transfusão) dos vírus A e E é muito rara, devido ao curto período de viremia dos mesmos. O segundo grupo (HBV, HCV, e HDV) possui diversos mecanismos de transmissão, como o parenteral, sexual, compartilhamento de objetos contaminados (agulhas, seringas, lâminas de barbear, escovas de dente, alicates de manicure), utensílios para colocação de piercing e confecção de tatuagens e outros instrumentos usados para uso de drogas injetáveis e inaláveis. Há também o risco de transmissão através de acidentes perfurocortantes, procedimentos cirúrgicos e odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança.

Hoje, após a triagem obrigatória nos bancos de sangue (desde 1978 para a hepatite B e 1993 para a hepatite C), a transmissão via transfusão de sangue e hemoderivados é relativamente rara. A transmissão por via sexual é mais comum para o HBV que para o HCV. Na hepatite C poderá ocorrer a transmissão principalmente em pessoa com múltiplos parceiros, co-infectada com o HIV, com alguma lesão genital (DST), alta carga viral do HCV e doença hepática avançada. Os vírus das hepatites B, C e D possuem também a via de transmissão vertical (da mãe para o bebê). Geralmente, a transmissão ocorre no momento do parto, sendo a via transplacentária incomum. A transmissão vertical do HBV ocorre em 70% a 90% dos casos de mães com replicação viral (HBeAg positivas); nos casos de mães sem replicação viral (HBeAg negativas) a probabilidade varia entre 30% a 50% – o que não altera a conduta a ser adotada para a criança (vacinação e imunoglobulina nas primeiras doze horas de vida). Na hepatite C, a transmissão vertical é bem menos frequente, podendo ocorrer em aproximadamente 6% dos casos. Entretanto, se a mãe for co-infectada com o HIV, este percentual sobe para até 17%. A transmissão vertical não tem importância para os vírus A e E.

As vacinas para hepatites A e B estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e são eficazes na prevenção das doenças. Você já tomou as duas? Confira seu cartão de vacinação e fique em dia com a sua saúde!

Manter seus exames em dia é tão importante quanto manter o seu cartão de vacinação atualizado, já que nem sempre as hepatites virais apresentam sintomas.

TRIAGEM: EXAMES INESPECÍFICOS
Aminotransferases (transaminases – a aspartato aminotransferase (AST/TGO) e a alanino aminotransferase (ALT/TGP) são marcadores de agressão hepatocelular. Nas formas agudas, chegam a atingir, habitualmente, valores até 25 a 100 vezes acima do normal, embora alguns pacientes apresentem níveis bem mais baixos, principalmente na hepatite C. Em geral, essas enzimas começam a elevar-se uma semana antes do início da icterícia e normalizam-se em cerca de três a seis semanas de curso clínico da doença. Nas formas crônicas, na maioria das vezes não ultrapassam 15 vezes o valor normal e, por vezes, em indivíduos assintomáticos, é o único exame laboratorial sugestivo de doença hepática.

Bilirrubinas – elevam-se após o aumento das aminotransferases e, nas formas agudas, podem alcançar valores 20 a 25 vezes acima do normal. Apesar de haver aumento tanto da fração não-conjugada (indireta) quanto da conjugada (direta), esta última apresenta-se predominante. Na urina pode ser detectada precocemente, antes mesmo do surgimento da icterícia.

Proteínas séricas – normalmente, não se alteram nas formas agudas. Nas hepatites crônicas e cirrose, a albumina apresenta diminuição acentuada e progressiva.

Fosfatase alcalina – pouco se altera nas hepatites por vírus, exceto nas formas colestáticas, quando se apresenta em níveis elevados. Devido à presença normalmente aumentada da fração osteoblástica dessa enzima durante o período de crescimento, esse aspecto deve ser considerado no acompanhamento de crianças e adolescentes.

Gama-glutamiltransferase (GGT) – é a enzima mais relacionada aos fenômenos colestáticos, sejam intra e/ou extra-hepáticos. Em geral, há aumento nos níveis da GGT em icterícias obstrutivas, hepatopatias alcoólicas, hepatites tóxico-medicamentosas, tumores hepáticos. Ocorre elevação discreta nas hepatites virais, exceto nas formas colestáticas.

Atividade de protrombina – nas formas agudas benignas esta prova sofre pouca alteração, exceto nos quadros de hepatite fulminante. Nos casos de hepatite crônica, o alarga- Hepatites Virais Secretaria de Vigilância em Saúde / MS 415 H 6 mento do tempo de protrombina indica a deterioração da função hepática e em associação com alguns outros fatores clínicos e laboratoriais (encefalopatia, ascite, aumento de bilirrubina, queda da albumina) compõem a classificação de Child (um importante e prático meio de avaliar o grau de deterioração da função hepática, além de um marcador prognóstico).

Alfafetoproteína – não tem valor clínico na avaliação das hepatites agudas. A presença de valores elevados, ou progressivamente crescentes, em pacientes portadores de hepatite crônica, em geral indica o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular, sendo por isso utilizada no screening deste tumor do fígado em pacientes cirróticos (Obs: pacientes com hepatite crônica pelo HBV podem desenvolver carcinoma hepatocelular mesmo sem a presença de cirrose hepática).

Hemograma – a leucopenia é habitual nas formas agudas, entretanto muitos casos cursam sem alteração no leucograma. A presença de leucocitose sugere intensa necrose hepatocelular ou a associação com outras patologias. Não ocorrem alterações significativas na série vermelha. A plaquetopenia pode ocorrer na infecção crônica pelo HCV.

TRIAGEM: EXAMES ESPECÍFICOS
Marcadores sorológicos – em caso de hepatite aguda deve-se avaliar a faixa etária do paciente, a história pregressa de hepatites virais ou icterícia e a presença de fatores de risco, como o uso de drogas injetáveis, prática sexual não segura, contato com pacientes portadores de hepatite. Estas informações auxiliarão na investigação. Contudo, deve-se lembrar que não é possível determinar a etiologia de uma hepatite aguda apenas com base em dados clínicos e epidemiológicos (exceto em surtos de hepatite aguda pelo vírus A, que tenham vínculo epidemiológico com um caso confirmado laboratorialmente). Respeitando-se as ressalvas já feitas, recomenda-se em caso de suspeita de hepatite aguda a pesquisa inicial dos marcadores sorológicos: anti-HAV IgM, HBsAg , anti-HBc (total) e anti-HCV* (caso haja justificativa com base na história clínica). A necessidade da pesquisa de marcadores adicionais poderia ser orientada pelos resultados iniciais. Faz parte das boas práticas do laboratório manter acondicionados os espécimes já examinados por, pelo menos, duas semanas após a emissão do laudo, tempo necessário para elucidar eventuais dúvidas ou complementar algum exame referente à amostra.

Hepatite A
Anti-HAV

IgM – a presença deste marcador é compatível com infecção recente pelo HAV, confirmando o diagnóstico de hepatite aguda A. Este marcador surge precocemente na fase aguda da doença, começa a declinar após a segunda semana e desaparece após 3 meses.

Anti-HAV IgG – os anticorpos desta classe não permitem identificar se a infecção é aguda ou se trata de infecção pregressa. Este marcador está presente na fase de convalescença e persiste indefinidamente. É um importante marcador epidemiológico por demonstrar a circulação do vírus em determinada população.

Hepatite B
São marcadores de triagem para a hepatite B: HBsAg e anti-HBc.

HBsAg (antígeno de superfície do HBV) – primeiramente denominado como antígeno Austrália. É o primeiro marcador a surgir após a infecção pelo HBV, em torno de 30 a 45 dias, podendo permanecer detectável por até 120 dias. Está presente nas infecções agudas e crônicas.

Anti-HBc (anticorpos IgG contra o antígeno do núcleo do HBV) – é um marcador que indica contato prévio com o vírus. Permanece detectável por toda a vida nos indivíduos que tiveram a infecção (mesmo naqueles que não cronificaram, ou seja, eliminaram o vírus). Representa importante marcador para estudos epidemiológicos.

Anti-HBc IgM (anticorpos da classe IgM contra o antígeno do núcleo do HBV) – é um marcador de infecção recente, portanto confirma o diagnóstico de hepatite B aguda. Pode persistir por até 6 meses após o início da infecção.

Anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície do HBV) – indica imunidade contra o HBV. É detectado geralmente entre 1 a 10 semanas após o desaparecimento do HBsAg e indica bom prognóstico. É encontrado isoladamente em pacientes vacinados.

HBeAg (antígeno “e” do HBV) – é indicativo de replicação viral e, portanto, de alta infectividade. Está presente na fase aguda, surge após o aparecimento do HBsAg e pode permanecer por até 10 semanas. Na hepatite crônica pelo HBV, a presença do HBeAg indica replicação viral e atividade da doença (maior probabilidade de evolução para cirrose).

Anti-HBe (anticorpo contra o antígeno “e” do HBV) – marcador de bom prognóstico na hepatite aguda pelo HBV. A soroconversão HBeAg para anti-HBe indica alta probabilidade de resolução da infecção nos casos agudos (ou seja, provavelmente o indivíduo não vai se tornar um portador crônico do vírus). Na hepatite crônica pelo HBV a presença do anti-HBe, de modo geral, indica ausência de replicação do vírus, ou seja, menor atividade da doença e, com isso, menor chance de desenvolvimento de cirrose.

Hepatite C
Anti-HCV (anticorpos contra o vírus HCV) – é o marcador de triagem para a hepatite C. Indica contato prévio com o vírus, mas não define se a infecção é aguda, crônica ou se já foi curada. O diagnóstico de infecção aguda só pode ser feito com a viragem sorológica documentada, isto é, paciente inicialmente anti-HCV negativo que converte, tornando-se anti-HCV positivo e HCV-RNA positivo, detectado por técnica de biologia molecular. A infecção crônica deve ser confirmada pela pesquisa de HCV-RNA.

HCV-RNA (RNA do HCV) – é o primeiro marcador a aparecer entre uma a duas semanas após a infecção. É utilizado para confirmar a infecção em casos crônicos, monitorar a resposta ao tratamento e confirmar resultados sorológicos indeterminados, em especial em pacientes imunossuprimidos.

Hepatite D
O marcador sorológico mais usado é o anti-HDV (total). O vírus Delta é um vírus defectivo incompleto que não consegue, por si só, reproduzir seu próprio antígeno de superfície, o qual seria indispensável para exercer sua ação patogênica e se replicar nas células hepáticas.

Hepatite E
A hepatite aguda E é sorologicamente caracterizada por eventual conversão sorológica para anti-HEV ou detecção de anti-HEV IgM.

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Gripe, resfriado ou covid-19: a importância da vacinação e testagem na diferenciação e prevenção das viroses

Gripe, resfriado e covid-19 por muitas vezes podem ser confundidas, porém são doenças distintas. A gripe é uma infecção viral do aparelho respiratório provocada pelo vírus influenza, que ataca os pulmões, o nariz e a garganta e pode evoluir para uma pneumonia. Assim como em casos de infecções causadas pelo vírus SARS COV2, os sintomas incluem febre, calafrios, tosse, dores de cabeça e fadiga. Por isso, as doenças podem ser facilmente confundidas. Tanto a gripe e a covid-19 podem evoluir para formas mais graves em algumas populações específicas, como idosos e imunodeprimidos, por exemplo. Já o resfriado causado por rinovírus, que também apresenta sintomas respiratórios, tem evolução benigna e sem sequelas.

Desde sempre a vacinação é necessária para o controle e contenção de doenças graves, além de um direito fundamental social que está previsto na Constituição Federal. Quando o assunto é gripe, resfriado e covid-19 não podemos nos descuidar, ainda mais no inverno. Em relação à vacina contra a gripe – causada pelo vírus influenza –, por exemplo, uma das mais seguras e eficientes no quesito de prevenção, estudos demonstram que ela reduz entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da doença. Já a vacinação contra a covid-19 mostrou a sua eficiência ao reduzir em poucos meses a internação e morte de pessoas idosas. Por isso, a vacinação contra os vírus influenza e SARS COV2 – disponíveis na rede pública – são essenciais na prevenção individual da gripe e covid-19 e redução da circulação do vírus na comunidade, o que reduz drasticamente o número de internações hospitalares e mortes na população brasileira.

Confira no quadro a seguir as diferenças entre os sintomas da covid-19, do resfriado e da gripe:

Testagem para COVID-19 e influenza

A testagem e identificação viral é tão essencial quanto a vacinação no controle da covid-19, porque são estratégias comprovadamente eficazes, já que tornam possível a identificação da pessoa contaminada e seu isolamento dos demais para evitar a disseminação do vírus. Existem dois testes indicados para suspeita de infecção/doença pelo vírus SARS COV2, ambos são feitos pela inoculação de swab na mucosa nasal e identificam se a pessoa é portadora do vírus ou não no momento da coleta: RT-PCR e pesquisa de antígeno viral. A diferença entre os testes é o alvo pesquisado para identificar a presença do vírus: o RT-PCR pesquisa a presença do RNA viral e o teste do antígeno pesquisa a proteína nucleocapsídeo. A sensibilidade do RT-PCR é maior que o teste do antígeno e consegue detectar a infecção em um estágio mais inicial, porém, a liberação do resultado é um pouco mais demorado que do teste do antígeno, que é liberado em até 30 minutos após a coleta do material.

Já os testes sorológicos para covid-19 pesquisam a presença de anticorpos específicos contra o vírus. Estes testes não são indicados para confirmação de infecção e sim para verificação do estado imunológico, ou seja, se o organismo reagiu ou não ao vírus e em qual proporção. Normalmente, são pesquisados de forma isolada os anticorpos IgM (produzidos no início da infecção) e IgG (produzidos mais tardiamente e que permanecem como marcadores de proteção no organismo). Outros anticorpos – como o IgA – não tem tanto significado clínico e não são habitualmente pesquisados de forma isolada. Existem diversos testes sorológicos disponíveis no Gerardo Trindade, porém, três se destacam por sua indicação clínica e qualidade técnica:

  • pesquisa quantitativa de anticorpos anti-nucleocapsídeo (N) por fluorometria
  • pesquisa quantitativa de anticorpos anti-RBD por quimioluminescência
  • pesquisa quantitativa de anticorpos neutralizantes por quimioluminescência

Além dos testes específicos para covid-19, existe um teste específico para detectar a presença dos subtipos específicos do vírus da gripe que podem causar sintomas mais graves, como os tipos A e B, subtipos A-H1N1 e A-H3N2. O teste é feito pela inoculação de swab na mucosa nasal e identifica a presença do vírus, podendo ser feito em paralelo ao teste do antígeno ou RT-PCR para covid-19 para diferenciar as duas infecções.

Confira nas tabelas a seguir a indicação dos testes disponíveis para covid-19 e influenza no Gerardo Trindade e o prazo de liberação dos resultados:

Faça sua parte, vacine-se quando chegar a sua vez. Não se descuide, use máscara, mantenha o distanciamento e higienize sempre as mãos, faça por você, pela sua família, pelos seus amigos e por todos os demais!

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Vacinas para covid-19: entenda como irão funcionar os diversos tipos em desenvolvimento

Todos os anos, as vacinas impedem cerca de 2 a 3 milhões de mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde o ano passado pessoas do mundo inteiro estão ansiosas pela vacinação da covid-19. 

Atualmente, temos quatro vacinas em teste no Brasil. Entretanto, vale reforçar que isso não significa que as máscaras poderão ir para o lixo tão cedo. Cientistas alertam que o uso de máscaras e os cuidados, já amplamente divulgados, devem continuar!

Imagem: mapa de vacinas em teste no Brasil: Ministério da Saúde 

Essas quatro vacinas foram autorizadas pela Anvisa para desenvolvimento no país, após avaliação das condições de resposta às necessidades regulatórias, no caso de eventual registro no futuro, e à segurança dos participantes envolvidos. Vale ressaltar que,  quando o desenvolvimento clínico de uma vacina é inteiramente conduzido no exterior, não há a obrigatoriedade da anuência prévia, por parte da Anvisa, aos estudos clínicos. Porém, o registro permanece sendo necessário.  

No quadro apresentado, é possível observar que algumas das vacinas preveem transferência de tecnologia. Essa questão é importante para que a produção da vacina seja completamente internalizada e se torne nacional. Ou seja, a transferência de tecnologia está diretamente relacionada à autossuficiência do país na produção da vacina.  

Os pesquisadores estão recorrendo a várias tecnologias, algumas delas nunca usadas anteriormente em vacinas. Todas as vacinas, porém, expõem o indivíduo a um antígeno (substância que, uma vez introduzida no organismo, é capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico). Embora esse antígeno não cause a doença, ele provoca uma resposta imune que pode bloquear ou matar o vírus quando o indivíduo é exposto a ele. 

A anuência dos estudos clínicos realizados no Brasil está condicionada a quatro aspectos principais: (1) dados de segurança; (2) delineamento do estudo proposto; (3) dados de produção e controle de qualidade; e (4) boas práticas clínicas. Os dados de segurança já devem ter sido gerados em estudos anteriores,  para garantir a segurança da respectiva vacina, e são checados pela equipe responsável pelas análises. O delineamento do estudo avalia a robustez científica (quantidade de voluntários e faixa etária a ser estudada, abordagem estatística, parâmetros que garantam resultados de eficácia e segurança, entre outros).  

Os dados de produção e controle de qualidade visam identificar as características de qualidade da vacina em estudo, por exemplo, as condições técnico-operacionais do local de fabricação. Já as boas práticas clínicas tratam de assegurar a confiabilidade do estudo, ou seja, verificam questões como a experiência dos centros de pesquisa executores e as condições no sentido de garantir a geração de resultados rastreáveis e confiáveis, além das ações a serem adotadas para monitorar a execução do estudo. 

Para avaliação das propostas de estudo, e eventual registro de vacinas contra a Covid-19, foi instituído um comitê de especialistas composto por 10 profissionais rotativos. Dessa forma, as responsabilidades são compartilhadas e as decisões podem ser tomadas com mais segurança. Essa equipe multidisciplinar – formada por farmacêuticos, médicos, biólogos e estatísticos – avalia os quatro aspectos de forma minuciosa e, ao mesmo tempo, célere. Para se ter uma ideia da qualidade do corpo técnico desse comitê, todos os profissionais que fazem essas análises têm, no mínimo, 10 anos de experiência na avaliação de protocolos de estudo e registro de vacinas.  

Depois que o estudo é anuído, ou seja, após receber a autorização para desenvolvimento, a Anvisa monitora seu progresso e os resultados gerados. Isso é feito a partir de trocas de informações e comunicação frequente com os pesquisadores e patrocinadores do estudo. Esse acompanhamento permite, por exemplo, que a Anvisa interrompa um estudo em casos de eventos adversos graves. E o trabalho da Anvisa não para por aí. Mesmo depois do registro de uma vacina, a área de farmacovigilância da Agência recebe e trata os dados relacionados ao desempenho da vacina. Fonte: Ministério da Saúde.

Como a vacinação protegerá a população?

Quando um número suficiente de pessoas é vacinada são criados diversos escudos invisíveis que interrompem a cadeia de transmissão patógeno (vírus da Covid-19), protegendo indiretamente amigos e familiares vulneráveis. Isso é chamado às vezes de imunidade de grupo ou imunidade de rebanho.

Acontece que até que tenhamos vacina suficiente para ir além da vacinação de grupos de risco contra a covid-19 e atingir uma grande proporção da população, segundo os cientistas, o distanciamento social não chegará ao fim. Atualmente, o plano global de imunização indica que aqueles que correm mais risco e os profissionais de saúde receberão primeiro o número limitado de doses de vacina disponíveis.

Enquanto aguardamos é imprescindível não relaxar com a higiene das mãos, distanciamento social e higiene da casa, como limpeza de superfícies, sapatos e roupas que vem da rua, além das embalagens e produtos comprados em supermercados. 

Todos juntos contra a covid-19!

PSA e o Câncer de Próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Recentemente, em um programa de rádio americano, o famoso ator Ben Stiller revelou que há 3 anos ele foi diagnosticado com câncer de próstata, usando o relato pessoal para incentivar outros homens a fazerem exames preventivos, já que a detecção precoce da doença pode ajudar no tratamento. O ator falou sobre o teste de sangue, feito para conferir os níveis de PSA (Antígeno Prostático Específico). “Eu queria falar sobre esse assunto por causa do exame, porque eu sinto que ele salvou minha vida. Se eu não tivesse feito o teste, que meu médico começou a me recomendar quando tinha 46 anos, eu realmente não sei…”, disse o ator.

Ben Stiller não foi afetado por sintomas da doença, nem tem histórico de câncer na família. Seu médico suspeitou do diagnóstico através da verificação de uma enzima denominada antígeno prostático específico (PSA), em um exame de sangue que ele fez como parte de um check-up anual. Depois de passar por mais testes, que confirmaram o quadro, e pedir a opinião de vários médicos, o ator foi submetido a uma cirurgia de remoção da próstata. Na entrevista, Stiller disse que hoje está livre do câncer, mas ainda é examinado regularmente.

Apesar de ter sido lançada na década de 80, a dosagem de PSA no sangue ainda é desconhecida de muitos homens. O PSA é uma substância produzida pelas células da próstata. Quando existe um aumento no número de células produtoras, como o que acontece no caso do câncer de próstata e da prostatite (inflamação da próstata), o PSA se eleva no sangue, servindo como indicador dessas doenças.

A taxa considerada comum pelos médicos é de quatro nanogramas por mililitro. Quando há um aumento do nível os médicos desconfiam de câncer e podem sugerir a repetição do exame e a realização de uma biópsia da próstata para confirmar o diagnóstico. A que a realização dos exames de rotina deve começar aos 40 anos para aqueles que têm registros de casos em parentes de primeiro grau, uma vez que o câncer hereditário pode aparecer mais cedo. Para aqueles sem registros, os exames podem ser feitos a partir dos 50 anos.

Fonte:​ ​ ​G1,​ ​em​ ​São​ ​Paulo.

Índice Glicêmico: como a glicose age no nosso organismo

Você já deve ter ouvido falar sobre a importância do nível glicêmico para o bom funcionamento do organismo. Pois então, a glicose, também chamada de açúcar do sangue, é a principal fonte de energia para o cérebro, os músculos e os tecidos, necessária para todas as funções do nosso corpo.

O pâncreas é o órgão responsável pela produção do hormônio denominado insulina, que é o responsável por permitir a entrada da glicose em nossas células. Quando o pâncreas está comprometido, há uma deficiência na produção de insulina; o que altera a captação da glicose pelas células e resulta no aumento da glicose no sangue.

Manter o nível normal da glicose (taxa de açúcar no sangue) igual ou menor que 99mg/dl é fundamental para preservar a saúde, pois níveis superiores indicam um risco maior de diabetes e de doenças cardiovasculares.

No dia a dia, é comum fazer escolhas mais práticas quando o assunto é a alimentação, mas isso tem um preço e é bem mais amplo do que parece. Por isso, é importante ficar atento ao controle do açúcar ingerido. Como assim? Adquirindo hábitos saudáveis, como por exemplo:

Aumentar a sua atividade física diária: ser ativo faz toda a diferença, evite ficar parado;

Vai a algum prédio? Prefira a escada ao elevador; Caminhe sempre que possível;

Procure se alimentar de 3 em 3 horas, assim você ingere menor quantidade de alimentos por vez;

Evite açúcares de adição: em chás, cafés e sucos; Evite refrigerantes e doces no geral;

Evite farinhas brancas;

Troque os tipos de carboidratos, prefira os integrais; Alimentos integrais convertem glicose mais lentamente e a energia fornecida ao longo do dia é melhor aproveitado. Além disso, eliminam a gordura corporal e não geram dependência.

Se um paciente tem pré-diabetes, caracterizado por níveis de glicemia em jejum ou na curva glicêmica acima do normal mais abaixo dos definidos para diabetes, o médico pedirá exames periódicos para acompanhar o estado do paciente. Para diabéticos conhecidos, o médico pede os níveis de glicemia e outros exames, como hemoglobina glicada para monitorar o controle da glicose durante algum tempo. Às vezes, a glicemia pode ser pedida com insulina e peptídeo C, para monitorar a produção de insulina.

Diabéticos devem auto examinar sua glicemia, uma ou várias vezes por dia, para selecionar as opções de tratamento prescritas pelo médico. Já gestantes em geral são triadas para diabetes gestacional no final da gravidez, a não ser que tenham sintomas precoces ou tenham apresentado diabetes gestacional antes. Quando a gestante tem diabetes gestacional, o médico pede dosagens de glicose durante o resto da gravidez e após o parto, para acompanhar seu estado.

 

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