{"id":218,"date":"2017-08-14T13:33:54","date_gmt":"2017-08-14T16:33:54","guid":{"rendered":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/?p=218"},"modified":"2017-08-14T13:33:54","modified_gmt":"2017-08-14T16:33:54","slug":"intolerancia-a-lactose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/2017\/08\/14\/intolerancia-a-lactose\/","title":{"rendered":"Intoler\u00e2ncia \u00e0 Lactose"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<span style=\"font-weight: 400;\"><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-219 aligncenter\" src=\"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gerardo.jpg\" alt=\"\" width=\"670\" height=\"415\" srcset=\"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gerardo.jpg 670w, https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gerardo-300x186.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><\/p>\n<p>A lactose \u00e9 um a\u00e7\u00facar presente no leite de praticamente todos os mam\u00edferos, tendo como \u00fanica exce\u00e7\u00e3o o le\u00e3o marinho. Trata-se de uma mol\u00e9cula composta por dois a\u00e7\u00facares menores, a glicose e a galactose. Assim, quando ingerimos lactose, ela tem que \u00a0ser quebrada ao meio, para que a glicose e a galactose se separem, permitindo assim sua absor\u00e7\u00e3o pela parede intestinal. Quem faz esta quebra \u00e9 uma enzima conhecida por lactase.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Indiv\u00edduos que n\u00e3o conseguem produzir esta enzima em quantidades adequadas, n\u00e3o conseguem digerir este a\u00e7\u00facar. A lactose n\u00e3o digerida, chega ao intestino onde vai ser fermentada por bact\u00e9rias, gerando gases, distens\u00e3o, dor abdominal e altera\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito intestinal (normalmente diarreia, podendo apresentar, tamb\u00e9m, constipa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>A falta de digest\u00e3o da lactose pode tamb\u00e9m modificar a popula\u00e7\u00e3o bacteriana do tubo digestivo, promovendo aumento de bact\u00e9rias que &#8220;gostam&#8221; de lactose em detrimento das outras. Este desequil\u00edbrio pode levar tamb\u00e9m a v\u00e1rios sintomas extra-intestinais, sendo descritos como sonol\u00eancia, adinamia e at\u00e9 mesmo depress\u00e3o. A falta de digest\u00e3o da lactose n\u00e3o necessariamente leva a sintomas.<\/p>\n<p>Cerca de 70% da popula\u00e7\u00e3o do planeta n\u00e3o digere lactose, mas somente um ter\u00e7o destes presentes sintomas secund\u00e1rios a esta m\u00e1 digest\u00e3o. Quando a m\u00e1 digest\u00e3o leva a sintomas, falamos em intoler\u00e2ncia. A falta de enzima \u00e9 normalmente geneticamente determinada, havendo etnias com mais ou menos diGest\u00e3o. Por exemplo, praticamente 100% dos japoneses n\u00e3o digerem lactose, enquanto somente 20% dos suecos t\u00eam esse problema.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 feito baseado nos sintomas, hist\u00f3ria cl\u00ednica, exame f\u00edsico e exames espec\u00edficos que envolvem testes gen\u00e9ticos, respirat\u00f3rio, sangu\u00edneos ou mesmo por bi\u00f3psias intestinais.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, o m\u00e9dico deve sempre estar atendo para o que chamamos de intoler\u00e2ncia secund\u00e1ria, na qual o paciente tem defici\u00eancia de lactase secundariamente associada a uma inflama\u00e7\u00e3o intestinal que impede a produ\u00e7\u00e3o da enzima.<\/span><\/p>\n<p>O tratamento passa pela parada da ingest\u00e3o de leite e derivados, estrat\u00e9gia n\u00e3o ideal, j\u00e1 que pode gerar v\u00e1rios problemas nutricionais, principalmente secund\u00e1rios a falta de c\u00e1lcio e outras vitaminas em que o leite \u00e9 rico. Pode-se consumir produtos l\u00e1cteos com baixo teor de lactose, suplementa\u00e7\u00e3o de algumas cepas de lactobacilos que produzem lactase e utilizar a enzima (lactase) quando se for consumir lactose.<\/p>\n<p>Esta \u00faltima estrat\u00e9gia parece ser a que menos interfere na qualidade de vida dos pacientes, lembrando que a enzima s\u00f3 deve ser ingerida no momento que vamos consumir a lactose.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caso seja ingerida lactose em diferentes momentos do dia, a enzima deve ser utilizada tamb\u00e9m em v\u00e1rias ocasi\u00f5es. Quando n\u00e3o consumir lactose n\u00e3o h\u00e1 necessidade de usar a enzima.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Revista Horizontes, hoje em dia, 14 de Agosto de 2017.<\/span><\/i><\/p>\n<p><\/span>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A lactose \u00e9 um a\u00e7\u00facar presente no leite de praticamente todos os mam\u00edferos, tendo como \u00fanica exce\u00e7\u00e3o o le\u00e3o marinho. Trata-se de uma mol\u00e9cula composta por dois a\u00e7\u00facares menores, a glicose e a galactose. Assim, quando ingerimos lactose, ela tem que \u00a0ser quebrada ao meio, para que a glicose e a galactose se separem, permitindo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[57,56,55,54],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218"}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=218"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":220,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions\/220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}