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Gripe, resfriado ou covid-19: a importância da vacinação e testagem na diferenciação e prevenção das viroses

Gripe, resfriado e covid-19 por muitas vezes podem ser confundidas, porém são doenças distintas. A gripe é uma infecção viral do aparelho respiratório provocada pelo vírus influenza, que ataca os pulmões, o nariz e a garganta e pode evoluir para uma pneumonia. Assim como em casos de infecções causadas pelo vírus SARS COV2, os sintomas incluem febre, calafrios, tosse, dores de cabeça e fadiga. Por isso, as doenças podem ser facilmente confundidas. Tanto a gripe e a covid-19 podem evoluir para formas mais graves em algumas populações específicas, como idosos e imunodeprimidos, por exemplo. Já o resfriado causado por rinovírus, que também apresenta sintomas respiratórios, tem evolução benigna e sem sequelas.

Desde sempre a vacinação é necessária para o controle e contenção de doenças graves, além de um direito fundamental social que está previsto na Constituição Federal. Quando o assunto é gripe, resfriado e covid-19 não podemos nos descuidar, ainda mais no inverno. Em relação à vacina contra a gripe – causada pelo vírus influenza –, por exemplo, uma das mais seguras e eficientes no quesito de prevenção, estudos demonstram que ela reduz entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da doença. Já a vacinação contra a covid-19 mostrou a sua eficiência ao reduzir em poucos meses a internação e morte de pessoas idosas. Por isso, a vacinação contra os vírus influenza e SARS COV2 – disponíveis na rede pública – são essenciais na prevenção individual da gripe e covid-19 e redução da circulação do vírus na comunidade, o que reduz drasticamente o número de internações hospitalares e mortes na população brasileira.

Confira no quadro a seguir as diferenças entre os sintomas da covid-19, do resfriado e da gripe:

Testagem para COVID-19 e influenza

A testagem e identificação viral é tão essencial quanto a vacinação no controle da covid-19, porque são estratégias comprovadamente eficazes, já que tornam possível a identificação da pessoa contaminada e seu isolamento dos demais para evitar a disseminação do vírus. Existem dois testes indicados para suspeita de infecção/doença pelo vírus SARS COV2, ambos são feitos pela inoculação de swab na mucosa nasal e identificam se a pessoa é portadora do vírus ou não no momento da coleta: RT-PCR e pesquisa de antígeno viral. A diferença entre os testes é o alvo pesquisado para identificar a presença do vírus: o RT-PCR pesquisa a presença do RNA viral e o teste do antígeno pesquisa a proteína nucleocapsídeo. A sensibilidade do RT-PCR é maior que o teste do antígeno e consegue detectar a infecção em um estágio mais inicial, porém, a liberação do resultado é um pouco mais demorado que do teste do antígeno, que é liberado em até 30 minutos após a coleta do material.

Já os testes sorológicos para covid-19 pesquisam a presença de anticorpos específicos contra o vírus. Estes testes não são indicados para confirmação de infecção e sim para verificação do estado imunológico, ou seja, se o organismo reagiu ou não ao vírus e em qual proporção. Normalmente, são pesquisados de forma isolada os anticorpos IgM (produzidos no início da infecção) e IgG (produzidos mais tardiamente e que permanecem como marcadores de proteção no organismo). Outros anticorpos – como o IgA – não tem tanto significado clínico e não são habitualmente pesquisados de forma isolada. Existem diversos testes sorológicos disponíveis no Gerardo Trindade, porém, três se destacam por sua indicação clínica e qualidade técnica:

  • pesquisa quantitativa de anticorpos anti-nucleocapsídeo (N) por fluorometria
  • pesquisa quantitativa de anticorpos anti-RBD por quimioluminescência
  • pesquisa quantitativa de anticorpos neutralizantes por quimioluminescência

Além dos testes específicos para covid-19, existe um teste específico para detectar a presença dos subtipos específicos do vírus da gripe que podem causar sintomas mais graves, como os tipos A e B, subtipos A-H1N1 e A-H3N2. O teste é feito pela inoculação de swab na mucosa nasal e identifica a presença do vírus, podendo ser feito em paralelo ao teste do antígeno ou RT-PCR para covid-19 para diferenciar as duas infecções.

Confira nas tabelas a seguir a indicação dos testes disponíveis para covid-19 e influenza no Gerardo Trindade e o prazo de liberação dos resultados:

Faça sua parte, vacine-se quando chegar a sua vez. Não se descuide, use máscara, mantenha o distanciamento e higienize sempre as mãos, faça por você, pela sua família, pelos seus amigos e por todos os demais!

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

B-HCG quantitativo: a importância desde exame no início da gestação

O B-HCG, hormônio gonadotrofina coriônica,  normalmente é usado para detectar a gravidez, causando bastante ansiedade nas mamães até que o resultado seja liberado. Normalmente, 10 a 15 dias após a fecundação já se consegue detectar o B-HCG no sangue materno, período que equivale à aproximadamente à data que a mulher iria menstruar, se não estivesse grávida.

Mas além de ser útil para detectar a gestação, o B-HCG tem uma função muito importante: monitorar a evolução inicial da gestação, sendo muito importante para prever abortos espontâneos e até detectar gravidez ectópica, que ocorre fora do útero, normalmente nas trompas. Por isso, a importância da realização de dosagens seriadas e quantitativas do hormônio no início da gestação. No Gerardo Trindade, este exame é liberado em até duas horas. Você vai entender por que este prazo é tão importante. Leia abaixo!

Primeiramente, vamos entender a relação B-HCG X progesterona

Por volta de 6 a 8 dias após a fecundação, logo que o embrião é implantado no útero, começa a produção do hormônio BHCG, inicialmente produzido pelo embrião (nessa fase inicial chamado de trofoblasto) e depois pela placenta materna. O papel principal do BHCG nesta fase é manter os níveis do hormônio progesterona elevados na gestante. Além disso, o B-HCG é responsável pelo aumento dos seios maternos, já preparando-os para a futura amamentação.

E por que é tão importante manter a progesterona em níveis elevados na gestação? Entendendo como a progesterona age no útero materno

A progesterona é um hormônio produzido em intervalos regulares e mensais pelos ovários na mulher não-grávida, sendo responsável por regular o ciclo menstrual da mulher e preparar o útero – espessando o endométrio, camada interna do útero –  para receber o óvulo fertilizado caso ocorra gravidez, evitando que o mesmo seja expulso pelo corpo. 

Normalmente, os níveis de progesterona aumentam após a ovulação e mantêm-se altos caso exista uma gravidez, para que o endométrio uterino continue espesso e se desenvolvendo, evitando que ocorra um aborto espontâneo. No entanto, caso não exista gravidez, os ovários deixam de produzir progesterona e, por isso, o endométrio uterino é destruído e eliminado naturalmente através da menstruação.  Acompanhe abaixo um ciclo menstrual onde não ocorre a fecundação para entender a oscilação natural dos hormônios femininos e o espessamento do endométrio ao longo do mês.

Ciclo Menstrual e Gravidez | Ciências na mosca 9º ano
O que os níveis de B-HCG contam sobre a evolução da gestação

Agora que já sabemos a importância de se manter o nível de progesterona adequado, vamos entender o que os níveis do B-HCG nos contam e porque é tão importante monitorá-lo durante a gravidez, especialmente nos primeiros meses.

O B-HCG começa a ser produzido – inicialmente pelo embrião – 6 a 8 dias após a fecundação, logo após a implantação deste no útero, e depois a produção do hormônio passa a ocorrer na placenta materna. As concentrações de B-HCG duplicam aproximadamente a cada 1,5 a 3 dias nas primeiras seis semanas e continuam a aumentar até o fim do primeiro trimestre, diminuindo gradualmente para um nível mais baixo durante o tempo restante da gravidez. Após o parto, o B-HCG volta a ser  inferior a 5 mUI/mL e é normalmente indetectável durante vários dias no pós-parto. 

Durante a gravidez, níveis de B-HCG abaixo dos esperados ou em rápida diminuição podem indicar um estado anormal, tal como uma gravidez ectópica (fora do útero, nas trompas) ou a ocorrência de um aborto espontâneo. Por isso a importância do monitoramento contínuo do hormônio nos meses iniciais da gestação. E a liberação do resultado precisa ser feita de forma ágil para permitir a intervenção médica a tempo de evitar um aborto, por exemplo.

Um gráfico que mostra os níveis de hCG durante a gravidez com as semanas de gestação no eixo xe os níveis de hCG no eixo y.

Observe que por volta da 10ª semana de gestação os níveis de B-HCG vão diminuindo naturalmente. Acompanhe os valores de referência esperados para as mulheres grávidas por tempo de gestação (semanas desde o LPM*):

03 semanas: 5,0 a 50,0 mUI/mL

04 semanas: 5,0 a 426,0 mUI/mL

05 semanas: 18,0 a 7.340,0 mUI/mL

06 semanas: 158,0 a 31.795,0 mUI/mL

07 a 08 semanas: 7.650,0 a 229.000,0 mUI/mL

09 a 12 semanas: 63.803,0 a 151.410,0 mUI/mL

13 a 16 semanas: 13.300,0 a 254.000,0 mUI/mL

17 a 24 semanas: 4.060,0 a 165.400,0 mUI/mL

 25 a 40 semanas: 3.640,0 a 117.000,0 mUI/mL

 * LPM: data do último período menstrual, contada a partir do seu primeiro dia.

Agora que você entendeu a importância da dosagem seriada do B-HCG no início da gestação, saiba que o Laboratório Gerardo Trindade libera o resultado do exame B-HCG em até duas horas após a coleta. Conte conosco para acompanhar sua gravidez!


Festa junina em casa: receitas saudáveis e deliciosas

Canjica, pipoca, paçoca e lá se vão inúmeras delícias: só de pensar no mês de Junho dá água na boca. Desde o ano passado as comemorações juninas ficaram um pouco diferentes. Por causa da pandemia, as festas que antes reuniam diversos familiares, amigos e conhecidos, passaram a reunir apenas as pessoas do mesmo núcleo familiar. A nova realidade parece ter reforçado o gosto pelas tradições, inclusive das comidinhas típicas. Selecionamos algumas receitas saudáveis e deliciosas para você comemorar esse mês em casa no clima de São João!

Bolo de milho

Ingredientes

3 xícaras (chá) de milho cozido 

200 mililitros de leite de coco

1/2 xícara (chá) de farinha de coco

1 xícara (chá) de fubá fino

3 colheres (sopa) de óleo de coco

3/4 xícara (chá) de adoçante Xylitol

1 colher (sopa) de fermento químico

Modo de preparo

Bater todos os ingredientes no liquidificador até que fique homogêneo. Em seguida, posicione a massa em uma fôrma com furo no meio e coloque para assar em forno preaquecido a 180 graus por 30 minutos. Se quiser incrementar a apresentação basta acrescentar coco tostado por cima do bolo na hora de servir! 

Paçoca light 

Ingredientes

4 col. (sopa) de leite em pó desnatado

6 col. (sopa) de amendoim sem casca torrado

1 xíc. (chá) de proteína de soja texturizada torrada

4 col. (sopa) de adoçante culinário

1 pitada de sal

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no processador (ou no liquidificador) até formar uma farofa. Guarde em um pote com tampa. 

Canjica proteica

Ingredientes

100 gramas de milho para canjica cozido

100 leite de coco

5 unidades de cravo-da-índia (ou cravinho)

1 unidade de canela em pau

1 colher (sopa) de adoçante xylitol (ou de 7 a 10 gotas de adoçante 100% Stevia

2 colheres (sopa) de proteína vegetal (ou whey protein) sabor baunilha 

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça todos os ingredientes, menos a proteína vegetal. Mexa sem parar por uns 15 minutos ou até sentir que o creme está quentinho e com sabor forte do cravo e da canela.  Depois, tire os cravos e a canela e acrescente a proteína vegetal.  

Pipoca funcional com cúrcuma e alecrim

3 col. (sopa) de óleo de coco extravirgem

1 ramo de alecrim fresco

1 xíc. (chá) de milho para pipoca

1/3 col. (café) de cúrcuma moída

Pimenta do reino a gosto

Sal do Himalaia a gosto

Modo de preparo

Em uma panela, coloque o óleo e o ramo de alecrim. Deixe refogar, por aproximadamente, 40 segundos. Acrescente o milho para a pipoca. Movimente a panela tampada em sentido circular para os grãos deslizarem e não queimarem. Deixe no fogo até estourar todo o milho. Depois de pronto, tempere com a cúrcuma, a pimenta e o sal. 

Pipoca doce natural

Ingredientes 

1 col. (sopa) de óleo de coco

2 col. (sopa) de cacau em pó

1/2 xíc. (chá) de milho

2 col. (chá) de canela em pó 

Modo de preparo

Em uma panela, derreta o óleo de coco com o cacau em pó. Acrescente o milho, mexa bem e tampe até começar a estourar. Movimente a panela tampada em sentido circular para os grãos deslizarem e não queimarem. Deixe no fogo até estourar todo o milho. Depois de pronto, salpique a canela em pó e sirva. 

Quentão termogênico

Ingredientes

300 Água

1 colher (sopa) de adoçante tipo xylitol ou 10 gotas de adoçante 100% stevia

1 colher (sopa) de gengibre em pedacinhos

1/2 unidade de maçã fuji cortada em pedacinhos

 casca de 1 laranja

casca de 1 /2 limão

cravo-da-índia (ou cravinho) a gosto 

canela em pau a gosto 

Modo de preparo

Em uma panela, coloque a água, o adoçante, as cascas de laranja e limão, o gengibre, o cravo e a canela e deixe cozinhar, em fogo médio, por 20 a 25 minutos. Depois, filtre a bebida e coloque a maçã picadinha por cima.

Vale lembrar que os alimentos juninos, de maneira geral, são ricos em fibras e proteínas, além de vitamina E (amendoim), mas eles têm que ser consumidos com moderação justamente por serem bastante calóricos.

Qual dessas receitas você mais gostou? Compartilhe com seus amigos e familiares!


Entenda o que mudou no exame toxicológico periódico para renovação de CNH

Em abril de 2021, os caminhoneiros foram surpreendidos com a aplicação da Lei Federal nº 14.071/2020.  Em vigor desde o dia 12/04/2021, a Lei federal nº 14.071/20, popularmente conhecida como “nova lei de trânsito”, foi elaborada com o objetivo de atualizar diversos pontos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), estabelecendo também algumas novas regras para o Exame Toxicológico Periódico, impactando todos os motoristas brasileiros, principalmente das categorias C, D e E. De repente, o prazo para realizar o exame toxicológico periódico tornou-se urgente para os quase dois milhões de caminhoneiros no Brasil! E os laboratórios que realizam o teste não estavam preparados para o aumento repentino da demanda, que foi multiplicada por mais de cinco vezes de um dia para o outro. Faltou kit para coletar amostra. Laudos que antes eram liberados em uma semana, passaram a ter um grande atraso em sua liberação. 

PRINCIPAIS MUDANÇAS PREVISTAS NA LEI Nº 14.071/2020
Exame toxicológico a cada dois anos e 6 meses para motoristas com idade inferior a 70 anos
Infração gravíssima para quem for flagrado dirigindo sem a realização do exame período após 30 dias do prazo estabelecido
Multa de R$1.467,35
Suspensão do direito de dirigir por 3 meses

Em relação aos procedimentos do exame toxicológico, como as coletas das amostras (cabelo e pelo), janela de detecção (90 a 180 dias), e das drogas analisadas, as regras permanecem as mesmas, sem sofrer alterações.

Confira abaixo os detalhes das novas regras do exame toxicológico periódico:

1)Exame toxicológico a cada dois anos e 6 meses

Como mencionado anteriormente, uma das novas regras do exame toxicológico periódico é referente ao prazo para a renovação do exame. 

Segundo as novas mudanças na lei do CTB, através do Art. 148-A parágrafo § 2º, os condutores de categorias C, D e E, com idade inferior a 70 anos, deverão renovar o exame toxicológico a cada 2 anos e 6 meses, independente da validade da CNH e dos exame de aptidão física e mental.

Para os motoristas que tenham idade acima de 70 anos, não precisarão renovar o exame antes do vencimento da CNH.

No entanto, vale ainda ressaltar um ponto importante da nova lei de trânsito, que é relacionada a ampliação do aumento da validade da CNH. Levando em consideração esse aumento, o exame toxicológico periódico para as categorias C, D ou E deverá ser realizado nas seguintes condições;

– Motoristas com idade inferior a 50 anos, deverão renovar a carteira nacional de habilitação (CNH) a cada 10 anos. Contudo, dentro do período de validade da CNH, o condutor deverá realizar o exame toxicológico de larga janela de detecção a cada 2 anos e 6 meses.

– Para os motoristas com idade igual ou superior a 50 e inferior a 70 anos, a renovação da CNH ocorrerá a cada 5 anos. Porém, o exame toxicológico também é necessário a cada 2 anos e 6 meses.

– Por fim, para os motoristas com idade de 70 anos ou mais, a renovação da CNH deverá ser feita a cada 3 anos. Entretanto, para estes condutores, o exame toxicológico poderá ser realizado no momento da renovação da CNH.

2) Infração gravíssima para quem conduzir veículos sem ter renovado o exame toxicológico

Uma das novas regras do exame toxicológico que foi acrescentada no novo código de trânsito (CTB), através do Art. 165-B, é em relação a aplicação de infração gravíssima ao condutor. 

Segundo a lei, o condutor que for flagrado conduzindo um veículo para o qual é exigida a habilitação nas categorias C, D ou E sem ter realizado o exame toxicológico a cada 2 anos e 6 meses (para motoristas de idade inferior a 70 anos), após 30 dias do vencimento desse prazo estabelecido, será aplicado infração gravíssima.  

Ainda de acordo com o Art. 165-B, a mesma penalidade ocorrerá para os condutores que exercem atividade remunerada (motoristas profissionais de categorias C, D ou E) que não comprovarem a realização do exame toxicológico periódico previsto na lei.

3) Multa e suspensão do direito de dirigir por não renovar o toxicológico periódico

As novas regras do exame toxicológico periódico também prevê outras penalidades para os motoristas que não renovarem o exame toxicológico no prazo estabelecido (de 2 anos e 6 meses para motoristas com idade inferior a 70 anos), como a aplicação de multa multiplicada 5 vezes (R$ 1.467,35).

Além disso, a nova lei do exame toxicológico também prevê a suspensão do direito de dirigir por 3 meses. Neste caso, a suspensão estará condicionada à inclusão no RENACH do resultado negativo do exame toxicológico; ou seja, só será encerrada quando o motorista apresentar um novo teste toxicológico com resultado negativo, liberando assim o condutor a dirigir normalmente.

DENATRAN prorroga prazo para realização do Exame Toxicológico Periódico

Com a Lei entrando em vigor em abril/2021, de repente, o prazo para realizar o exame toxicológico periódico tornou-se urgente para os quase dois milhões de caminhoneiros no Brasil! E os laboratórios que realizam o teste não estavam preparados para o aumento repentino da demanda, que foi multiplicada por mais de cinco vezes de um dia para o outro. Faltou kit para coletar amostra. Laudos que antes eram liberados em uma semana, passaram a ter um grande atraso em sua liberação. 

Com este cenário caótico, o DENATRAN, por meio da deliberação do Contran nº 222 de 27 de abril de 2021prorrogou o prazo para os motoristas de CNH C, D ou E realizarem o Exame Toxicológico Periódico. A medida foi adotada principalmente para evitar transtornos aos motoristas e demais doadores que dependem do resultado do toxicológico, independente da modalidade do exame.

Em vista disso, o DENATRAN estabeleceu que a prorrogação do prazo para realizar o exame periódico passará a ser de acordo com o período de vencimento da última CNH. Além disso, para não prejudicar os motoristas, o início da fiscalização das novas regras do toxicológico periódico também foram adiadas, passando a vigorar a partir de 1º de Julho de 2021.

Outros pontos alterados pela deliberação nº 222 do Contran foram:

– quando o motorista fizer a coleta do material e esta for registrada no RENACH, ele já está cumprindo o prazo estabelecido, ou seja, não precisa esperar pelo laudo do exame para fins de fiscalização

– o exame toxicológico periódico poderá ser utilizado em até 90 dias para renovação da carteira. Depois desse prazo, é necessário fazer um novo exame;

– o prazo para a emissão do laudo do exame toxicológico periódico foi estendido para até 25 dias;

Confira abaixo a tabela divulgada pelo DENATRAN contendo os prazos limites para a realização do exame toxicológico periódico (de acordo com o período de vencimento da última CNH), e os prazos para o início das fiscalizações.

VALIDADE DA CNHPRAZO LIMITE PARA A REALIZAÇÃO DO EXAME TOXICOLÓGICO PERIÓDICOINÍCIO DA FISCALIZAÇÃO
De março a junho de 2021Até 30 de junho de 20211º de julho de 2021
De julho a dezembro de 2021Até 31 de julho de 20211º de agosto de 2021
De janeiro a junho de 2022Até 31 de agosto de 20211º de setembro de 2021
De julho a dezembro de 2022Até 30 de setembro de 20211º de outubro de 2021
De janeiro a junho de 2023Até 31 de outubro de 20211º de novembro de 2021
De julho a dezembro de 2023Até 30 de novembro de 20211º de dezembro de 2021
De janeiro a abril de 2024Até 31 de dezembro de 20211º de janeiro de 2022
A Partir de maio de 2024A partir de 1º de janeiro de 2022*1º de janeiro de 2022

*Até 30 (trinta) dias após o vencimento do prazo estabelecido no § 2º do art. 148-a do CTB

Onde olhar a data de validade da sua carteira

É bem fácil, a validade fica na parte frontal da carteira, na última linha, um pouco à direita da sua foto.  Verifique a validade e confira quando você deve realizar o exame periódico.

Data de validade da CNH

Onde fazer o seu Exame Toxicológico Periódico

No Laboratório Gerardo Trindade, em Pirapora – MG, é claro! Entre em contato conosco e agende seu exame! Parcelamos o valor em até 6 vezes no cartão de crédito!Ficou com alguma dúvida? Estamos no Whatsapp: (38) 99200-1138

Os impactos do cigarro na saúde: como abandonar o vício?

Você sabia que a dependência causada pela nicotina do cigarro é similar à dependência de drogas como heroína ou cocaína? Isso porque ela é responsável por estimular a sensação de prazer ao fumar. Com a inalação frequente da droga, o cérebro se adapta e você precisa de doses cada vez maiores.

Em cada tragada, você inala mais de 4.720 substâncias tóxicas, como: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, naftalina e fósforo P4/P6 (usado para matar rato), além de 43 substâncias cancerígenas. Todas essas substâncias são responsáveis por cerca de 50 doenças incapacitantes e fatais: 45% das mortes por infarto do miocárdio, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema), 25% das mortes por doença cérebro-vascular (derrames), 30% das mortes por câncer e  90% dos casos de câncer de pulmão. Além disso, fumar aumenta o risco de desenvolver outras doenças, como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras.

As consequências não surgem apenas para você que é fumante. As pessoas que convivem com você também são afetadas por esse vício. Essa exposição pode causar desde reações alérgicas  (rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma) em curto período, até infarto do miocárdio, câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) em adultos expostos por longos períodos. Em crianças o número de infecções respiratórias é ainda maior. Além disso, quando submetidas ao tabagismo passivo em ambientes fechados, seus familiares têm um risco 30% maior de desenvolverem câncer de pulmão.  

Não existe nenhuma fórmula mágica para se livrar do cigarro, isso é fato, mas é necessário que você acredite na sua força de vontade para obter sucesso! Reunimos algumas dicas para ajudá-lo nessa jornada rumo a uma vida mais saudável e feliz:

Escolha um dia para largar o cigarro e reduza a quantidade até que o dia chegue

Quantos cigarros você fuma por dia? Uma dica é ir reduzindo a quantidade até que o dia que você marcou para largar o cigarro chegue. A data escolhida será o seu primeiro dia sem cigarro! Acredite, quando você dá o primeiro passo não é mais tão difícil!

Crie distrações

A abstinência causada pela falta do cigarro não é fácil, mas é possível passar por ela se você criar distrações e se envolver com atividades prazerosas! Chicletes e balas podem ajudar no início, mas é importante reinventar sua rotina de todas as maneiras possíveis e tendo em mente que tudo passa. 

Evite gatilhos

Se você associou o cigarro ao café ou a algum outro alimento ou atividade é bom evitá-los! Pratique atividades físicas, cuide bem da sua alimentação, ligue para um familiar ou amigo e aproveite para renovar o ar da sua casa. Geralmente a casa de quem fuma tem cheiro da fumaça do cigarro. Por isso, essa é a hora de fazer uma faxina, usar aromas e evitar qualquer tipo de gatilho que gere aquela vontade de voltar a fumar!

Procure ajuda, se notar que não consegue sozinho

Os sintomas de abstinência incluem tremores, sudorese, irritação, ansiedade, fome compulsiva, dor de cabeça, tontura, alterações no sono, tosse, dificuldade de concentração, entre outros. Isso pode assustá-lo, mas mesmo quando há crise ela costuma ser mais intensa nos três primeiros dias, e a partir daí diminui gradativamente. Se você notar que não está conseguindo largar o cigarro sozinho, conte com ajuda profissional!

Nenhuma mudança é fácil, mesmo quando é para o bem da sua saúde, mas é preciso começar algum dia!

Conte com o Gerardo Trindade para cuidar da sua saúde!

Cuide da sua tireoide

A tireoide, uma pequena glândula localizada no pescoço, possui uma enorme influência na saúde. Seu papel é nada mais nada menos do que regular o metabolismo, a temperatura corporal, a frequência cardíaca e até mesmo a função cerebral. 

Essa glândula, conhecida pelo seu formato de borboleta, se comunica com outros órgãos através do hormônio que produz. A glândula pituitária (no cérebro), por sua vez, se comunica com a tireoide através de um hormônio conhecido como TSH. Quando a hipófise sente que os níveis hormonais da tireoide estão muito baixos, libera mais TSH para persuadir a tireoide a entrar em ação. Quando a tireoide recebe o TSH, ela produz um hormônio chamado tiroxina (T4) e uma proporção menor de triiodotironina (T3).

Em relação aos problemas de tireoide, mulheres de todas as idades são mais propensas do que os homens. Inclusive  o câncer de tireoide, embora raro, atinge cerca de 2% a 5% das mulheres, na faixa etária entre 25 a 65 anos de idade. No entanto, muitos de seus sintomas são atribuídos a outras condições, o que torna a realização de exames específicos fundamental para diagnosticar que algo não vai bem com a glândula. 

Se você teve perda ou aumento de peso sem motivo aparente, acompanhado de fadiga, alterações de humor, queda de cabelos, ressecamento da pele, aumento do fluxo menstrual e do colesterol, transpiração excessiva ou intolerância ao frio, pode ser que você esteja com algum distúrbio na tireoide. 

Dentre os distúrbios mais comuns de tireoide estão o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. O primeiro ocorre quando quando não há a produção necessária dos hormônios da tireoide, causando sintomas como: perda de apetite; facilidade em ganhar peso; sonolência; fadiga; redução dos batimentos cardíacos; dificuldade de raciocínio e desânimo. Já o hipertireoidismo ocorre quando há o excesso de produção dos hormônios da tireoide, causando sintomas como: excesso de apetite; facilidade em perder peso; insônia; queda de cabelos; inchaço na região do pescoço; agitação, nervosismo e ansiedade; fraqueza muscular; aumento da frequência cardíaca (coração acelerado) e hipertensão arterial.

Para identificar as possíveis alterações na tireoide é necessário fazer o exame de TSH e o T4 livre, os dois são feitos através da coleta de sangue e medem a quantidade de hormônios na corrente sanguínea. Esses hormônios estão relacionados e geralmente têm comportamento oposto, ou seja, quanto maior a dosagem do T4 livre menores as taxas de TSH. O hipertireoidismo geralmente cursa com uma grande quantidade de T4 livre e baixos níveis de TSH. Já o hipotireoidismo apresenta níveis de TSH acima do normal, com T4 livre abaixo do esperado para sexo e idade.

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Hipertensão: cuidados e check-up

A hipertensão é uma doença silenciosa, porque na maioria das vezes a pessoa não apresenta sintomas. Isso só torna o diagnóstico ainda mais difícil, mas a boa notícia é que se o paciente mantém os exames em dia a probabilidade é de que a doença seja diagnosticada e o tratamento inicie rapidamente. 

A doença ataca os vasos, coração, rins e cérebro, sendo responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. Internamente os vasos são recobertos por uma camada fina e delicada, facilmente machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper.

São fatores de risco para que os vasos se contraiam e provoquem o aumento da pressão sanguínea, causando a hipertensão:  fator genético; consumo excessivo de sal e alimentos gordurosos; bebidas alcoólicas; tabagismo; sedentarismo; carga emocional excessiva (estresse). 

Se você é hipertenso deve saber que alguns cuidados são necessários para controlar a hipertensão e viver com qualidade de vida:

– Pratique exercícios físicos regularmente, 30 minutos todos os dias é o suficiente para diminuir a pressão arterial, além de melhorar o seu condicionamento físico;

– Você pode encontrar o melhor tipo de exercício pra você: caminhadas, pequenas corridas intercaladas com caminhadas, bicicleta, hidroginástica, são diversas as opções;

– Evite a ingestão de alimentos gordurosos e ricos em sal;

– Beba bastante água diariamente, não apenas quando sentir sede;

– Priorize a sua alimentação: consuma frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais com frequência;

– Não fume e modere a ingestão de álcool;

– Controle o estresse; encontrar atividades que acalmem a sua mente é muito importante para evitar picos na sua pressão;

– Mantenha suas consultas e exames em dia: eletrocardiogramas, testes ergométricos e exames de sangue.

Homens e mulheres, de qualquer idade, já diagnosticados com hipertensão arterial devem realizar os seguintes exames de 6 em 6 meses: glicose, colesterol total e frações, triglicérides, ureia, creatinina, microalbuminúria, sódio, potássio, cloreto, urina rotina (EAS).

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Triagem neonatal: a importância do teste do pezinho ampliado

A mistura de surpresa, gratidão e euforia ao saber de uma gravidez torna tudo ainda mais único e especial, não é verdade? Para garantir que os sentimentos continuem sendo positivos depois que o maior amor da sua vida chega ao mundo é muito importante fazer a triagem neonatal, mais conhecida como teste do pezinho.

Antes do nascimento, o feto está relativamente protegido dos malefícios de uma doença metabólica. Isso acontece por causa da placenta, que fornece nutrientes e promove a filtragem de metabólitos tóxicos. Assim, muitas dessas doenças são “desmascaradas” nos primeiros dias de vida após o nascimento, pois o bebê não pode mais se beneficiar da ajuda fisiológica da mãe para compensar as deficiências de seu metabolismo. 

Com o teste do pezinho, é possível promover o tratamento específico, que permite diminuir ou eliminar lesões irreversíveis (como deficiência mental, deficiências físicas) e até mesmo evitar a morte. Por esse motivo, o procedimento deve ser realizado entre o 2º e o 5º dia de vida para alcançar o seu objetivo primordial de detectar algumas doenças. O atraso na detecção de algumas doenças pode levar a lesões irreversíveis na criança

O teste do pezinho é um exame de prevenção fundamental para a saúde da criança e não pode ser “esquecido” pela família. Realizar o teste é necessário, ainda que não haja histórico familiar dessas doenças. Mesmo numa criança saudável no nascimento, os primeiros sintomas podem demorar meses ou anos para se manifestarem. 

Lembrando que o teste do pezinho é um exame de triagem. Ao aparecer suspeita de alguma doença há necessidade de investigações mais aprofundadas, pois pode existir um resultado falso-positivo em alguns testes, o que é característico de exames de triagem com alta sensibilidade. Resultados alterados sempre necessitarão de confirmação antes de qualquer intervenção. Converse sempre com o seu médico sobre os testes e os possíveis tratamentos para o seu bebê.

Como é feito o teste do pezinho?

São coletadas algumas gotinhas de sangue do calcanhar do bebê. O exame é feito nesse local porque nele estão presentes muitos vasos sanguíneos, o que facilita a coleta de sangue. O sangue coletado é posto em papel filtro para ser transportado.

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Qual a diferença entre o teste do pezinho realizado no SUS e o teste do pezinho feito na rede privada?

O teste realizado pelo SUS detecta somente seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, deficiência de biotinidase, fibrose cística, anemia falciforme e Hiperplasia adrenal congênita (HAC). Já na rede privada existem testes do pezinho ampliados, capazes de detectar diversas doenças ainda nos primeiros dias de vida, de forma a ajudar no seu controle e impedir impactos definitivos na vida da criança. 

Recentemente, a repórter da TV Globo, Larissa Carvalho, mãe do garoto Theo, que nasceu com Acidúria Glutárica – uma doença genética na qual o organismo não consegue absorver as proteínas ingeridas – deu um depoimento emocionante. O teste do pezinho realizado no Theo não detectou a doença e as proteínas do leite materno causaram um dano cerebral irreversível no garoto. A doença só foi detectada quando a mãe percebeu que a criança não se sentava como era esperado e procurou ajuda médica. Se a criança tivesse tido acesso ao teste ampliado o destino do pequeno Théo seria outro.

Quais doenças podem ser diagnosticadas?

Vai depender do perfil do teste do pezinho usado no bebê. O perfil básico ofertado pelo SUS  detecta as seguintes doenças:

Fenilcetonúria: A fenilcetonúria é uma doença causada pela ausência ou redução da atividade de uma enzima responsável pela quebra da fenilalanina em tirosina (aminoácidos presentes no organismo). Assim, ela provoca o acúmulo da fenilalanina no organismo, especialmente no cérebro, o que leva à deficiência mental. Com o teste do pezinho, é possível fazer o diagnóstico precoce da doença e iniciar imediatamente o tratamento, que oferece a possibilidade de cura.

Hipotireoidismo congênito: O hipotireoidismo congênito é uma doença decorrente da falta ou da redução da produção do hormônio da tireoide, essencial para o desenvolvimento neurológico do ser humano. Esse hormônio é ainda importante para o desenvolvimento e o funcionamento de vários órgãos, além do sistema nervoso central. Por esse motivo, a falta dele pode ocasionar uma deficiência neuropsicomotora, seguida de lesões neurológicas irreversíveis, além de outras modificações corporais. Com a realização do teste do pezinho, é possível identificar a doença e direcionar o bebê para o tratamento adequado, o que ajuda a prevenir o agravamento das deficiências.

Deficiência de biotinidase: A deficiência de biotinidase é uma doença que impede o organismo de aproveitar a vitamina biotina, presente nos alimentos. Essa deficiência interfere no desenvolvimento intelectual da criança. O problema se manifesta a partir da sétima semana de vida e causa distúrbios cutâneos e neurológicos, dentre eles:

  • Crises epilépticas
  • Hipotonia (diminuição do tônus muscular e da força)
  • Microcefalia
  • Atraso do desenvolvimento neuropsicomotor
  • Alopecia (perda de pelos e/ou cabelos)
  • Dermatite eczematoide

Para as crianças que têm o diagnóstico tardio da doença, observam-se dificuldades motoras e de linguagem, além de distúrbios visuais e auditivos. O tratamento é medicamentoso, por meio de doses diárias de biotina. Assim, ao detectar a doença no teste do pezinho e iniciar o tratamento, evitam-se as deficiências.

Fibrose cística: A fibrose cística é uma doença crônica, que atinge o sistema digestivo, o pâncreas e os pulmões, causando secreções pulmonares e má absorção intestinal. Além disso, há aumento da viscosidade do muco, obstruindo as vias aéreas e causando um quadro de infecções crônicas. 

O tratamento recomendado para a fibrose cística está direcionado a um acompanhamento médico regular, com dieta específica, uso de enzimas pancreáticas e fisioterapia respiratória, além de suplementação vitamínica. A doença apresenta taxas de mortalidade altas, mas, ao ser detectada no teste do pezinho, os riscos se reduzem.

Anemia falciforme: A anemia falciforme é uma doença causada por uma alteração na estrutura da molécula de hemoglobina. Por isso, a deficiência compromete o transporte de oxigênio no sangue, provocando graves prejuízos a diferentes tecidos e órgãos. São comuns serem observadas dores e inchaço nas articulações, bem como o aumento do baço e icterícia. As crianças que são diagnosticadas com anemia falciforme podem ter uma vida normal, sobretudo se a doença for detectada de forma precoce.

Hiperplasia adrenal congênita (HAC): limita a produção de hormônios nas glândulas adrenais. A hiperplasia adrenal congênita afeta o crescimento e o desenvolvimento normais de uma criança. Embora possa causar risco de vida, a maioria das pessoas com essa doença pode levar uma vida normal com o tratamento adequado. Os sintomas em crianças podem incluir genitália ambígua em meninas e pênis alargado em meninos. O tratamento envolve medicamentos de reposição hormonal e até cirurgias, em alguns casos

Quais outras doenças podem ser detectadas pelos testes do pezinho na rede privada?

Vai depender do perfil do teste do pezinho usado no bebê. Podemos citar as seguintes doenças:

Galactosemia: A galactosemia é uma doença genética caracterizada por alteração no metabolismo da galactose, um açúcar que forma a lactose presente no leite de todos os mamíferos. Há um acúmulo de galactose no sangue.  É um quadro grave que se manifesta logo no primeiro mês de vida, com vários sintomas como vômitos, diarreia, icterícia, atraso de crescimento, problemas hepáticos e retardo mental.

O tratamento consiste na exclusão rigorosa tanto de galactose quanto de lactose, através da eliminação total de leites e derivados da dieta. O leite materno, que também contém galactose, é absolutamente contraindicado.

Deficiência da enzima G6PD: A Glicose-6-Fosfato Desidrogenase, mais conhecida como G6PD, é uma enzima presente em todas as células do nosso corpo e tem função antioxidante. Nas hemácias a G6PD é essencial, e a sua deficiência pode provocar anemia hemolítica, que pode ser percebida pela icterícia, com aumento das bilirrubinas e da enzima LDH. 

A anemia hemolítica pode ser minimizada se forem evitados diversos fatores oxidantes, como alguns medicamentos, como por exemplo, sulfametoxazol. A criança deve ser acompanhada por um hematologista.

Doenças infecciosas: sífilis, doença de Chagas, rubéola, toxoplasmose, HIV, citomegalovírus, são algumas das doenças que podem ser detectadas no teste do pezinho ampliado.

Mamãe, é importante que você já na gestação converse com o seu médico sobre o teste do pezinho. Este exame vai fazer toda a diferença na vida do seu filho e da sua família.

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Anticorpos neutralizantes: o que são e quando realizar o exame?

Após o início da vacinação contra o vírus  SARs-CoV-2, várias dúvidas surgiram: como o corpo reage à vacina? O quanto realmente estamos protegidos? Quanto tempo dura a proteção vacinal?

Para responder a estas questões, é essencial entendermos o conceito de anticorpos neutralizantes.  Todos os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios e precisam entrar dentro da célula para se replicar. As células humanas que são infectadas pelo SARs-CoV-2 possuem em seu exterior um receptor para a enzima conversora de angiotensina (ACE2). É nesse receptor que o vírus se conecta para invadir a célula humana.

O vírus apresenta em sua superfície externa a proteína Spike (S), que é a responsável pela conexão vírus-ACE2. Na ponta desta proteína viral existe uma porção chamada de RBD – receptor binding domain – que é a porção exata de contato da proteína S com a célula humana. Para facilitar o entendimento, podemos pensar na proteína Spike como se fosse uma caneta com tampa. Todo  corpo da caneta é proteína S, mas só a tampa representa a proteína RBD, que realmente consegue ligar o vírus à célula humana. 

Anticorpo neutralizante é o anticorpo que consegue neutralizar a proteína RBD e impedir que o vírus se ligue à célula humana. É importante frisar que quando temos contato com o vírus  –  por infecção natural ou pela vacinação – nosso organismo desenvolve diversos anticorpos diferentes contra as variadas proteínas do vírus, chamadas de epítopos. Porém, o único anticorpo que realmente consegue  bloquear o vírus é o anticorpo anti RBD, o chamado anticorpo neutralizante.

A grande diferença entre os testes sorológicos de primeira geração e a avaliação dos anticorpos neutralizantes é que os testes sorológicos utilizam diferentes partes do vírus, tanto do núcleo capsídeo (proteína N),  quanto da proteína Spike (proteína S). Entretanto, somente uma pequena fração da proteína S é responsável por “abrir as portas” da célula humana para o vírus entrar e se reproduzir, a fração RBD, e é esta proteína que leva o organismo a produzir o anticorpo neutralizante.

O exame “anticorpos neutralizantes” é um exame funcional que mede percentualmente a capacidade dos anticorpos inibirem a fração RBD da proteína Spike. Apresentar anticorpos IgG reagentes em outros testes sorológicos, agora sabemos, não é garantia de proteção contra o vírus, já que ele pode ter sido produzido contra outra parte do vírus que não a fração RBD.

Ainda não sabemos em quanto tempo o organismo, após a vacinação ou um contato com o vírus (tendo ou não apresentado sintomas), irá produzir – e se irá produzir – anticorpos neutralizantes, e por quanto tempo estes anticorpos estarão aptos a neutralizar o SARs-CoV-2.

Outro fator que também terá impacto na efetividade dos anticorpos neutralizantes é a mutação constante que tem ocorrido com o vírus. Se a mutação ocorrer na proteína RBD de tal forma que o anticorpo produzido previamente não reconheça o vírus quando tiver novamente contato com ele, poderá não ocorrer a inativação viral pelo anticorpo.

E quando se pode avaliar os anticorpos neutralizantes?  Idealmente, de 14 a 21 dias após sintomas de infecção natural ou após o mesmo período de dias após a segunda dose da vacina.. Melhor ainda se a infecção foi confirmada por RT-PCR ou teste do antígeno.

É importante apontar que não são somente os anticorpos que nos protegem do vírus. Existe uma resposta imunológica – chamada de resposta imune inata – que não depende da presença de anticorpos, mas sim de citocinas que provocam uma reação inflamatória no organismo para debelar a infecção. Em algumas pessoas, essa reação inflamatória é tão exagerada que ataca o próprio organismo e é chamada de “tempestade de citocinas”, causando um quadro tromboinflamatório bastante grave se não for controlado a tempo.

Diante disso tudo, ainda não é o momento de abandonarmos as medidas de proteção individual – como máscaras e uso de álcool em gel, além do distanciamento social. Por enquanto, o que os anticorpos neutralizantes podem nos sinalizar é uma direção somente. Ainda não é possível utilizar a resposta do exame para se considerar imune ao vírus SARs-CoV-2.

Quer se aprofundar um pouco mais no tema? Leia o artigo escrito pelos farmacêuticos maranhenses Aruanã J. M. Costa Rodrigues Pinheiro e Alice Marques Moreira Lima. O texto está disponível na página do Conselho Regional de Farmácia do Maranhão. 

A importância do check-up em tempos de pandemia

Desde o ano passado o foco das preocupações da população é a covid-19, e com razão, mas é importante ter em mente que todas as outras doenças não podem ser esquecidas e, quando instaladas, devem ser monitoradas pelo médico com regularidade.

Muitas doenças são silenciosas, isso quer dizer que elas não apresentam nenhum sintoma, sendo detectadas apenas após um diagnóstico. Além disso, as comorbidades já são comprovadas como fatores de risco para pacientes com coronavírus. Isso só reforça a importância da realização periódica do check-up.

Para facilitar a realização dos seus exames foram montados perfis diferentes de check-ups no Gerardo Trindade, de acordo com a sua idade, sexo e condição clínica:

BÁSICO PLUS: homens e mulheres até 40 anos, sem doenças pré-diagnosticadas. Pode ser feito até por crianças. Exames indicados: hemograma, glicose jejum, colesterol total e frações, triglicérides, uréia, creatinina, TGO, TGP, GGT, ácido úrico, TSH, T4 livre, Vitamina D, urina rotina (EAS), pesquisa de sangue oculto nas fezes.

FEMININO PREMIUM: mulheres acima de 40 anos, na pré-menopausa ou na menopausa. Exames indicados: check-up básico plus + LH, FSH, estradiol, progesterona, CA125.

FEMININO MASTER: mulheres acima de 60 anos. Exames indicados: check-up feminino premium + vitamina B12, ácido fólico, sódio, potássio, cloretos, magnésio, zinco, fósforo, cálcio, cálcio iônico, PTH.

GESTANTE: deve ser realizado com a regularidade solicitada pelo médico. Exames: hemograma, ferro, ferritina, ácido fólico, vitamina B12, grupo sanguíneo/fator Rh, glicose jejum, Teste de tolerância oral à glicose, uréia, creatinina ,Vitamina D, rubéola IgG e IgM,toxoplasmose IgG e IgM, citomegalovírus IgG e IgM, HCV, anti, HBsAg, VDRL, urina rotina (EAS), urocultura.

MASCULINO PREMIUM: homens acima de 40 anos, sem doenças pré-diagnosticadas. Exames indicados: check-up básico plus + PSA livre/total, testosterona, total/livre.

MASCULINO MASTER: homens acima de 60 anos. Exames indicados: check-up masculino premium + cálcio, cálcio iônico, PTH, fósforo, vitamina B12, ácido fólico, sódio, potássio, cloreto, magnésio, zinco.

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