Mês: junho 2022

Asma: Conheça sua causa, sintomas e tratamento

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a asma é uma das doenças crônicas mais comuns e pode ser considerada um problema mundial de saúde, já que acomete cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, incluindo tanto crianças quanto adultos. Aqui no Brasil, a estimativa é que existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos!

Próximo ao Dia Nacional de Combate à Asma, que tal saber um pouco mais sobre essa doença que acomete tantas pessoas?

Como os números exemplificam, a asma, também chamada de asma brônquica ou bronquite asmática, é uma das doenças respiratórias crônicas com maior aumento de incidência nos últimos trinta anos.

Causas e Sintomas


A principal característica da asma é a inflamação e estreitamento dos brônquios, que são as estruturas tubulares responsáveis por conduzir o ar que inalamos até nossos pulmões. O processo inflamatório, característico da asma, resulta tanto na formação de edemas, quanto no aumento da produção de muco e também em espasmos da árvore respiratória, o que dificulta a passagem de ar pelos pulmões.

Esse tipo de ocorrência pode ocasionar uma série de sintomas, que podem ocorrer como crises periódicas e variam, de pessoa para pessoa, tanto em nível de gravidade quanto em frequência. Os sintomas mais frequentes são: chiado e sensação de aperto no peito, tosse e dificuldade para respirar.

Devido ao processo inflamatório, os asmáticos possuem pulmões muito sensíveis e, diferente dos pulmões de pessoas sadias, podem desencadear crises frente a estímulos ambientais simples, como exposição a pólen, fumaça, mofo, poeira, frio, cachorros e gatos, etc. Além desses, também são fatores capazes de provocar os sintomas ou até mesmo uma crise de asma:

– Doenças virais, por exemplo, resfriados comuns;

– Condições climáticas, tais como temperaturas frias e/ou tempo seco;

– Fatores emocionais, exemplo ansiedade;

– Medicamentos como alguns anti-inflamatórios e beta bloqueadores, normalmente usados em tratamentos de hipertensão arterial ou glaucoma;

– Exposição a tabagismo ativo ou passivo;

– Exercícios físicos.

Contudo, vale reforçar aqui que a prática de exercícios físicos não é proibida para asmáticos e, quando a asma está bem controlada, os exercícios devem fazer parte da rotina. Algumas possibilidades são:

– Natação, uma vez que por ser na piscina, o ar é mais úmido e evita que o gatilho da crise asmática seja ativado;

– Caminhada e bicicleta: os exercícios aeróbicos são os mais indicados para asmáticos, porque são menos intensos que os outros e ajudam a regular o fluxo de ar nos pulmões;

– Musculação: ao contrário do que muitos imaginam, asmáticos podem sim fazer musculação, pois esses exercícios não exigem dos brônquios tanto esforço quanto outros.

Alguns Tipos de Asma

Asma alérgica

Também nomeada asma atópica, é o tipo asmático mais facilmente reconhecido. Muitas vezes começa na infância e está associada a histórico familiar ou do passado de doenças atópicas, como eczema, rinite alérgica ou alergia a alimentos ou medicamentos.

Asma não alérgica

É aquela encontrada em adultos cuja asma não tem associação com nenhuma das alergias citadas acima ou outras. É o caso mais comum da asma de início tardio, que acomete as pessoas, principalmente do sexo feminino, pela primeira vez já na fase adulta da vida.

Asma ocupacional

Precedida pela rinite de mesmo gatilho, a asma ocupacional ou laboral é aquela adquirida no local de trabalho, sendo induzida ou agravada quando a pessoa está exposta a alérgenos ou outros agentes sensibilizadores no ambiente de trabalho.

Outros fenótipos dessa doença são asma com obstrução física, asma causada pela obesidade e asma induzida pelo exercício físico.

Diagnóstico e Tratamentos

Para o diagnóstico, é necessária a realização de exame avaliativos da função pulmonar que sejam capazes de documentar a obstrução dos brônquios, por exemplo, a espirometria ou prova de função pulmonar. Existem casos em que os exames laboratoriais ou os de imagem, como radiografia ou tomografia de tórax, podem ser necessários para uma melhor avaliação da doença.

De acordo com a médica pneumologista, Amanda da Rocha Oliveira Cardoso, para o Jornal da Universidade Federal de Goiás, a maioria dos casos de asma são leves e podem ser acompanhados por um médico generalista ou médico de família.

No caso dos quadros graves, existe a necessidade de avaliação e acompanhamento por médico especialista, o pneumologista. Inclusive, em algumas situações, pode ser que a pessoa precise de uma avaliação com outros especialistas para a observação de doenças que, comumente, têm relação com a asma, por exemplo, refluxo gastroesofágico, sinusite crônica, depressão e ansiedade.

Sendo uma doença crônica, não existe cura para a asma, mas existem possibilidades de tratamento medicamentoso para controlá-la de forma segura e eficaz. De toda forma, o tratamento da doença depende da intensidade dos sintomas apresentados pelo asmático. Em alguns casos, os medicamentos são usados apenas como forma de aliviar os sintomas e, em outros casos, são utilizados diariamente para o controle da doença.

Hoje, já existem medicamentos que podem ser usados para o controle ou até mesmo para alívio dos sintomas. Dessa maneira, alguns pacientes que apresentam a doença em sua forma leve precisarão usar os remédios diariamente, a fim de evitar crises de asma, perda de função pulmonar ou a piora do quadro asmático ao longo da vida.

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Importância do check-up na prevenção da hipertensão arterial

Ainda que a hipertensão arterial geralmente atinja pessoas mais velhas, principalmente a partir dos 60 anos, é conhecida como uma doença democrática por acometer todo tipo de pessoa, independente de idade e classe social. A pressão alta, como é chamada popularmente, é uma doença crônica que atinge cerca de 31% da população global e está associada à força que o sangue faz contra as paredes arteriais para conseguir circular corretamente por todo o corpo. Quando as artérias estão estreitas, o coração precisa bombear o sangue para impulsioná-lo e recebê-lo de volta com muito mais força do que o comum. Como consequência, a hipertensão não somente dilata o coração, como também danifica as artérias.

Que tal saber mais sobre a hipertensão arterial?

Para que uma pessoa seja considerada hipertensa, sua pressão arterial em repouso deve apresentar valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg), contudo, aqueles que possuem hipertensão arterial não apresentam sintomas na maioria dos casos ou só os apresenta quando a doença já está em fase avançada. É possível que alguns hipertensos apresentem sintomas de alerta, como dor de cabeça, sangramento nasal, zumbido, tontura ou alterações visuais.

O grande problema relacionado à pressão alta é justamente o fato de essa ser uma doença silenciosa, pois ainda que não apresente sintomas, segue sendo fator determinante para o surgimento de diversas outras doenças de alto risco, como o infarto do coração e o derrame cerebral. Além de que a pressão alta aumenta consideravelmente a incidência de arritmias cardíacas, doença arterial periférica, perda visual reversível ou não, óbitos materno-fetais na gravidez, disfunção erétil, demência e insuficiência renal crônica, inclusive podendo apresentar falência renal e necessidade de diálise.

Em relação às suas causas, a pressão alta é dividida entre primária e secundária. A hipertensão arterial primária é aquela em que não se sabe a causa específica de seu aparecimento, podendo ser causada, por exemplo, pela associação de várias alterações no coração e nos vasos sanguíneos. Já a secundária é aquela que possui causa conhecida, como doenças renais, distúrbios hormonais (exemplo hipertireoidismo) ou o consumo indevido de drogas como álcool e cocaína e/ou medicamentos como corticoides.

Além disso, algumas pessoas possuem predisposição hereditária a obter essa doença: quando possui somente um dos pais com hipertensão, a pessoa tem 25% de risco de desenvolver a doença ao longo da vida. Já quando o pai e a mãe são hipertensos, esse número sobe para 60%. Em ambos os casos, é necessário que a pessoa se afaste de outros fatores agravantes da doença. Alguns exemplos são a obesidade, o diabetes, o sedentarismo, o estresse, o tabagismo e quantidades excessivas de álcool ou sódio na dieta. Ademais, a apneia do sono também pode contribuir para o agravamento ou surgimento da hipertensão arterial.

Recomendações e tratamento

O tratamento da pressão alta é feito de maneira multidisciplinar e só obtém resultados com o engajamento do paciente. Em alguns casos, os médicos indicam vasodilatadores para um tratamento medicamentoso, além de recomendar enfaticamente a mudança de hábitos. Um estilo de vida adequado contribui comprovadamente e de forma significativa para diminuir a pressão arterial e reduzir a incidência de outras doenças crônicas, tais como diabetes, alguns tipos de câncer e até o mal de Alzheimer. 

Reunimos também algumas dicas do que fazer para controlar a hipertensão arterial:

  • Adote dieta rica em frutas, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura;
  • Coma sal com moderação;
  • Corte o hábito de fumar e regule o consumo de álcool;
  • Faça exercícios físicos e outras atividades que ajudam a diminuir o estresse, como meditação, yoga ou técnicas de relaxamento.

Diagnóstico e a importância do check up

Como já mencionamos, a pressão alta apresenta poucos ou nenhum sintoma, fator que contribui consideravelmente para aumentar a dificuldade no diagnóstico da doença. Para isso, é importante que todos, principalmente os adultos, façam aferições frequentes da pressão arterial. 

Um fator que faz a diferença neste momento é trabalhar na prevenção. Por exemplo, ter maiores cuidados com a saúde e visitar o médico com frequência são passos importantes para obter, por exemplo, um diagnóstico precoce da hipertensão arterial. A hipertensão crônica e não tratada afeta a longo prazo os rins e o sistema cardiovascular. Por isso, alguns exames rotineiros são indicados para serem feitos por quem tem hipertensão:

  • Exame de urina rotina (EAS) + microalbuminúria 
  • Uréia e creatinina
  • Sódio e potássio
  • Colesterol total e frações + triglicérides
  • Glicemia de jejum e glicohemoglobina
  • Eletrocardiograma de repouso.

Todos esses estão inclusos no check-up, um conjunto de exames que devem ser realizados regularmente, uma vez que atuam na prevenção, no controle e na identificação de diversos problemas na saúde, como a hipertensão e o diabetes, outra doença que somada à hipertensão também pode afetar os rins e o coração. Nesse sentido, fazer o check-up regularmente pode garantir uma vida mais saudável e com melhor qualidade através da identificação de todo tipo de doenças, inclusive aquelas que não apresentam sintomas.

No Gerardo Trindade você pode realizar seu check-up e garantir a prevenção e o acompanhamento de doenças como a hipertensão arterial. Ainda, é possível saber quais exames são os recomendados para o seu perfil. Assim, você pode realizar os exames certos e cuidar de você para obter uma vida mais saudável. 

Clique aqui para descobrir os exames recomendados para você, e aqui para agendar seus exames pelo nosso WhatsApp. Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

COVID, DE NOVO? O QUE VOCÊ PRECISA SABER NESSE MOMENTO

Logo agora que respiramos aliviados (sem máscaras), andando livres, leves e soltos por aí, chegam notícias bem desagradáveis: surto de covid na China e em outros países, número de casos de covid aumentando no Brasil, novas subvariantes da ômicrom… E agora, vai começar tudo de novo?

Infelizmente, com base do que se já se sabe até o momento, iremos conviver com picos de covid de duas a três vezes por ano, já que imunidade pós-infecção e pós-vacinal é temporária e dura somente de 4 a 5 meses. Somado a isso, ainda temos uma baixa adesão ao esquema vacinal pela população.

E com a abolição do uso obrigatório de máscaras em locais fechados ficamos mais expostos à possibilidade de contato com o vírus da covid e com outros vírus comuns no período frio, como vírus da gripe e do resfriado. Ademais, nos deparamos com o resurgimento das arboviroses – dengue, chinkungunya e zika – que provocam sintomas que podem ser confundidos com os sintomas da covid, podendo mascarar um quadro de covid por falta de diferenciação entre as doenças. Confira um pouco mais sobre os sintomas de cada doença na tabela colocada ao final desse texto.

Além disso, o uso de auto-teste para covid  levou a casos de sub-notificação de casos positivos de covid por parte de algumas pessoas, que não comunicaram o resultado do exame positivo à saúde pública. Esta atitude pode levar ao atraso na adoção de medidas de prevenção e no preparo da rede pública para atender a um aumento de casos que podem necessitar de hospitalização e até no aumento do estoque de medicamentos usados no tratamento da covid pelas farmácias e drogarias.

É, pelo visto, passaremos por momentos turbulentos novamente mas com menos impacto no nosso dia-a-dia, já que agora já temos mais informações.  E para esse momento, o que deve ser feito? Precisaremos de algumas ações imediatas e que dependem de adesão da população, de articulação do poder público e de organização do setor de saúde como um todo:

– finalizar o ciclo vacinal contra covid nos adultos e idosos que não retornaram para tomar a dose de reforço, fazendo busca ativa caso a caso;

– disponibilizar novo ciclo vacinal para pessoas que já foram vacinadas há mais de 4 meses;

– retomar o uso obrigatório de máscaras em ambientes fechados;

– testar em estabelecimentos de saúde (públicos e privados) e que são obrigados a fazer notificação compulsória a pessoa suspeita com exames que possam diferenciar covid, gripe e dengue (NS1) para que se possa ter um quadro real da situação;

– preparar o sistema público de saúde para receber uma demanda maior de casos, tanto casos ambulatoriais quanto casos que necessitem de hospitalização;

– articular com as farmácias e drogarias uma elevação do estoque das medicações usadas em caso de covid e gripe, para evitar o agravamento dos casos.

E você que está lendo este texto, o que você pode fazer individualmente para  proteger a você e à sua família? O primeiro passo é tirar sua máscara do armário (é chato, sabemos) e se proteger. Agora, olha sua carteira de vacinação e verifica se está atualizada. Para os adultos, estão previstas 3 doses e para os idosos acima de 60 anos, 4 doses. Se ainda falta uma dose para você se imunizar, não perca tempo, vai tomar sua dose de vacina agora! Ah, e não se esqueça daquele cuidado básico:  lavar as mãos e usar álcool 70º!

Outra ação muito importante que você deve fazer é, ao apresentar qualquer sinal suspeito procure fazer os exames de diferenciação das possíveis doenças que estão causando os sintomas. Afinal, se você circular por aí com covid há grandes chances de você espalhar o vírus para outras pessoas, pessoas que podem vir até a falecer. Autorresponsabilidade, é a palavra, só depende de você. Apresentou sintomas que podem ser associados à covid como dor no corpo, coriza, febre e mal-estar, procure fazer os exames laboratoriais para identificar se você está ou não contaminado com o vírus. Na rede pública, o teste do antígeno (teste do cotonete) é fornecido gratuitamente, porém nos laboratórios particulares você consegue fazer em uma única coleta de amostra nasal o teste mais completo que diferencia covid e gripe, além do exame de sangue para verificar se você não está com dengue (NS1).

O Laboratório Gerardo Trindade disponibiliza os três exames – teste do antígeno para covid, exame da gripe e pesquisa de NS1 – para que você possa verificar se os sintomas que você apresenta estão relacionados à covid ou à gripe ou à dengue.  Se você tiver dúvidas e precisar de orientações, entre em contato conosco que estaremos disponíveis para lhe atender.

SINTOMAS – QUADRO COMPARATIVO

SINTOMACOVIDDENGUEGRIPERESFRIADO
FebreFrequenteFrequenteFrequenteRaro
Dor de cabeçaFrequenteFrequenteFrequenteRaro
Mal-estar e dor no corpoFrequenteFrequenteFrequenteRaro
FadigaFrequenteFrequenteFrequenteÀs vezes
TosseFrequenteNãoFrequenteFrequente
Congestão nasal/corizaFrequenteNãoFrequenteFrequente
Dor de gargantaFrequenteNãoFrequenteFrequente
Perda de olfato/paladarÀs vezesNãoNãoNão
DiarreiaÀs vezesNãoNãoNão
Falta de arÀs vezes (pode ser grave)NãoNãoNão
Enjoo/vômitosNãoÀs vezesNãoNão
Vermelhidão no corpoNãoFrequentesNãoNão