{"id":1024,"date":"2021-07-28T11:30:24","date_gmt":"2021-07-28T14:30:24","guid":{"rendered":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/?p=1024"},"modified":"2021-07-20T11:20:16","modified_gmt":"2021-07-20T14:20:16","slug":"dia-mundial-da-luta-contra-as-hepatites-tudo-que-voce-precisa-saber","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/2021\/07\/28\/dia-mundial-da-luta-contra-as-hepatites-tudo-que-voce-precisa-saber\/","title":{"rendered":"DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA AS HEPATITES: TUDO QUE VOC\u00ca PRECISA SABER"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Gerardo-2807-3-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1025\" srcset=\"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Gerardo-2807-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Gerardo-2807-3-150x150.jpg 150w, https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Gerardo-2807-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Gerardo-2807-3-768x768.jpg 768w, https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Gerardo-2807-3-88x88.jpg 88w, https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Gerardo-2807-3-900x900.jpg 900w, https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Gerardo-2807-3.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Estamos no Julho Amarelo, o m\u00eas de preven\u00e7\u00e3o e controle das hepatites virais. Amarelo porque \u00e9 a cor que geralmente o infectado fica quando a doen\u00e7a se manifesta.<\/p>\n\n\n\n<p>As hepatites virais atingem o f\u00edgado, causando altera\u00e7\u00f5es leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes s\u00e3o infec\u00e7\u00f5es silenciosas, ou seja, n\u00e3o apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansa\u00e7o, febre, mal-estar, tontura, enjoo, v\u00f4mitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o impacto dessas infec\u00e7\u00f5es acarreta aproximadamente 1,4 milh\u00f5es de mortes anualmente no mundo, seja por infec\u00e7\u00e3o aguda, c\u00e2ncer hep\u00e1tico ou cirrose associada \u00e0s hepatites. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada \u00e0s do HIV e da tuberculose.<\/p>\n\n\n\n<p>COMO SE PREVENIR?<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Lave bem as m\u00e3os antes das refei\u00e7\u00f5es e ap\u00f3s usar o banheiro;<\/li><li>Lave e cozinhe bem os alimentos;<\/li><li>N\u00e3o tome banho em riachos perto de esgoto aberto;<\/li><li>Use preservativos em todas as rela\u00e7\u00f5es sexuais;<\/li><li>N\u00e3o compartilhe objetos de uso pessoal, como alicates de unha e barbeadores;<\/li><li>N\u00e3o compartilhe nenhum objeto que possa ter tido contato com sangue, como seringas e agulhas;<\/li><li>Vacine-se!<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>FORMAS DE TRANSMISS\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>As hepatites virais podem ser classificadas em dois grupos: o grupo de transmiss\u00e3o fecal-oral (HAV e HEV) tem seu mecanismo de transmiss\u00e3o ligado a condi\u00e7\u00f5es de saneamento b\u00e1sico, higiene pessoal, qualidade da \u00e1gua e dos alimentos. A transmiss\u00e3o percut\u00e2nea (inocula\u00e7\u00e3o acidental) ou parenteral (transfus\u00e3o) dos v\u00edrus A e E \u00e9 muito rara, devido ao curto per\u00edodo de viremia dos mesmos. O segundo grupo (HBV, HCV, e HDV) possui diversos mecanismos de transmiss\u00e3o, como o parenteral, sexual, compartilhamento de objetos contaminados (agulhas, seringas, l\u00e2minas de barbear, escovas de dente, alicates de manicure), utens\u00edlios para coloca\u00e7\u00e3o de piercing e confec\u00e7\u00e3o de tatuagens e outros instrumentos usados para uso de drogas injet\u00e1veis e inal\u00e1veis. H\u00e1 tamb\u00e9m o risco de transmiss\u00e3o atrav\u00e9s de acidentes perfurocortantes, procedimentos cir\u00fargicos e odontol\u00f3gicos e hemodi\u00e1lises sem as adequadas normas de biosseguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, ap\u00f3s a triagem obrigat\u00f3ria nos bancos de sangue (desde 1978 para a hepatite B e 1993 para a hepatite C), a transmiss\u00e3o via transfus\u00e3o de sangue e hemoderivados \u00e9 relativamente rara. A transmiss\u00e3o por via sexual \u00e9 mais comum para o HBV que para o HCV. Na hepatite C poder\u00e1 ocorrer a transmiss\u00e3o principalmente em pessoa com m\u00faltiplos parceiros, co-infectada com o HIV, com alguma les\u00e3o genital (DST), alta carga viral do HCV e doen\u00e7a hep\u00e1tica avan\u00e7ada. Os v\u00edrus das hepatites B, C e D possuem tamb\u00e9m a via de transmiss\u00e3o vertical (da m\u00e3e para o beb\u00ea). Geralmente, a transmiss\u00e3o ocorre no momento do parto, sendo a via transplacent\u00e1ria incomum. A transmiss\u00e3o vertical do HBV ocorre em 70% a 90% dos casos de m\u00e3es com replica\u00e7\u00e3o viral (HBeAg positivas); nos casos de m\u00e3es sem replica\u00e7\u00e3o viral (HBeAg negativas) a probabilidade varia entre 30% a 50% \u2013 o que n\u00e3o altera a conduta a ser adotada para a crian\u00e7a (vacina\u00e7\u00e3o e imunoglobulina nas primeiras doze horas de vida). Na hepatite C, a transmiss\u00e3o vertical \u00e9 bem menos frequente, podendo ocorrer em aproximadamente 6% dos casos. Entretanto, se a m\u00e3e for co-infectada com o HIV, este percentual sobe para at\u00e9 17%. A transmiss\u00e3o vertical n\u00e3o tem import\u00e2ncia para os v\u00edrus A e E.<\/p>\n\n\n\n<p>As vacinas para hepatites A e B est\u00e3o dispon\u00edveis no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e s\u00e3o eficazes na preven\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as. Voc\u00ea j\u00e1 tomou as duas? Confira seu cart\u00e3o de vacina\u00e7\u00e3o e fique em dia com a sua sa\u00fade!<\/p>\n\n\n\n<p>Manter seus exames em dia \u00e9 t\u00e3o importante quanto manter o seu cart\u00e3o de vacina\u00e7\u00e3o atualizado, j\u00e1 que nem sempre as hepatites virais apresentam sintomas.<\/p>\n\n\n\n<p>TRIAGEM: EXAMES INESPEC\u00cdFICOS<br><strong>Aminotransferases (transaminases<\/strong> \u2013 a aspartato aminotransferase (AST\/TGO) e a alanino aminotransferase (ALT\/TGP) s\u00e3o marcadores de agress\u00e3o hepatocelular. Nas formas agudas, chegam a atingir, habitualmente, valores at\u00e9 25 a 100 vezes acima do normal, embora alguns pacientes apresentem n\u00edveis bem mais baixos, principalmente na hepatite C. Em geral, essas enzimas come\u00e7am a elevar-se uma semana antes do in\u00edcio da icter\u00edcia e normalizam-se em cerca de tr\u00eas a seis semanas de curso cl\u00ednico da doen\u00e7a. Nas formas cr\u00f4nicas, na maioria das vezes n\u00e3o ultrapassam 15 vezes o valor normal e, por vezes, em indiv\u00edduos assintom\u00e1ticos, \u00e9 o \u00fanico exame laboratorial sugestivo de doen\u00e7a hep\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bilirrubinas <\/strong>\u2013 elevam-se ap\u00f3s o aumento das aminotransferases e, nas formas agudas, podem alcan\u00e7ar valores 20 a 25 vezes acima do normal. Apesar de haver aumento tanto da fra\u00e7\u00e3o n\u00e3o-conjugada (indireta) quanto da conjugada (direta), esta \u00faltima apresenta-se predominante. Na urina pode ser detectada precocemente, antes mesmo do surgimento da icter\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prote\u00ednas s\u00e9ricas<\/strong> \u2013 normalmente, n\u00e3o se alteram nas formas agudas. Nas hepatites cr\u00f4nicas e cirrose, a albumina apresenta diminui\u00e7\u00e3o acentuada e progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fosfatase alcalina<\/strong> \u2013 pouco se altera nas hepatites por v\u00edrus, exceto nas formas colest\u00e1ticas, quando se apresenta em n\u00edveis elevados. Devido \u00e0 presen\u00e7a normalmente aumentada da fra\u00e7\u00e3o osteobl\u00e1stica dessa enzima durante o per\u00edodo de crescimento, esse aspecto deve ser considerado no acompanhamento de crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gama-glutamiltransferase (GGT)<\/strong> \u2013 \u00e9 a enzima mais relacionada aos fen\u00f4menos colest\u00e1ticos, sejam intra e\/ou extra-hep\u00e1ticos. Em geral, h\u00e1 aumento nos n\u00edveis da GGT em icter\u00edcias obstrutivas, hepatopatias alco\u00f3licas, hepatites t\u00f3xico-medicamentosas, tumores hep\u00e1ticos. Ocorre eleva\u00e7\u00e3o discreta nas hepatites virais, exceto nas formas colest\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atividade de protrombina<\/strong> \u2013 nas formas agudas benignas esta prova sofre pouca altera\u00e7\u00e3o, exceto nos quadros de hepatite fulminante. Nos casos de hepatite cr\u00f4nica, o alarga- Hepatites Virais Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade \/ MS 415 H 6 mento do tempo de protrombina indica a deteriora\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica e em associa\u00e7\u00e3o com alguns outros fatores cl\u00ednicos e laboratoriais (encefalopatia, ascite, aumento de bilirrubina, queda da albumina) comp\u00f5em a classifica\u00e7\u00e3o de Child (um importante e pr\u00e1tico meio de avaliar o grau de deteriora\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica, al\u00e9m de um marcador progn\u00f3stico).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alfafetoprote\u00edna <\/strong>\u2013 n\u00e3o tem valor cl\u00ednico na avalia\u00e7\u00e3o das hepatites agudas. A presen\u00e7a de valores elevados, ou progressivamente crescentes, em pacientes portadores de hepatite cr\u00f4nica, em geral indica o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular, sendo por isso utilizada no screening deste tumor do f\u00edgado em pacientes cirr\u00f3ticos (Obs: pacientes com hepatite cr\u00f4nica pelo HBV podem desenvolver carcinoma hepatocelular mesmo sem a presen\u00e7a de cirrose hep\u00e1tica).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hemograma<\/strong> \u2013 a leucopenia \u00e9 habitual nas formas agudas, entretanto muitos casos cursam sem altera\u00e7\u00e3o no leucograma. A presen\u00e7a de leucocitose sugere intensa necrose hepatocelular ou a associa\u00e7\u00e3o com outras patologias. N\u00e3o ocorrem altera\u00e7\u00f5es significativas na s\u00e9rie vermelha. A plaquetopenia pode ocorrer na infec\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica pelo HCV.<\/p>\n\n\n\n<p>TRIAGEM: EXAMES ESPEC\u00cdFICOS<br><strong>Marcadores sorol\u00f3gicos<\/strong> \u2013 em caso de hepatite aguda deve-se avaliar a faixa et\u00e1ria do paciente, a hist\u00f3ria pregressa de hepatites virais ou icter\u00edcia e a presen\u00e7a de fatores de risco, como o uso de drogas injet\u00e1veis, pr\u00e1tica sexual n\u00e3o segura, contato com pacientes portadores de hepatite. Estas informa\u00e7\u00f5es auxiliar\u00e3o na investiga\u00e7\u00e3o. Contudo, deve-se lembrar que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel determinar a etiologia de uma hepatite aguda apenas com base em dados cl\u00ednicos e epidemiol\u00f3gicos (exceto em surtos de hepatite aguda pelo v\u00edrus A, que tenham v\u00ednculo epidemiol\u00f3gico com um caso confirmado laboratorialmente). Respeitando-se as ressalvas j\u00e1 feitas, recomenda-se em caso de suspeita de hepatite aguda a pesquisa inicial dos marcadores sorol\u00f3gicos: anti-HAV IgM, HBsAg , anti-HBc (total) e anti-HCV* (caso haja justificativa com base na hist\u00f3ria cl\u00ednica). A necessidade da pesquisa de marcadores adicionais poderia ser orientada pelos resultados iniciais. Faz parte das boas pr\u00e1ticas do laborat\u00f3rio manter acondicionados os esp\u00e9cimes j\u00e1 examinados por, pelo menos, duas semanas ap\u00f3s a emiss\u00e3o do laudo, tempo necess\u00e1rio para elucidar eventuais d\u00favidas ou complementar algum exame referente \u00e0 amostra.<\/p>\n\n\n\n<p>Hepatite A<br>\nAnti-HAV<\/p>\n\n\n\n<p><strong>IgM<\/strong> \u2013 a presen\u00e7a deste marcador \u00e9 compat\u00edvel com infec\u00e7\u00e3o recente pelo HAV, confirmando o diagn\u00f3stico de hepatite aguda A. Este marcador surge precocemente na fase aguda da doen\u00e7a, come\u00e7a a declinar ap\u00f3s a segunda semana e desaparece ap\u00f3s 3 meses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anti-HAV IgG<\/strong> \u2013 os anticorpos desta classe n\u00e3o permitem identificar se a infec\u00e7\u00e3o \u00e9 aguda ou se trata de infec\u00e7\u00e3o pregressa. Este marcador est\u00e1 presente na fase de convalescen\u00e7a e persiste indefinidamente. \u00c9 um importante marcador epidemiol\u00f3gico por demonstrar a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus em determinada popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Hepatite B<br>\nS\u00e3o marcadores de triagem para a hepatite B: HBsAg e anti-HBc.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>HBsAg (ant\u00edgeno de superf\u00edcie do HBV)<\/strong> \u2013 primeiramente denominado como ant\u00edgeno Austr\u00e1lia. \u00c9 o primeiro marcador a surgir ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o pelo HBV, em torno de 30 a 45 dias, podendo permanecer detect\u00e1vel por at\u00e9 120 dias. Est\u00e1 presente nas infec\u00e7\u00f5es agudas e cr\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anti-HBc (anticorpos IgG contra o ant\u00edgeno do n\u00facleo do HBV)<\/strong> \u2013 \u00e9 um marcador que indica contato pr\u00e9vio com o v\u00edrus. Permanece detect\u00e1vel por toda a vida nos indiv\u00edduos que tiveram a infec\u00e7\u00e3o (mesmo naqueles que n\u00e3o cronificaram, ou seja, eliminaram o v\u00edrus). Representa importante marcador para estudos epidemiol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anti-HBc IgM (anticorpos da classe IgM contra o ant\u00edgeno do n\u00facleo do HBV)<\/strong> \u2013 \u00e9 um marcador de infec\u00e7\u00e3o recente, portanto confirma o diagn\u00f3stico de hepatite B aguda. Pode persistir por at\u00e9 6 meses ap\u00f3s o in\u00edcio da infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anti-HBs (anticorpos contra o ant\u00edgeno de superf\u00edcie do HBV) <\/strong>\u2013 indica imunidade contra o HBV. \u00c9 detectado geralmente entre 1 a 10 semanas ap\u00f3s o desaparecimento do HBsAg e indica bom progn\u00f3stico. \u00c9 encontrado isoladamente em pacientes vacinados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>HBeAg (ant\u00edgeno \u201ce\u201d do HBV) <\/strong>\u2013 \u00e9 indicativo de replica\u00e7\u00e3o viral e, portanto, de alta infectividade. Est\u00e1 presente na fase aguda, surge ap\u00f3s o aparecimento do HBsAg e pode permanecer por at\u00e9 10 semanas. Na hepatite cr\u00f4nica pelo HBV, a presen\u00e7a do HBeAg indica replica\u00e7\u00e3o viral e atividade da doen\u00e7a (maior probabilidade de evolu\u00e7\u00e3o para cirrose).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anti-HBe (anticorpo contra o ant\u00edgeno \u201ce\u201d do HBV)<\/strong> \u2013 marcador de bom progn\u00f3stico na hepatite aguda pelo HBV. A soroconvers\u00e3o HBeAg para anti-HBe indica alta probabilidade de resolu\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o nos casos agudos (ou seja, provavelmente o indiv\u00edduo n\u00e3o vai se tornar um portador cr\u00f4nico do v\u00edrus). Na hepatite cr\u00f4nica pelo HBV a presen\u00e7a do anti-HBe, de modo geral, indica aus\u00eancia de replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, ou seja, menor atividade da doen\u00e7a e, com isso, menor chance de desenvolvimento de cirrose.<\/p>\n\n\n\n<p>Hepatite C<br><strong>Anti-HCV (anticorpos contra o v\u00edrus HCV)<\/strong> \u2013 \u00e9 o marcador de triagem para a hepatite C. Indica contato pr\u00e9vio com o v\u00edrus, mas n\u00e3o define se a infec\u00e7\u00e3o \u00e9 aguda, cr\u00f4nica ou se j\u00e1 foi curada. O diagn\u00f3stico de infec\u00e7\u00e3o aguda s\u00f3 pode ser feito com a viragem sorol\u00f3gica documentada, isto \u00e9, paciente inicialmente anti-HCV negativo que converte, tornando-se anti-HCV positivo e HCV-RNA positivo, detectado por t\u00e9cnica de biologia molecular. A infec\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica deve ser confirmada pela pesquisa de HCV-RNA.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>HCV-RNA (RNA do HCV) <\/strong>\u2013 \u00e9 o primeiro marcador a aparecer entre uma a duas semanas ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o. \u00c9 utilizado para confirmar a infec\u00e7\u00e3o em casos cr\u00f4nicos, monitorar a resposta ao tratamento e confirmar resultados sorol\u00f3gicos indeterminados, em especial em pacientes imunossuprimidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Hepatite D<br>\nO marcador sorol\u00f3gico mais usado \u00e9 o anti-HDV (total). O v\u00edrus Delta \u00e9 um v\u00edrus defectivo incompleto que n\u00e3o consegue, por si s\u00f3, reproduzir seu pr\u00f3prio ant\u00edgeno de superf\u00edcie, o qual seria indispens\u00e1vel para exercer sua a\u00e7\u00e3o patog\u00eanica e se replicar nas c\u00e9lulas hep\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hepatite E<br>\nA hepatite aguda E \u00e9 sorologicamente caracterizada por eventual convers\u00e3o sorol\u00f3gica para anti-HEV ou detec\u00e7\u00e3o de anti-HEV IgM.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\">Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua sa\u00fade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos no Julho Amarelo, o m\u00eas de preven\u00e7\u00e3o e controle das hepatites virais. Amarelo porque \u00e9 a cor que geralmente o infectado fica quando a doen\u00e7a se manifesta. As hepatites virais atingem o f\u00edgado, causando altera\u00e7\u00f5es leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes s\u00e3o infec\u00e7\u00f5es silenciosas, ou seja, n\u00e3o apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1024"}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1024"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1024\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1026,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1024\/revisions\/1026"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerardotrindade.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}